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pois no sábado estivemos em SP e resolvemos almoçar com a sheilinha e o leo. ela sugeriu o bolinha (não coloco o link de propósito) e eu, que adoro feijoada, topei.
eu tinha ido a esse restaurante só uma vez, e a visita ficou um pouco eclipsada pela companhia - eu fui com o ex mais recente e uma amiga dele que é simplesmente a pessoa mais chata do universo (mesmo. se houvesse uma escala de chatice ela seria o limite superior). lembrava que a comida era honesta, apesar de cara, e resolvi repetir a dose.
chegamos lá e a espera era de 1 hora para comer. a sheila chegou primeiro, depois chegamos eu e fer e depois o leo e nós quatro juntos esperamos talvez 30 minutos. a feijoada é à vontade, com os acompanhamentos tradicionais e mais banana, mandioca e bolinho de aipim pra quem quiser.
comemos bem, a feijoada é honesta - notem que eu não disse maravilhosa nem sensacional e nem boa pra caráleo, porque de fato não é. ho-nes-ta.
pois vamos à conta? R$ 182 por casal. AHN? COMO ASSIM? quase tive um ataque do coração. juro por tudo que é sagrado que me lembrava do preço ser um absurdo, mas coisa assim de 45 paus por pessoa. pois a feijoada honesta do restaurante em questão custa 76 reaus, meus amigos.
francamente? não vale 35, mesmo sendo à vontade. e, apesar do preço absurdo, o restaurante estava LOTADO, com fila de espera de uma hora.
me senti a mais otária das criaturas. mas uma coisa não entra na minha cabeça: muito mais otários são os palhaços que deixam seu dinheiro naquela arapuca de bom grado e voltam pra rasgar mais dinheiro! porque eu fui enganada, é sério - se soubesse do preço eu não entrava nem morta.
e vou dizer mais, pra ficar bem clara uma coisa: eu não me importo de pagar caro por coisas boas. gasto sem nenhum problema, eu fico feliz em gastar dinheiro com coisas que considero excepcionais. mas a feijoada do bolinha não vale 76 reais nem a pau.
fica então a recomendação: feijoada do bolinha? sai fora! é restaurante pega-trouxa que não entrega o que promete. e para registro, minha feijoada é 10 vezes melhor que a deles.
eu tinha 4 maçãs, daquela fuji. não gosto de maçã, como por obrigação ou pra encher a barriga. mas no doce ela fica maravilhosa, então resolvi caçar uma receita simples e boa e achei no livro da dona benta.
aproveito pra dizer que acho esse livro meia-boca, apesar do tamanho de respeito. as receitas são mal explicadas! por exemplo: não tem tempo de forno. tem cabimento?
mas essa receita é legal e funcionou, então compartilho :)
torta de maçã sem massa
ingredientes
4 maçãs médias
1 lata de leite condensado
3 ovos (separados)
2 colheres de açúcar (eu usei açúcar baunilhado orgânico)
1 colher de chá de essência de baunilha
utensílios
refratário para assar
faca para cortar a maçã
batedor de ovos / garfo
vasilha para bater os ovos
como fazer
descasque as maçãs, tire as sementes e corte em fatias finas (do jeito que quiser). despeje sobre o refratário, espalhando pelo fundo.
misture bem o leite condensado, as 3 gemas e a essência de baunilha com o batedor de ovos ou garfo. despeje essa mistura por cima das maçãs fatiadas, deixe assentar e leve ao forno médio por cerca de 25 minutos (fique atento, a maçã deve assar mas sem tostar demais as bordas do leite).
quando a mistura do forno estiver quase pronta, bata as claras em neve e adicione as 2 colheres de açúcar, formando um suspiro firme. jogue por cima da maçã assada e leve novamente ao formo, até dourar e retire do forno.
esfrie e coloque na geladeira até esfriar completamente. ou sirva quente com sorvete, deve ficar muito bom!
**
esse é um tipo de pudim, não muito doce e muito saboroso. diz que se pode fazer com banana e pera também, fiquei morta de vontade de experimentar :)
esqueci de publicar pra vocês uma das minhas receitas preferidas de bacalhau, que eu fiz sozinha pela primeira vez este ano. minha mãe sempre faz, é quase obrigatório na páscoa e no natal e faz o maior sucesso.
comi pela primeira vez esta receita em portugal, na casa dos meus tios que estavam morando em lisboa na época. foi essa mesma tia que nos ensinou a fazer e nos viciou nessa delícia :)
bacalhau nas natas
(eu não tenho medidas exatas de nada, porque fiz tudo a olho! sorry...)
+ ou - 800g de "lombo" de bacalhau (eu sou preguiçosa, comprei já limpinho)
5 batatas grandes
2 cebolas grandes
1 litro de creme de leite fresco
+ ou - 2 copos de leite
2 colheres bem cheias de farinha de trigo
2 colheres cheias de manteiga
queijo parmesão ralado (para gratinar)
6 ou 7 fatias de mussarela (para gratinar)
farinha de rosca (para enfarinhar a forma e jogar por cima antes de gratinar)
sal, noz moscada
1/2 xícara de azeite
1 colher de sopa de molho de mostarda de boa qualidade
utensílios
1 panela grande pra dessalgar o bacalhau e cozinhar as batatas
1 panela pequena para o molho branco
faca de legumes ou coisa parecida (para a cebola e a batata)
escorredor ou peneira (para a batata e o bacalhau)
travessa para assar
batedor de ovos
vasilha pra guardar a água do bacalhau
como fazer
dessalgue o bacalhau - eu coloquei o bacalhau de molho na água na tarde do dia anterior e troquei duas vezes (minha mãe disse que é melhor trocar mais quando o bacalhau não é "limpo").
na última troca de água para dessalgar, desfie o bacalhau na mão, em pedaços não muito pequenos, e coloque pra ferver na panela grande com bastante água (eu usei metade da panela). depois de 10 minutos fervendo, escorra e reserve o bacalhau mas guarde toda a água, pois é nela que serão cozidas as batatas.
faça o molho branco, assim: derreta a manteiga sem deixar queimar, e junte a farinha de trigo, mexendo loucamente (eu uso o batedor de ovos, facilita bastante) até virar uma pasta. inclua então o leite e mexa mais loucamente ainda (pode ser que faça bolinhas, mas usando o batedor de ovos isso se resolve), até pegar consistência de um mingau grosso. acerte o sal e a noz moscada, a seu gosto. adicione a mostarda e misture bem.
descasque e corte as batatas em formato de batata frita, não podem ser finas demais (como um dedo). coloque as batatas para cozinhar na água no bacalhau, deixe por mais ou menos 10 minutos depois de ferver. atenção: cuide para a batata não cozinhar demais, ela deve ficar firme. escorra e reserve as batatas, e guarde um pouco da água, ela pode ser útil para afinar o molho branco (eu usei, só pra dar mais gosto de bacalhau e ter mais molho branco :)).
naquela mesma panela que você dessalgou o bacalhau e cozinhou as batatas, aqueça o azeite e refogue as cebolas cortadas em fatias tipo meia-lua, até dourar. adicione o bacalhau desfiado, misturando bem. junte o molho branco à mistura, adicione o creme de leite (sempre misturando) e reserve.
unte a forma e enfarinhe com farinha de rosca, coloque metade da mistura de bacalhau + molho, as batatas (espalhando por toda forma) e o restante da mistura de bacalhau + molho por cima. coloque então as fatias de mussarela cobrindo tudo, o queijo ralado e finalmente polvilhe com a farinha de rosca.
leve ao forno alto e deixe por lá até dourar bem por cima. sirva com arroz branco.
experimentei o pudim de croissant, e quero comentar sobre os resultados, já que fiz duas vezes.
na primeira tentativa fiz 2 receitas. antes de colocar no forno tive a impressão que ficaria seco, mas acabei deixando assar 30 minutos ao invés dos 20 recomendados (eu e minha mania de achar que podia dourar mais um pouquinho...) e ficou seco por conta do excesso de forno. o sabor ficou legal, mas o fundo tostou demais e ficou definitivamente seco.
na segunda tentativa fiz 1 receita só e ainda achei que ficaria seco. os 2 croissants não absorveram tanto do líquido quanto eu gostaria (mesmo deixando descansar por 10 minutos), mas coloquei no forno por exatos 20 minutos. não dourou, ficou com cor de caramelo diluído em creme de leite e bem mais molhado que a versão anterior. mas pra mim ainda é seco demais, a receita não me convenceu.
vou adicionar algumas dicas no post com a receita - respeitar rigorosamente o tempo de forno (20 minutos e nem um minuto a mais) e dobrar a quantidade de líquido (leite e creme de leite).
depois de comer 2 vezes a mesma sobremesa na mesma semana, preciso desenjoar pra poder testar a versão umidificada que estou propondo :)
eu não fiz ainda, mas essa receita foi testada por 3 pessoas diferentes que garantem que é ótima. vou testar em breve e conto pra vocês se é boa (e se alguém testar antes me diz o que achou!)
ingredientes do bolo
6 ovos inteiros
6 colheres de cacau em pó
2 colheres sopa de manteiga sem sal
6 colheres de açúcar (adoçante para cozinhar também funciona)
100g de coco ralado
50g de castanha do pará (opcional)
1 colher de sopa de fermento em pó
ingredientes da cobertura
1 barra de chocolate meio-amargo 200g
1 lata/caixinha de creme leite sem soro
utensílios
forma de bolo pequena
liquidificador
panela para a cobertura
colher de mexer
forma / vasilha para o banho maria
modo de fazer
o bolo: untar a forma com manteiga e polvilhar açúcar. bater todos os ingredientes do bolo no liquidificador, colocar na forma já untada e polvilhada e assar por 30min no fogo baixo.
pitaco meu: eu não bateria a castanha do pará junto, deixaria em pedaços... e testaria sem bater o coco também. mas pode dar errado :)
a cobertura: amorne o creme de leite em banho-maria e adicione o chocolate picado. mexa até dissolver o chocolate, obtendo uma calda mega-ultra-deliciosa :)
cubra o bolo com a calda e salpique coco se desejar.
a nigella tem parte com o demo, tenho certeza. a mulher é linda, gostosa e faz umas comidas absurdamente tentadoras. sei que tem quem não goste da moça porque ela lambe os talheres e ataca tudo com a mão suja e tal - já eu super-me-identifico. sou o contrário daquelas pessoas com mania de limpeza (ops, falei - pense 2 vezes antes de aceitar meus convites para refeições caseiras :D)
a última receita dela que vi me deixou de quatro - pudim de croissant. e vejam bem: não gosto de croissant. ju-ro. não gosto de nada muito amanteigado, por mais que isso soe como heresia vindo da boca de uma gorda.
sou mesmo uma gorda atípica: não sou super-fã de doces, gorduras e frituras (como, é claro, mas não me faz muita falta) e detesto bolachas (doces e salgadas), balas e guloseimas. eu gosto mesmo é de comida de mãe: arroz, feijão, legumes, carne, batata, salada. e pão, gente, muito pão. pão com feijão e um fiozinho de azeite, ahhhhh! purê de batata com creme de leite, ovo feito de qualquer jeito. sobremesa pra mim é dispensável, mas se for pra escolher sou de gelatina, pudim de leite ou mousse de limão/maracujá. sou uma gorda básica :D
voltando: não gosto de croissant, mas amo pudim de pão (olhaí, sobremesa de mãe!). quando vi a nigella preparando essa absurdidade, surtei. pre-ci-so fazer isso. então estou anotando pra não esquecer e pra tentar vocês também, assim eu não engordo sozinha!
**
pudim de croissant
ingredientes
2 croissants dormidos
1/2 xícara de açúcar
2 colheres de sopa de água
1/2 xícara de creme de leite fresco (recomendo usar 1 xícara - achei que ficou seco com 1/2)
1/2 xícara de leite integral (recomendo usar 1 xícara - achei que ficou seco com 1/2)
2 colheres de sopa de bourbon (uísque serve, será?)
2 ovos batidos
1/2 fava de baunilha ou essência (acho que ela usou essência)
utensílios
refratário pequeno para assar
panela pequena para preparar o caramelo e misturar
batedor de ovos
como fazer
"rasgue" os croissants, espalhando no refratário. pré-aqueça o forno a 180 graus (médio).
coloque na panela o açúcar e a água, misture e leve ao fogo médio. deixe derreter e pegar cor (não mexa com colher; se quiser, pode "chacoalhar" a panela pra espalhar a calda) até chegar a um tom âmbar.
desligue o fogo e fique esperto, essa parte tem que ser rápida: misture imediatamente à calda o creme de leite, com vontade (use o batedor de ovos, e seja cuidadoso, vai borbulhar porque a calda vai estar fervendo). junte o leite e o bourbon, misturando sempre e muito, e finalmente os ovos batidos e a baunilha.
misture tudinho muito bem e jogue rapidamente por cima dos croissants que você deixou rasgados no refratário, deixe descansar pelo menos 10 minutos (para o pão absorver o creme).
leve ao forno por 20 minutos exatos. na primeira tentativa eu deixei 30min para dourar mais e o pudim ficou seco demais, não gostei.
a fer falou disso hoje e resolvi colocar aqui os lugares que conheço que vendem e entregam orgânicos. enjoy :)
caminhos da roça
sítio a boa terra
sabor natural
essenciais
ah - bom fim-de-semana :)
muito fácil e muito bom - experimente :)

ingredientes
1 xícara de açúcar (para a calda)
1 lata de leite condensado
2 latas de leite (meça na lata de leite condensado)
3 ovos
1 xícara de cacau em pó
1 colher de sopa de café solúvel dissolvido em um tico de água (só pra não ficar grãozinho)
utensílios
panela pequena para fazer a calda
colher de pau para a calda
forma de pudim (aquela com furo no meio)
forma grande e alta (que caiba a forma furada dentro) para fazer o banho-maria
liquidificador ou fué (batedor de ovos)
como fazer
comece com a calda: coloque na panela o açúcar em fogo médio (observe com cuidado) e deixe derreter. não é preciso mexer, vai prestando atenção, o açúcar muda de cor e derrete. ao derreter, coloque 1 xícara de água e deixe misturar (agora pode mexer) até que fique uma calda líquida porém não aguada. tem um jeito de saber se está bom: coloque a colher na calda e tire devagar, puxando a colher para o alto, pra formar um "fio". se a calda formar fio bem fino e quase secar, está pronto. cuidado pra não queimar, hein?
enquanto faz a calda, deixe a forma furada à mão, porque quando a calda estiver no ponto você deve jogá-la rapidamente na forma e espalhar. você pode espalhar com a colher, recobrindo toda a superfície interna da forma (inclusive a parte em volta do furo!) ou pode fazer como eu: jogue a calda toda dentro da forma e vá virando a bichinha pra todos os lados, espalhando. tem um detalhezinho aqui: se a calda estiver meio dura, vai ser um inferno de espalhar; se estiver muito mole, vai juntar tudo no fundo! acertar o ponto da calda é uma arte, a gente só pega jeito com o treino (e mesmo assim às vezes erra). não desanime: mesmo que a calda não fique perfeita o pudim não vai ficar ruim.
agora deixe a forma lá esfriando e faça o pudim: bata os ovos, o leite e o leite condensado até misturar bem (para um pudim de leite normal, você pára aqui e manda pro forno). junte o chocolate em pó e o café, misture muito muito bem e coloque o líquido na forma caramelada.
o banho-maria. você não sabe o que é? vou explicar: é quando você cozinha usando a água para manter o cozimento lento e uniforme (veja a definição aqui). faça assim: coloque água na forma maior (metade dela costuma ser suficiente) e então coloque a forma furada.
leve ao forno médio por cerca de 1 hora e meia, vá prestando atenção às bordinhas do pudim. pra ver se está bom, espete um palito de madeira - quando sair seco é porque está bom!
fiz um jantarzinho simples e fácil ontem, e como ainda está fresco o processo, aproveito pra registrar e dividir com vocês. eu dou receitas aqui, então pode não parecer, mas tenho bastante dificuldade com quantidades e métodos, sou um tanto caótica na cozinha e improviso muito.
stronogoff de camarão
ingredientes
1/2 kg de camarão limpo, pequeno
200g de champignon em conserva (pode usar fresco, se quiser)
1/2 cebola grande picada
1/2 dente de alho picado
1 colher de café de gengibre fresco picado
1 lata/caixinha de creme de leite
1 colher de chá de farinha de trigo
1 pitada generosa de pimenta caiena ou pimenta do reino
1 pitada generosa de cominho em pó (opcional)
1 colher de sopa de suco de limão ou vinagre
1 colher de sopa de molho de ostra (opcional)
azeite para refogar
sal a gosto
utensílios
tábua de cortar e faca de legumes - para os picadinhos :)
1 xícara e 1 colher de chá
vasilha para temperar o camarão
panela média
como fazer
tempere o camarão com a pimenta (caiena / reino) e o limão e reserve. fatie os cogumelos (a espessura depende do gosto; eu gosto mais pedaçudo :)) e reserve.
coloque na xícara a farinha e misture 1 dedo de água fria. misture bem, até formar uma pastinha (deve ficar como um mingau molinho).
aqueça o azeite na panela e junte a cebola, alho e gengibre. refogue até dourar de leve e junte os champignons em fogo alto. deixe aquecer bem e junte os camarões. adicione o cominho em pó, o molho de ostra, coloque sal a gosto (experimente antes, o molho de ostras é salgado) e misture bem todos os ingredientes. atenção à cor do camarão: quando ele ficar rosado abaixe o fogo para o mínimo. verifique se tem uma quantidade boa de caldo (deve cobrir a mistura toda, no mínimo); se estiver seco, coloque 1/2 xícara de água e adicione o mingau de farinha, misturando sempre até incorporar.
atenção: eu coloco o mingau de farinha porque gosto do molho denso. se você prefere o molho mais fininho, mais aguado, não coloque a farinha e siga adiante.
muita calma nessa hora: ao colocar a farinha, o caldo engrossa. não pare de mexer e deixe chegar ao ponto que gostar. lembre que ao adicionar o creme de leite esse caldo vai afinar.
desligue o fogo, adicione o creme de leite e misture bem. verifique o sal, ajuste se precisar, e está pronto.
eu servi com arroz de jasmim escorrido, o meu preferido, batata palha (eu compro pronta) e salada.
não é de natal, mas ninguém especificou, então tá tudo bem :)
**
quando estive no méxico ano passado comi tudo o que tinha direito e mais um pouco além do bom senso. não tou exagerando: comi tudo que me ofereceram (graças a deus ali pela região em que eu estava não se comem insetos...) e amei cada bocado. só que na segunda semana de comida típica eu já não podia sentir nem o cheiro de coentro e tudo por lá leva esse tempero. demorei pra retomar a vontade de comida mexicana, mas ela voltou, felizmente :)
fiz semana passada essa receita adorável e comi de me esbaldar. vou passar a minha versão testada e aprovada. espero que gostem :)
frijoles refritos [feijão refogado, tradução livre minha]
ingredientes
(a original)
1/2 kg de feijão (rosado, roxo, rajado - em suma, marrom :))
1 ramo pequeno de tomilho fresco
1 ramo pequeno de salsinha picada
3 cebolas médias picadinhas (1 para cozinhar o feijão; 2 para o refogado)
1 ramo pequeno hortelã-pimenta
1/2 xícara de banha de porco
1 colher de sopa rasa de cominho moído
sal a gosto
(a modificada por mim)
tomilho: usei 1 colher de sopa do tomilho seco
2 cebolas médias picadinhas (1 para cozinhar o feijão; 1 para o refogado)
não usei o hortelã
banha de porco: usei 2 colheres de sopa de manteiga, não tinha banha :(
1/2 xícara de coentro picado
1 colher de sopa cheia de janapeños verdes picantes (na falta pode usar pimenta malagueta que funciona)
acessórios
panela de pressão ou panela grande para cozinhar o feijão
mixer, processador, liquidificador, amassador manual - qualquer coisa que ajude a transformar o feijão cozido em purê :)
tábua de picar
faca de legumes para picar
como fazer
bem, primeiro você faz o feijão, assim: escolha, lave, deixe de molho no dia anterior coberto de água fria (se esquecer, como eu, cubra com água fervente e deixe 1h, funciona igual). escorra, coloque o feijão na panela de pressão com o tomilho, hortelã-pimenta, salsinha e 1 cebola picadinha, cubra com água e cozinhe por 15 minutos depois de iniciar a fervura (quando a panela de pressão começar a chiar, conte 15 minutos e tire).
você tem medo de panela de pressão? leia esse texto meu e pare de frescura :)
o feijão está pronto, pode separar os feijões da água (provavelmente tem água demais, você não precisa de tudo) e transformar em purê. eu usei o mixer direto na panela, adicionando a água do cozimento para dar o ponto de purê, mas pode usar o amassador ou liquidificador (tome cuidado com a quentura, não deixe espirrar!). se quiser, guarde o caldo do feijão e use numa sopa, por exemplo, ou pra cozinhar legumes. invente :)
a receita original pede que sejam mantidos alguns feijões inteiros misturados ao purê, mas eu prefiro só purê. experimente e decida, me conte o que acha.
pronto o purê de feijão, chegou a hora de refritá-los: usei uma frigideirona que tenho aqui em casa, coube todo o purê. cuidado, porque o volume é grande, se sua frigideira for pequena faça em porções menores, aos poucos.
a receita mais simples manda esquentar a manteiga ou banha, fritar a cebola até começar a escurecer e adicionar o purê de feijão, misturando bem, colocando o cominho e acertando o sal. faça isso com o purê todo e seus frijoles estão prontos!
eu fiz um tiquinho diferente: adicionei ao refogado original os jalapeños verdes picadinhos e só então refoguei o purê. no final, quando já estava pronto, juntei o coentro fresquinho picado.
gente, comida mexicana sem coentro é comida paraguaia. recomendo fortemente a versão picante com coentro, é muito melhor.
sirva com tortilhas de milho, tipo doritos, com pão, com salada, com qualquer coisa. é ma-ra-vi-lho-so e nutritivo.
ai que fome... :D
é, esse ano decidi não fazer o perupatolinha pro fim do ano. os motivos são vários, mas o mais importante deles é que é cansativo, acreditem. não é para amadores e precisa de uma disposição que eu não tinha neste final de ano, então... fica pro ano que vem :)
mas pra compensar, já combinei que farei o famigerado no final de fevereiro do próximo ano, comemorando o aniversário do marido e dela, que vai documentar o processo do jeito que só ela sabe fazer!
uma leitora pediu receita de peru, e vou ter que ficar devendo. a verdade é que especialmente com carnes eu não sou uma pessoa de receitas. costumo fazer o que dá da telha, com os ingredientes que tenho à mão. ano passado inventei junto com a minha mãe uma receita de peru que foi inspirada num dos recheios do perupatolinha. ela queria usar castanhas portuguesas, sua paixão, e eu queria usar um dos meus recheios preferidos... voilá :D
não tenho medidas e nem receita, é claro, foi improvisado, sorry! usei o recheio de linguiça e açafrão da terra como base (veja aqui na receita completa), e adicionei castanhas portuguesas cozidas, pra dar um fundo adocicado. e, pasmem, ficou muito bom!
depois das experiências que fiz com a ave, acho que o segredo de um bom peru é usar temperos de personalidade e assar com calma. considero sempre 1h por quilo do bicho e asso pelo menos metade do tempo total com papel alumínio, em fogo baixo. o restante do tempo eu tiro o papel e subo a temperatura, pra tostar por fora e ficar bem lindo.
quanto ao tempero, o açafrão da terra combina bem com ele, mas se você não gosta, coloque alecrim fresco, pimenta do reino, cebola e limão. hoje a ana maria deu uma dica boa para marinar carne: prepare o tempero (bata no liquidificador limão, sal, açafrão da terra e cebola, por exemplo), coloque num saco plástico, coloque o peru lá dentro, feche e deixe na geladeira por 24h. delicioso!
gosto muito de comer (daí o bacon aqui nas laterais do corpinho) e de cozinhar, é verdade. também é verdade que tenho minhas preferências: feijoada, strogonoff de camarão, cogumelos em geral, presunto parma, macarrão e, é claro, pão.
a questão é que nunca estive tão obcecada por nenhuma comida como estou com a tal salada grega. eu já amava a salada do acrópolis, mas só como lá bem de vez em quando, até porque é caro pra caramba e sempre cheio. acontece que depois da viagem à grécia, comendo a salada todo dia, fiquei viciada!
não se passa nenhuma semana desde então sem que eu prepare (e coma, claro) salada grega. e preciso confessar que só não como todo santo dia por preguiça de fazer e um tiquinho de constrangimento com a fissura :)
vou dar a receita pra vocês, com a esperança de que mais alguém fique viciado e eu possa finalmente compartilhar mais essa mania...

ingredientes (*)
4 tomates maduros
1 pepino japonês (pode ser o outro, mas eu gosto mais desse)
1/2 pimentão verde ou 2 pimentas cambuci (eu gosto mais dessas)
1/2 cebola roxa (pode usar a outra, mas essa é melhor)
4 a 6 azeitonas pretas (depende do tamanho das bichinhas)
100g de queijo feta (**) (na verdade pode colocar quanto você quiser :))
tempero para feta (***)
azeite extra-virgem a gosto
um tiquinho de nada de vinagre ou limão
o sal é servido individualmente, na hora de comer
acessórios
faca de legumes
tigela grande
como fazer
primeiro corte tudo:
- os tomates em 8 partes: longitudinalmente em 4 meias-luas, e depois corte as luas ao meio.
- o pepino, com casca, em pedaços mais ou menos do mesmo tamanho dos pedaços de tomate.
- o pimentão ou pimentinha em tiras finas
- a cebola em tiras finas (eu corto pela metade e fatio no sentido do comprimento)
junte na tigela os legumes todos, as azeitonas e o vinagre (bem pouquinho!), misture para ficar bem colorido. eu misturo com as mãos, adoro!
corte o queijo em fatias médias e arrume por cima da salada já misturada. jogue por cima de tudo o azeite (capriche :)) e o tempero para feta.
sirva com pão (de preferência caseiro ou de grãos) e sal.
(*) eu só uso legumes orgânicos, o sabor é incomparável, principalmente dos tomates
(**) compro no pão de açúcar, sempre tem
(***) trouxe da grécia e não sei quais são as ervas misturadas. chutaria orégano, hortelã e alguma pimenta vermelha. tenho esperança de conseguir comprar mais quando acabar, porque minha mãe disse que no mercado municipal tem pra vender...
é muito fácil e muito bom. poucas comidas são tão prazerosas, aromáticas e ricas quanto o pão feito na nossa própria casa. nada se compara a um pedaço de pão saído do forno com manteiga.
testem e depois me contem!
UPDATE: minha mãe avisa que o fermento seco demora mais pra crescer a massa, atenção!
**
ingredientes
2 tabletes de fermento biológico do tipo molhado OU 1 pacote do fermento seco (*)
1 copo (daqueles de requeijão) de água morna
1/2 colher de sopa de sal
1 pitada de açúcar
1/2 xícara de óleo
1/2 kg de farinha de trigo
1 ovo - opcional, a massa fica mais macia (inclusive a casca)
utensílios
vasilha pra misturar os ingredientes
tábua ou bancada pra amassar e abrir
forma grande pra caber o pão
frigideira pra refogar os recheios (se for rechear)
como fazer
misture o fermento, a água, o sal, o açúcar, o óleo e a farinha aos poucos, até ficar uma massa fofa que não grude muito nas mãos.
deixe a massa descansar 1/2 hora. deixa a bichinha quieta, coberta com um pano de prato limpo, e se estiver muito frio, coloca no forno desligado.
(*) usando o fermento seco a massa demora mais pra crescer, deixe pelo menos 1 hora.
abra a massa na bancada com as mãos, "espalhando" pra caber depois o recheio e com borda sobrando pra "fechar", meio como um rocambole (com o recheio no meio).
unte e enfarinhe a forma, e coloque em forno médio. tire quando estiver dourado em cima (entre 30 e 40 minutos).
se quiser fazer só o pão, sem recheio, basta fazer pães no formato que preferir e assar (pode ser vários pequenos ou um grandão, tanto faz).
dicas de recheio
lingüiça: para a receita acima, use 600g de linguiça toscana aurora (minha mãe só aceita fazer se for essa). tire a carne das linguiças da tripa e acrescente cebola picada. só isso.
escarola: acho que 1 maço dá... lave, pique, afervente e esprema bem com as mãos. passe na frigideira com alho e sal o quanto baste.
bem, eu não sei porque acho morangos alegres, mas eles são! opa, lembrei! :) quando eu era criança, viajava todo ano pra praia com minha mãe e irmãos, de férias. íamos todos os dias à praia e encontrávamos um velhinho bem velhinho, seu alex, que tinha uma barraca amarela pra se proteger do sol. acabamos ficando amigos dele, que nos abrigava do sol e contava histórias, muitas. eu sempre fui muito branca e ficava rosa quando tomava sol, sofria muito. um dia ele chega e me diz: "faça o seguinte: quando chegar em casa, passe morangos no rosto!". e eu, menina: "nossa! mas isso melhora a dor?". ele: "melhorar não melhora não, mas fica uma cor linda!" :P
gosto de morangos lavados, puros. com chantilly ficam maravilhosos, gosto da adstringência do morango e do cremoso do chantilly. meu pai os come sempre com muito açúcar (eu não gosto, acho que mascara o sabor da fruta) e minha mãe os faz na gelatina: basta preparar a gelatina normalmente e antes de gelar colocar morangos picados. fica delicioso. essa receita me lembra regime, minha mãe fazia quando eu queria comer doce mas sem engordar.
(publicado originalmente no panela em 14/agosto/2001)
ultimamente ando mais inclinada a contar histórias sobre comida do que a dar receitas. sempre achei um pouco estranho o formato de receita, pois fui catequisada de uma forma diferente: uma pitada disso, um pouco daquilo; o que sobrou do dia anterior mais aquela verdura que tiver na geladeira.
-- qualquer uma mãe?!
-- é, qualquer uma, sim. chuchu, cenoura, abobrinha, pimentão, sei lá. o que você tiver!
quando der o ponto...
-- mãe... que ponto?
-- você vai perceber, filhota. a massa desgruda da mão, não se preocupe, você vai saber.
é, eu sei, mami, eu sei :)
fazer comida é quase magia. será por isso que tem aquela coisa da bruxa com o caldeirão? essa imagem da mulher e da comida é tão rica. somos provedoras, desde o leite do nosso peito até a elaboração da comida do dia-a-dia. e ao mesmo tempo somos uma ameaça, afinal, quem pode saber os feitiços, venenos e sortilégios que colocamos na comida? :)
(publicado originalmente no panela em 17/agosto/2001)