é tarde! é tarde!

eu sei que tou sumida, é que a costura apertou, gente. (e a idade se mostra nas expressões usadas :D)

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hoje é aniversário dela, a mais fofa e querida. te amo, coisa linda!

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vi finalmente viagem a darjeeling e absolutamente amei. é divertido, é curioso e faz pensar, se você quiser. as malas, gente, as malas.

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o russo, de novo, com seus posts que me provocam:

(…) no curso de uma disputa intelectual, devemos conceder às declarações analisadas, principalmente às que vêm de nossos oponentes, a mais generosa interpretação possível. Isso significa que devemos tratá-las em princípio como racionais e bem-intencionadas. Só poderemos considerá-las falaciosas quando não houver outra leitura possível.

ser caridoso neste contexto é uma escolha que pouca gente faz, mas tudo bem – eu quero cada vez mais escolher exatamente esse caminho, apesar do mau exemplo dos maledicentes, pessimistas e mal-intencionados. e apesar, é claro, da minha natureza maldosa 🙂

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tive uma experiência de auto-análise interessante esses dias (ou “como a terapia pode fazer bem a uma pessoa mesmo depois de alguns anos”): eu me senti culpada por não entrar em contato (faz um tempo) com várias pessoas do meu círculo de amizades. fiquei chateada, me sentindo uma péssima amiga e tal. dois dias depois (neurônios se comunicando len-ta-men-te) pensei “mas quem desse grupo me liga, escreve, me convida pra qualquer coisa que seja, por acaso?”. nem preciso dizer pra vocês que não são muitos, certo?

por que caraleos eu devo me sentir culpada? afinal, a gente às vezes convive, se fala e tal; às vezes não. isso não significa nada. pode até ser que a falta de contato signifique que a amizade desapareceu, mas não necessariamente.

peguei minha culpa, amassei bem amassadinha e joguei na lata do lixo. afinal, entrar em contato, convidar pra alguma coisa e finalmente encontrar com amigos não é uma obrigação e não deve ser unilateral. é fato que estou desaparecida da maior parte dos círculos sociais, mas quem quer me ver não vai ter problema nenhum com isso, garanto.

estão aí vários amigos queridos pra provar 🙂

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estou recebendo uma cesta orgânica em casa a cada 2 semanas, é sensacional. tudo sempre fresquinho, bonito e diferente. a cesta varia bastante e sempre tem frutas, verduras e legumes (além de batata e mandioca, que acho que se chamam tubérculos :D).

recomendo: sítio boa terra.

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ganhei uma e comprei outra gola da rainha – bonitas e quentinhas, aproveite enquanto o frio tá por aqui!

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semana passada tivemos aniversários de mais cancerianas queridas e lindas: dani (26), grace (25), fabiola (25) e minha irmã (21). pra elas, um poeminha [não entreguei a idade de ninguém, viu? os números são o dia do aniversário :D]:

quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

aceito os subterfúgios que me cabem,

sem precisar mentir.

não sou feia que não possa casar,

acho o rio de janeiro uma beleza e

ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

mas o que sinto escrevo. cumpro a sina.

inauguro linhagens, fundo reinos

dor não é amargura.

minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô.

vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

mulher é desdobrável. eu sou.

(com licença poética, adélia prado)

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  1. eu queria comentar a parte da amizade, concordo que culpa é bobagem, mas acho que é bobagem maior ainda entrar nessa de “se x pessoa quiser me ver estarei aqui” ou então “ela não me liga, também não vou ligar”… não há obrigação, mas se há vontade, não importa o tal placar de quem mais procurou quem, né? beijo.

    [zel] elaine, eu não acho que falei que “só ligo se me ligar”, mas se pareceu isso, me expressei mal. o que eu quis dizer é que não fico mais com culpa por não ligar, afinal, a distância é a mesma e ninguém tem obrigação de ligar pra ninguém…

  2. zelinda, de tempos em tempos essa culpa de não entrar em contato sempre com os amigos também me visita. engraçado é que esses dias mesmo (de correria absurda por aqui) pensei tanto em vc e no Fer e depois sosseguei “eles devem ter certeza que ainda adoro eles! mesmo sem nos falarmos faz tempo”. diga que tenho razão, plis. ;o)

    love de sempre.

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