das coisas da vida

o fer achou um lugar em SP (no parque do ibirapuera) que reabilita animais e decidimos levar o piu pra lá porque ele não come sozinho nem a pau aqui em casa. tá ótimo, voando, lindo e forte, mas pede comida na boca ainda.

nós vamos conhecer o lugar e se tudo for legal mesmo, deixamos o pequeno lá. depois contamos como é e damos a dica.

nós conseguimos estragar um beija-flor, meu deus 😀

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estamos com o coração pequeno de apreensão – na segunda à noite percebemos que a fênix estava com dificuldade de andar e o fer foi pro vet ontem cedo. conclusão: 3 vértebras próximas do pescocinho dela estão com problema, e não se sabe direito a causa. pode ser denegeração óssea (descalcificação), que é mais comum em gatos e cachorros, e pode ser também câncer ósseo.

qualquer das possibilidades é um horror, e não sabemos como ela vai ficar. por enquanto estamos medicando pra ver se ela volta a andar direito, porque a bichinha anda mas com dificuldade (ela come muito bem, em compensação).

é a primeira vez que ela fica doente, é difícil aceitar que um bichinho tão saudável de repente tem algo tão grave. ai ai.

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nós fizemos com nossa veterinária (a maravilhosa thaís) uma pequena pesquisa – qual é o tempo de vida médio dos ferrets na clínica dela? diferente do que dizem por aí, 5 anos e meio, somente. aqui em casa a média é só um pouquinho superior a essa (amostra de 5 ferrets), considerando que somos excepcionalmente cuidadosos com nossos bichinhos.

francamente, acho que deviam parar de importar ferrets e inclusive de vendê-los mesmo nos USA. não é possível que ninguém perceba que algo está errado – quase todos os animais apresentam algum tipo agressivo de câncer, cedo ou tarde. eu não entendo nada de genética, é verdade, mas não é possível que esse breeding esteja correto…

enquanto isso, pessoas compram ferrets em lojas achando que são animais de gaiola, tranquilos e que vivem 12 anos.

eu já disse que odeio comércio de animais, principalmente em lojas?

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uma amiga que está morando na china fez um apanhado de informação para explicar “como são as coisas na china”. tudo muito curioso, mas nada mais louco do que ser um país oficialmente comunista que é, na prática, a mais pura representação do capitalismo.

não sou especialista em política / economia na china, mas o pouco que sei me deixa confusa: as pessoas não são “donas” de casas e/ou terra, mas vive-se de lucro como no melhor esquema capitalista, eles são quase liberais!

se alguém conhece artigos sobre esse assunto, me mande, estou curiosa sobre como os especialistas analisam essa anomalia social-político-econômica 🙂

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tão apropriada, sempre! (fal, lembro de você quando ouço / leio esse poema)

quase entendo a razão da minha falta de ar

ao escolher palavras com que narrar minha angústia, eu já respiro melhor.

a uns, deus os quer doentes, a outros quer escrevendo.

(ex-voto, adélia prado)

5 comments to “das coisas da vida”
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  1. Falando na fênix, falando na China, me lembrei de um fato que aconteceu com uma amiga minha e que pode ajudar a bichinha.

    Esta amiga tinha uma gatinha que tinha um problema muito sério nas vértebras. Já não andava mais e sentia muita dor. O que resolveu ? Acupuntura. Uma veterinária que foi até a China se especializar aplicou o tratamento e a gata voltou a andar e a se alimentar melhor, coisas que não conseguia fazer antes. Vale tentar tudo para melhorar a qualidade de vida dos dodóis, né ?

    Beijossssssssssssssss prá vcs !

  2. Zel, se você chegar lá e ver que eles têm menos condições que vocês de cuidar do PIU (superlotação, pouco espaço, pouco funcionário, sei lá, acontece), fiquem vocês mesmos com ele, mas peguem as dicas de como fazer e façam vocês mesmos a “reeducação alimentar” dele…. Depois o soltem aí na região de vocês mesmos. Acho que o fato principal ao procurar o pessoal do Ibirapuera ou de outro parque não é nem deixá-lo lá, mas sim pegar orientação.

    Falo isso porque sempre olho com ceticismo estes locais. Admiro muito o trabalho e as pessoas (tanto que postei sobre o local no site do fer), mas sei que tem casos em que eles não tem condições de cuidar de tudo tão bem como seria o ideal. O Ibama, por exemplo, lançou no ES uma vez uma operação para as pessoas entregarem voluntariamente os animais silvestres que mantinham em casa. Deu uma enxurrada de papagaio. Muitos foram recuperados e soltos, mas pelo que soube uns 300 morreram… Logico! Anos e anos na casa da pessoa, vão reintegrar como? Foi meio mal planejado…

    Enfim, dêem uma ligada, perguntem como funciona… E vejam o que é melhor. Se conseguirem dicas de como fazer em casa mesmo, talvez seja melhor.

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