i don't wanna talk

meu deus, que avalanche.

é que eu não comentei, mas tá gritando no corpo o efeito de 2 meses inteiros de tensão e expectativa em relação às mil mudanças. mês passado foi a menstruação que atrasou (cheguei a pensar que estava grávida! era só tensão, felizmente) e esse mês veio TPM daquele jeito que a gente adora – um caminhão me atropelou e eu nem vi. dor no corpo todo, inchaço, incômodo até com o barulho do teclado. esconjuro, ave maria!

o groo segue sobrevivendo e nós fazemos de tudo pra que ele esteja bem e feliz enquanto isso. ele não controla mais as funções fisiológicas (pouparei vocês dos detalhes), então imaginem como é simples manter minimamente habitável o ambiente em que eles – os CINCO – vivem. ele mal anda, não tem muito controle das pernas traseiras. mas come e dorme muito bem, é o que nos consola. a tristeza de ver o bichinho ir embora aos poucos é demais, não gosto nem de contar.

continuamos na batalha de dar remédios pra eles de 12 em 12 horas, às vezes menos quando alguém está piorzinho. mas só o groo está malzinho; a didi e bob estão sob controle e as meninas mais novinhas estão 100%.

eu tento fazer o melhor que posso no trabalho, até porque o começo em todo emprego é sempre difícil, mas tem sido uma batalha. muitas coisas da vida pessoal pra resolver, preocupações com furões, família e casa que tornam o trabalho o menor dos problemas. não é fácil ser dona de casa, mesmo com ajuda. há coisas que só a gente pode resolver, e dá um desânimo danado chegar em casa e ainda ter montes de coisas pra arrumar e resolver.

não fosse a história de direitos iguais eu diria que o mundo devia ter mais (e melhores) banheiros femininos e uma jornada menor pra nós (ou aquelas de nós que têm trabalho depois do trabalho).

a horta está desorganizada e meio saárica depois que o jardineiro arrancou o mato. continua cheia de alho-poró, salsinha, tomate cereja, beterraba, cebolinha e berinjela, mesmo com a falta de cuidado – uma dádiva.

a moça nova que trabalha pra gente agora, a maria, é um espetáculo. faz uma comida simples e deliciosa, tem iniciativa, é rápida e gosta de ver as coisas limpas e arrumadas. ainda não descobri como agradecer à minha santa mãe por tê-la encontrado (se não fosse ela, estaríamos ainda na lama). ela chega cedo e sempre sorridente, animada, disposta. dá gosto de ver! e gosta de bichos – já se derreteu pela pretinha, que é mesmo um charme de criatura.

ontem fiz uma tentativa de entrar em um coral e, ah, nem queiram saber. estou ainda traumatizada e não volto lá por nada desse mundo. o horror, o horror. onde foi parar o senso estético das pessoas, meu deus? eu aceito todas as limitações técnicas, mas quando assassinam o bom gosto… passo mal.

me perdi na enorme cidade de vinhedo ontem à noite. dei voltas e voltas e voltas na noite fresquinha e aprendi a chegar em casa sozinha por um caminho que nunca tinha feito por mim mesma. tive um pouco de medo das ruas vazias e da noite (e sem celular! esqueci no trabalho) mas depois passou; aqui não é são paulo e as pessoas ainda cumprimentam a gente quando passam, com um sorriso.

e cheguei – mais ou menos sã e completamente salva.

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inferno astral e TPM na mesma semana? só comigo é que acontece, convenhamos 🙂 o universo colocando à prova meu otimismo, já vi tudo. mas deixa o universo comigo: tem hopi hari no sábado, faça chuva ou faça sol.

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  1. Oi, Zel! Fazia tempo que eu não comentava. Parabéns pela casa nova, que deve ser deliciosa, e força na peruca, que você está de tudo novo (eu só com o emprego novo já estou quase entrando em parafuso!)e adaptação é isso aí. A empresa em que eu trabalho em SP tem uma fábrica em Vinhedo…será que é a mesma onde vc trabalha? É do setor de consumo? Beijos!

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