vamos lá, respirando fundo…

conclusão sobre a história dos cabelos – cuidar dos cabelos é tão importante quanto cuidar de qualquer outra parte da nossa fachada. faz parte do pacote “quero me sentir bonita”, e concordo que é válido. por outro lado, se a louca morre porque cortou 2 dedos de cabelo ou considera o cabelo a coisa mais importante da vida, presentenção que tem alguma coisa errada.

você é mais do que seu cabelo e-ou sua aparência, caléga, se liga.

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o weno tem vernissage hoje com suas aquarelas e eu vou perder porque sou uma camela que só trabalha e não consegue sair mais cedo. droga-droga-droga.

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já ouviram falar de um troço que chama spring break nos estados unidos? eu tive o desprazer de parar pra ver um programa sobre isso no multishow, naqueles horários de putaria light.

é uma das coisas mais degradantes que já vi na vida, assim a nível de ser humano fêmea. as garotas arrancam a roupa (a princípio ok), se esfregam (também ok), balançam os peitos loucamente num palanque como quem prepara chantilly (não-ok). o problema passa pelo seguinte:

(a) elas ganham colares de plástico quando mostram os peitos. por que não biscoitos, ossos? o princípio é o mesmo;

(b) elas obedecem às “ordens” da machaiada ao redor, emulando filme pornô;

(c) não parece em momento nenhum que elas sentem prazer com aquilo. é uma competição – quem balança mais, quem ganha mais colar, quem ganha o concurso do peito de fora balançando.

pelo amor de deus não me entendam mal – quem não me conhece e lê isso aqui pode achar que eu sou moralista: sou totalmente a favor de putaria consentida, e não tenho nada contra peitos de fora ou mulheres se esfregando. também não tenho nada contra putaria orquestrada, com alguém dando ordens. vejo valor em todas essas combinações.

o que me incomoda é que não são elas as proprietárias dos seus desejos e prazer. elas não estão fazendo a cena pra gozarem e serem felizes, o circo todo é pra pertencer, ganhar atenção e reconhecimento da homarada através da imitação da estética pornô masculina. salvo raras exceções, essa estética não fala às mulheres. não é à toa que nos últimos anos a indústria de pornô-para-mulheres cresceu – a maior parte de nós acha tosca a visão masculina do que é sexy e tesudo.

unhas enormes, peitos monstruosos, beijos falsos entre mulheres, penetração estilo martelo-automático e gozar na nossa barriga ou nas costas? hello?!

e voltando ao evento primaveril dos nossos colegas do norte – onde se encaixa essa catarse peitoral na vida de uma gente tão extremamente careta? fico imaginando como essas moças lidam com as fotos e vídeos dos seus peitos pulantes alguns anos depois, quando casam com seus maridos luteranos.

mas pensando bem, até que é fácil: é só explicar mui racionalmente que aquilo tudo nada tem a ver com sexo (até porque eu acho que não tem mesmo), é somente uma tentativa de se enquadrar numa época e num grupo, elas estavam somente dançando de acordo com a música. agora elas são mulheres respeitáveis, felizes com papai-e-mamãe 1 sábado por mês, praise the lord.

esse é provavelmente mais um dos inúmeros processos incompreensíveis (pelo menos pra mim) de se tornar adulto no mundo moderno. na minha época, bastava usar calça jeans rasgada e tomar keep cooler.

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update: antes que seja tarde, muito me identifico com a indignação da fal com a propaganda de carro. e considero igualmente brochante homem que é tarado por carro, eca.

(pelo jeito nós somos o que o renato russo chamava de filhos da revolução, hein? coisa demodé…)

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