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história #41: tati

Querida, querida…

Nem sei dizer há quanto tempo te acompanho pelo blog… Me lembro que você era minha “Delícia Cremosa” preferida. E que eu pulava os posts das outras só pra acompanhar o que VOCÊ escrevia. E é assim até hoje. Posso ficar sem ler blog nenhum, sem tempo pra entrar na internet e coisa&tal, mas quando entro é pra ler o SEU blog.

Me lembro certinho do dia em que o decidiu me apresentar pros amigos dele. Foi um churrasco lá na casa da Aclimação e eu suava de nervoso. Putz, ia conhecer você! Mas a surpresa veio depois: já tava aquele “climão” com a ex-amiga e você já tinha sumido da casa. Naquele dia enchi a cara e acho que foi de frustação, sabe? hahahaha. Te conheci um tempinho depois, já no apartamento perto do meu… Foi amor de cara. E adorei quando você colocou pra fora os peitões (no meio da cozinha) pra mostrar seus novos piercings pra mim. Foi nesse dia que tive que dormir desmaiada na tua sala? O fatídico dia da gelatina (workshop)? HAHAHAHAHA

Depois desse dia MUITA coisa já nos aconteceu! Muita comida boa no forno, doce cheiroso na geladeira (sinto tanta falta do teu arroz doce!)… As melhores feijoadas do mundo, cafunés jogadas no pufe, confissões, segredos e muita identificação… E veio a família de brinde, né? Sou louca pra sentar e conversar com teu pai, ouvir as histórias da tua mãe, da Ké, ver a Julinha desenhando (ai, que saudade de todos!). Tão bom sentar e ver as fotos das viagens tua e do Fer! Dessas coisas todas é que meu coração sente saudade.

Sempre que penso/tento ser uma pessoa melhor, penso em você. Tenho tanto orgulho de poder te ligar, poder contar com você, que me sinto pequena pra devolver com a mesma grandeza.

Cê lembra quando vcs mudaram pro apartamento novo e eu e o Fê fomos ajudar na mudança? Você e o Fer são pessoas pra quem eu lavaria 1000 banheiros com GOSTO, sabe? E é isso que eu quero demonstrar com esse email. Mesmo sabendo que escrever, definitivamente, não é meu forte.

E agora vem o Otto. Esse piolho que a tia-babona aqui vai apertaaaaar!!! ;o) Você já está quase parindo e ainda me pego cheia de emoção “putz! a zel e o fer estão grávidooossss!!!”. É muita alegria, amiga.

Pelamordedeus, tô aqui. Sempre-sempre. Meio atrapalhada, perdida e desnorteada. “Vivendo a chegada da maternidade de forma intensa”, como te escreveu a querida Teca. Espero voltar logo a ser a Tati mais presente. E poder te visitar e encher de beijos vocês 3.

Amo vocês. E muito.

Tati e Pedro

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meu deus do céu, eu conheci a tati nessa festa lá no apartamento da josé getúlio e foi uma das festas mais divertidas e engraçadas que me lembro, graças à presença dessa criatura de outro planeta. sim, teve gelatina de vodca (que ela comeu como se fosse de água) e teve, é claro, todo o mico subsequente que quase me fez fazer xixi na calça de tanto rir.

em suma, o weno não conseguiu levar a tati embora, tal era o estado da moça, e eles dormiram lá em casa. foi assim que nos conhecemos, vejam vocês… 🙂

a tati namorou com o weno por alguns anos, e foi graças a ele que ganhei mais esta amiga. aliás, eu tenho uma dívida de amizade com o weno que é impagável, vocês perceberam pelas histórias, né?

a tati é uma mulher ímpar. cheia de vida, energia, idéias, contradições, energia. bom, pra resumir, ela é doida 🙂 canta, dança, sapateia, trabalha, vai pras baladas, sempre cheia de invencionices, afe, eu fico cansada só de contar!

ela é doce, romântica, sensível. tivemos conversas longuíssimas sobre amor, relacionamento, família, filhos, ser mãe (e como é difícil pra mulheres como nós se “adaptarem” ao mundo das mães que fazem de seus filhos o mundo todo), profissão, escolhas. nossas conversas na cozinha eram sempre longas e deliciosas. a tati sempre foi uma companhia incrível, e ela lava banheiros como ninguém! (HAHHAHAHHAHA)

fiquei muito feliz quando a tati engravidou e teve o pedro, porque vi nela a felicidade da realização de um desejo muito grande. mais um membro pra família enorme dela, um menino lindo de morrer (vejam a foto acima, que não me deixa mentir), a paixão da vida dela.

foi interessantíssimo visitá-la (e ao pedro) nos primeiros dias de vida dele. cheguei no ap dela, e estavam ela e o pedro recém-nascido, tranquilão, e ela ali mais tranquila ainda. morri de rir com ela, porque a grande dificuldade era ela chamar a si mesma de “mãe” quando falava com pedro! ela falava “vem com a titia…”, vê se pode. hoje entendo: não sei como será a primeira vez que me referir a mim mesma como “mãe” ou “mamãe”. afe, meda.

tati querida do coração, não se preocupe com nada disso: a distância não separa amigos, aprendi isso há muitos anos. tenho amigos que foram grudados uma certa época e que hoje só encontro muito de vez em quando pessoalmente, e o amor e amizade são os mesmos. os caminhos se separam e voltam a se cruzar, e enquanto isso vamos nos aproveitando da internet pra colocar o assunto em dia, capturar flashes do cotidiano.

meu amor por você permanece aqui fortão, e agora se estende o pedro, que ainda quero roubar pra mim!

obrigada por mandar sua história, querida. nossas histórias se misturam, e é um prazer ter você na vida. BEIJO!

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