Home > comida > uma receita pouco ortodoxa de torta de liquidificador

uma receita pouco ortodoxa de torta de liquidificador

Aí que eu vim dirigindo pra casa com ideia fixa: quero comer torta de liquidificador. A receita da família tá em algum canto por aqui na casa, mas liguei pra Mami Vera e pedi a receita pelo whats, ela mandou, corri na despensa animadona catar ingredientes…

… e já não tinha atum nem sardinha, que são meus recheios favoritos dessa torta. Ok, até com tomate e cebola fica bom, vamos ver o que sobrou. Tinha escarola, salada assada de berinjela e pimentão, carne moída refogada — uau, um banquete!

Pego o liquidificador que fica na pia, jogo lá dentro os 3 ovos, 1/4 de xícara de óleo, pitada de sal e reparo que algo está estranho… olho dentro, e o fundo do liquidificador tá solto, sem rosquear, e os ingredientes tão na verdade na pia, onde apoiei o copo.

 

😱

 

Cato um prato pra salvar uma parte pelo menos, consigo (santo degrauzinho da pia), taco mais um ovo pra compensar a perda, tou um tapa na pia que ficou um nojo, rosqueio o fundo do liquidificador e já ligo o forno.

Juntei 1 copo de leite, 1 colher de sopa de queijo ralado, e as 12 colheres de sopa de farinha.

Enquanto batia, peguei a 1a forma que vi na frente, untei e enfarinhei.

Desligo o liquidificador, jogo a massa pra forma e… ficou ridiculamente pouca massa pro tamanho da forma. Fudeu.

Corre na despensa, acha uma forma menor; achei, untei, enfarinhei, ufa, sou ninja, agora o recheio.

Coloco recheio (já conversando com o amigo Vinicius que chegou no meio da desgraça e nem reparou, porque sou dessas que não se abala), espalho bem, coloco a torta no forno e…

 

A PORRA DO FERMENTO.

 

Pensa rápido — fodace, coloca 1 colher de sopa de fermento por cima e mistura como se fosse a papinha do primogênito, bem com muito amor e FÉ PESSOAL, porque só mesmo por milagre essa torta vai prestar depois de tanta besteira que eu fiz, meodeos, parece que aprendi a cozinhar ontem, afe.

(De novo Vini provavelmente nem reparou, porque eu sou versada na improvisação livre e caótica e no multitasking nervoso)

 

Vai, minha filha, crescei e multiplicai-vos.

 

Ela cresceu, multiplicou, arrasou e ficou linda e boa, e comemos tudo, não sobrou nada nem pra tirar foto e registrar o feito.

 

Moral da história: fé e fermento, use sem moderação.

 

OU

 

Vai ter sorte com improvisação assim na put a keep are you.

Categories: comida Tags: ,
  1. No comments yet.
  1. No trackbacks yet.
You must be logged in to post a comment.