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uma receita pouco ortodoxa de torta de liquidificador

julho 19, 2017 Leave a comment

Aí que eu vim dirigindo pra casa com ideia fixa: quero comer torta de liquidificador. A receita da família tá em algum canto por aqui na casa, mas liguei pra Mami Vera e pedi a receita pelo whats, ela mandou, corri na despensa animadona catar ingredientes…

… e já não tinha atum nem sardinha, que são meus recheios favoritos dessa torta. Ok, até com tomate e cebola fica bom, vamos ver o que sobrou. Tinha escarola, salada assada de berinjela e pimentão, carne moída refogada — uau, um banquete!

Pego o liquidificador que fica na pia, jogo lá dentro os 3 ovos, 1/4 de xícara de óleo, pitada de sal e reparo que algo está estranho… olho dentro, e o fundo do liquidificador tá solto, sem rosquear, e os ingredientes tão na verdade na pia, onde apoiei o copo.

 

😱

 

Cato um prato pra salvar uma parte pelo menos, consigo (santo degrauzinho da pia), taco mais um ovo pra compensar a perda, tou um tapa na pia que ficou um nojo, rosqueio o fundo do liquidificador e já ligo o forno.

Juntei 1 copo de leite, 1 colher de sopa de queijo ralado, e as 12 colheres de sopa de farinha.

Enquanto batia, peguei a 1a forma que vi na frente, untei e enfarinhei.

Desligo o liquidificador, jogo a massa pra forma e… ficou ridiculamente pouca massa pro tamanho da forma. Fudeu.

Corre na despensa, acha uma forma menor; achei, untei, enfarinhei, ufa, sou ninja, agora o recheio.

Coloco recheio (já conversando com o amigo Vinicius que chegou no meio da desgraça e nem reparou, porque sou dessas que não se abala), espalho bem, coloco a torta no forno e…

 

A PORRA DO FERMENTO.

 

Pensa rápido — fodace, coloca 1 colher de sopa de fermento por cima e mistura como se fosse a papinha do primogênito, bem com muito amor e FÉ PESSOAL, porque só mesmo por milagre essa torta vai prestar depois de tanta besteira que eu fiz, meodeos, parece que aprendi a cozinhar ontem, afe.

(De novo Vini provavelmente nem reparou, porque eu sou versada na improvisação livre e caótica e no multitasking nervoso)

 

Vai, minha filha, crescei e multiplicai-vos.

 

Ela cresceu, multiplicou, arrasou e ficou linda e boa, e comemos tudo, não sobrou nada nem pra tirar foto e registrar o feito.

 

Moral da história: fé e fermento, use sem moderação.

 

OU

 

Vai ter sorte com improvisação assim na put a keep are you.

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big fish na vida real

janeiro 10, 2014 2 comments

Kali, vô Ivan, Otto

Meu pai pode ter (e tem) todos os defeitos do mundo, mas me faz rir até chorar com suas histórias. Hoje liguei pra ele pra bater papo enquanto dirigia pro trabalho, e vejam o que ouvi:

 

– Ele chama os próprios patos (ele tem vários. E galinhas normais e de angola, e um galo) de qüencos. E todos têm nome: o Otto é o maior e mais gordo; a Belinha é a mais boazinha. Parece que estão todos bem.

– A cachorra dele, Kali (uma Golden Retriever enorme que ele adotou, depois que a antiga dona não quis mais ficar com ela porque era “muito brava”) agora leva ele pra passear, e no máximo por 15min (ela se recusa a andar mais e faz ele voltar)

– Ele tinha um casal de gansos, que é como deve ser (em pares. Eles vivem juntos a vida toda e não trocam de parceiro). Pois que roubaram a gansa dele, e o pobre ganso ficou viúvo e deprimido (palavras dele). Mas um milagre aconteceu e agora uma das patas dele está namorando o ganso, que voltou a ser feliz. Segundo ele, no final da tarde os dois ficam na porta da casa dele “conversando”. Ele imitou o ganso no telefone, e ele parece uma buzina

– Ele mora no meio do mato. Tem um lagarto gigante que mora por ali na região e é o nêmesis dele (come os ovos, ataca os bichos, etc.). Estavam ele e a Kali no galinheiro pegando ovos e ele (meu pai) foi atacado pelo Menezes (acabo de batizar o lagarto), que conseguiu derrubar meu pai depois de dar uma rabada na canela dele =O (o que leva a crer que ou o lagarto é um velociraptor ou meu pai está protegendo a Kali, que na ânsia de pegar o lagarto deve ter derrubado ele). A Kali não pegou o lagarto (ela tenta todo dia). Parece que o Kito, meu irmão, apelidou os 3 de “3 patetas”, e eu achei adequado.

– Uma gata deu cria no meio do mato, e a vizinha do meu pai acolheu, mas não antes dos OITO gatinhos serem atacados pelo Menezes e terem seus rabos comidos (!!!!). Segundo meu pai, estão todos muito bem, porém todos cotocos em diferentes graus.

(Quase tive que estacionar o carro no meio dessa conversa, pois eu ria tanto que escorriam lágrimas)

Bom dia e bom fim de semana surreal pra vocês também 🙂 (fotos de onde ele mora, aqui)

<3

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