Archive

Author Archive

autocuidado

novembro 16, 2017 Leave a comment

Não sou de reclamar não, nem é da minha natureza, mas tem hora que fico pensando: me dou tanto pras pessoas, sou quase sempre tão disposta, disponível, positiva. Escuto. Falo quando a pessoa quer que eu fale. Procuro ser justa, dar apoio.

Faço sempre sem esperar nada de volta mas… será que eu devia dedicar tanto de mim a quem não me oferece nada de volta? Um ouvido, um apoio, um elogio. Um convite, inclusive.

(Pensando aqui na última vez que recebi um convite pra fazer algo legal, que tantas das pessoas que eu busco apoiar e incluir pensaram em mim, dedicaram algum tempo por mim)

A verdade é que são raras as vezes, poucas as pessoas.

Não sei se eu mudaria meu jeito em função disso, provavelmente não, mas cuidar-se é muito importante também. Salvar energia, dedicar-se um pouco mais a si e menos aos outros.

Acho que comecei um pouco desse processo esse ano — como posso ME agradar, ME cuidar, ser mais feliz eu-comigo-mesma-e-por-mim.

Sei lá onde vai dar isso, mas sinto uma urgência de me ouvir, cuidar e mimar mais. Com energia e tempo finitos, há que priorizar, né? Tou aprendendo!

👊❤️

Categories: Uncategorized

Criss Ferrari

novembro 13, 2017 Leave a comment

Tou de volta com o #retratofalado porque hoje é um dia especialíssimo: aniversário da Criss Ferrari.

Ela parece uma menina, a Cris; ela tem aquele brilho no olho de quem vê tudo pela primeira vez, um encantamento com a vida que dá pra ela uma aura, uma beleza que nada pode roubar.

Olhando assim de repente você vai se enganar e achar que ela é doce, é delicada. Não que ela não possa ser, mas não é disso que ela é feita, ela é feita de fibra e vontade, uma força de she-hulk. Ela consegue movimentar o mundo todo, mesmo que seja de-va-gar, sutilmente, milimetricamente. Quando você se der conta, ela já fez uma revolução.

(Pode ser que ela negue, que ela não enxergue isso, mas é pra isso que servem os retratos também, pra gente ver além do nosso campo de visão)

Forte, corajosa, resistente. Se fosse um bicho selvagem, eu diria que ela é vigorosa, um sangue-puro!

Seu animal de poder, Cris, deve ser algum dos que corre, caça e mata. Seja pra alimentar ou proteger, feito uma leoa.

**

 

Muito amor e alegria hoje e sempre, querida. Você é incrível, e merece tudo de melhor.

😘

Categories: Uncategorized Tags:

não quero ser linda

novembro 8, 2017 Leave a comment

Marina Silva. Tanta coisa pra criticar na pessoa, aí vem uma mulher e comenta sobre ela:

 

“Como é feia!”

 

Me dá uma tristeza sem fim. Porque eu repito tanto sobre isso e essa revolução ninguém comprou de verdade ainda — observo a necessidade de ser / sentir-se linda em todas as mulheres ao meu redor, mesmo as mais feministas delas.

 

“Eu sou linda como sou, me aceite!”

 

Queria tirar o LINDA dessa frase, em definitivo. Mulher não é ser decorativo. Não temos que ser lindas. Ser linda não devia ser uma preocupação.

 

(Vi um vídeo essa semana de uma moça comentando sobre vários cientistas que participaram de um documentário ou coisa assim, e que ela se impressionou muito com o tamanho da preocupação da única cientista mulher sobre como ela parecia no vídeo. A ponto de eclipsar sua fala, o conteúdo que ela tinha pra compartilhar. Não é foda?)

 

Quanta energia gastamos tentando ser lindas que poderíamos gastar com coisas úteis? Quanto sofrimento passamos por não sermos lindas?

 

A gente precisa parar.

 

Categories: elucubrações, feminismo

rato meu querido rato

novembro 1, 2017 Leave a comment

lembrei de 3 histórias boas de rato na família:

 

1) morávamos numa casa lá no jardim nordeste, na penha, do lado da favela, que tinha uns bueiros que dava pra sair/entrar jacaré. e dali saíram ratos do tamanho de cachorros pequenos (sério).

 

um dia entrou um no quartinho da bagunça, e minha mãe catou um pedaço de pau e o cachorro (era um caçador excelente), e enfrentou o rato. ou melhor, O MONSTRO. ele era imenso, preto, e por pouco não ataca a Mami Vera, que deu-lhe uma cacetada e ele tonteou o suficiente pro cachorro pegar. pegou, matou, tudo bem. só que ele não queria entregar o rato pra ninguém, ficou possessivo, rosnando e tomando conta.

 

fim da história: quando meu pai (o dono) chegou, o cachorro re-matou o rato (maior ator, ele), e deixou jogar fora.

 

2) uma das minha lembranças mais antigas é do meu pai gritando feito uma menina de 6 anos, subindo na mesa com medo de um camundongo, e minha mãe matando o dito cujo.

 

3) meu irmão, já adulto, descobre um ratão do mato na lavanderia da casa da minha mãe, na praia. acua o bicho, ele fica preso num canto e tal. solução? ele pega um cobertor (NOVO), joga em cima do rato, embrulha, e leva o cobertor e o rato prum terreno baldio.

 

minha mãe, aquela que enfrenta e mata ratos sem o menor problema, quase mata o Kito por causa do cobertor.

Categories: família

pollyanna senhora

outubro 20, 2017 Leave a comment

Quando a pessoa é Pollyanna, não tem salvação.

 

Hoje eu devia ter acordado às 6:45 pra estar em Campinas às 8h e deixar meu carro na revisão. Acordei, no susto, às 7:53.

 

Mas volta, tem prólogo: viajo sábado pro México, a trabalho, e vou sozinha com meu carro pro aeroporto, deixo ele lá até a volta, que é mais barato. Só que me toquei que meu carro precisava ir pra revisão de 25.000km, senão eu perco a garantia dele. Fazendo a conta, ONTEM, eu conseguiria levá-lo pra Campinas pra revisão e sobrava só 12km. Caso não houvesse nenhum imprevisto, ia dar certo.

 

Vamos em 2 carros pra Campinas, deixa um lá, volta. Pega o carro #3 (que ainda tá à venda), e vai de boas.

 

Eu tinha reunião em SP às 9h, então não dava tempo de chegar lá mas eu podia entrar por telefone e ia adiantando até chegar no escritório.

 

Volta pras 7:53, sendo que devia estar em Campinas com 2 carros às 8h. São 30min pra chegar.

 

Toma banho correndo, come qualquer coisa correndo, sai correndo. Erra o caminho dentro de Campinas (muito bem, Flipper!), pega trânsito, gasta os km de reserva e chega faltando 8km pra perder a garantia. Às 8:45. Ufa.

 

(Sorte #1. Vamos contar!)

 

Volto, brigo com Otto pra ele se vestir e sair com o pai, junto tudo que queria levar pra encontrar a Denize pra uns drinks mais tarde, fui.

 

Eu ia perder a reunião das 9h, mas o cliente cancelou faltando 5min pra começar.

 

(Sorte #2)

 

O carro tava de tanque vazio, tive que parar pra encher. A reunião das 10h eu também não ia chegar a tempo, mas quem tem amigo tem tudo (Sorte #3) e um deles foi pilotando a reunião enquanto eu ia falando no telefone. Deu tudo certo e acabou antes.

 

Cheguei em SP, encontrei amigos, clientes, a reunião cancelada foi replanejada e aconteceu — cortaram 50% do meu orçamento de projetos pra 2018 😱😱😱

 

Quebramos a cabeça mas achamos formas de manter o mínimo, pra sobreviver com o que tem. O almoço foi bom, com amigos, desejando boa sorte pra amiga que vai pra outra fase da carreira.

 

(Sorte #4)

 

Chegamos na sala depois do almoço e o ar-condicionado tava por um fio pendurado na parede — não sei como não caiu. Tudo molhado, parede arrebentada, caos. Nada foi quebrado nem danificado, todos sãos e salvos.

 

(Sorte #5)

 

As reuniões da tarde encavalaram e atrasaram todas. Mil discussões sobre custos, malabarismos, conversas difíceis. Consegui dar andamento em tudo.

 

(Sorte #6)

 

Eu tinha um compromisso que queria muito ir, na AMCHAM, mas as reuniões se estenderam pra além do horário normal, e quando eu podia já sair o trânsito de SP estava absurdo — +1h pra chegar no meu destino, já estaria no meio do evento. Desisti de ir. Fiquei trabalhando mais um pouco e combinei com a amiga de ir então jantar e tomar alguma coisa mais cedo.

 

(Sorte #7)

 

Saindo antes dos amigos, que ficaram mais um pouco, chego no carro e… ele não liga. Bateria morreu. Ligo pro Fer, temos seguro, beleza, qualquer coisa chamo guincho. Os meninos vêm me ajudar e era bateria — os três (os 3!!!) tem cabos de recarga no carro, e resolvem meu problema em 5min.

 

(Sorte #8)

 

Mas não posso mais desligar o carro, pois a bateria pode estar 100% zoada. Os planos com a amiga vão pro espaço, mas como ela mora a 10min do escritório, passo lá pra entregar presente, jabuticabas do pé de casa, dar beijo e abraço e levar minha caveira arraso. Tudo sem desligar o carro. E ainda dou carona pro Marcio, que se deu bem 🙂

 

(Sorte #9)

 

Fer conseguiu pegar meu carro no horário programado, e buscar o Otto na escola. O trânsito na saída de SP estava ótimo. Dirigi tranquila (quase) sem percalços, não precisei desligar o carro e cheguei (quase) sã e salva, às 20h, e tinha janta.

 

(Sorte #10, que dava fácil pra virar 11 né)

 

**

 

Eu fiquei, enquanto dirigia, pensando na quantidade de erros do dia, no tanto de coisa que deu ruim, e só conseguia pensar “mas caramba, podia ter sido pior! Olha que sorte eu tive aqui e ali e…”

 

Sou otimista incurável. Até de mau humor eu sou otimista.

 

E ainda pensei — “olha que sorte que temos 3 carros né? Ainda bem que não vendeu ainda”.

 

Não tenho salvação 😂😜

 

Categories: Uncategorized

a arte salva

outubro 16, 2017 Leave a comment

Sou artista de coração — embora nunca pudesse ser de profissão, já que me falta talento — e não consigo enfatizar o suficiente a importância do aprendizado das artes na minha vida.

 

Sou uma pessoa bem melhor por ter estudado música, teatro, poesia e história da arte.

 

Mesmo não sendo artista, sinto o efeito transformador da arte na minha vida, personalidade, humor e caráter.

 

Comecei a estudar música com 9-10 anos, e me lembro perfeitamente da sensação de felicidade que me trazia a prática do instrumento. Não precisava tocar bem — só tocar já era um processo de limpeza, uma mudança na minha vibração interna. A música me salvou em vários momentos difíceis da adolescência. Se me sentia triste, tocava e passava.

 

O teatro então, nossa, como me modificou. Aprendi a trabalhar em equipe, a enfrentar medos, a CONFIAR. Aprendi também a improvisar, aceitar os erros, tirar proveito deles.

 

Com o canto aprendi a respirar e ouvir a minha própria voz (que eu não conhecia; que eu escondia e modificava). E aprendi a ouvir também.

 

Tocando e atuando com outras pessoas aprendi a colaborar, a soar junto, a harmonizar. Não existe nenhuma faculdade nem curso nem coaching que ensinem isso. É um nível de atenção e respeito que só se aprende fazendo, errando e acertando.

 

Tocar num bloco pequeno, como o Bloquete, é um privilégio. Além de aprender mais sobre música, aprendemos sobre ouvir, ajudar, estar atento e completamente presente naquele momento. Tocar surdo, então, é uma experiência incrível de “aterramento”, pois o instrumento vibra seu corpo todo junto, e sua mente não consegue estar em nenhum lugar além daquele instante presente em que todas as peles vibram juntas.

 

Façam arte. Não se preocupem se é boa, relevante, bonita. Só façam. Não porque ela tem propósito para o mundo, ou valor, mas porque ela realmente tem poder de transformar.

 

Categories: elucubrações

desatando nós (ou não :))

outubro 6, 2017 Leave a comment

Eu não penteio o cabelo, porque gosto dele bagunçado. Então desembaraço no banho, só, e pronto.

 

Hoje tinha um nó num pedaço do cabelo durante o banho que achei que não ia desembaraçar de jeito nenhum. Tentei de tudo que é jeito e nada, tava um bolo, já ia aderir aos dreadlocks.

 

Bom, pensei, na pior das hipóteses eu corto e pronto. Já tinha o pior cenário, então fiz uma última tentativa — peguei o cabelo de outro ângulo, e de repente deu certo. Soltou, incrível!

 

Os problemas na vida são todos meio assim, não? Depois que a gente entende o pior cenário, é só questão de ir tentando alternativas enquanto tiver paciência 🙂

Categories: elucubrações

Da memória sensorial e as descobertas

setembro 5, 2017 Leave a comment

[2016]

Mostrei pra Claudia agorinha um vídeo fofo do Otto brincando de caça-palavra, e comentei que ele tá inconformado com as palavras que terminam em O e E, assim como DEZ, porque tem um I ali no meio, e tudo que escrevemos com final O se fala U, ele não aceita.

 

Ela comenta que inglês é a coisa mais louca pra aprender a escrever, tudo diferente, e tals, ~ÓsoM~ *hahhahaha* e eu magicamente me transporto para o ano de 1983, quando aos 11 anos comecei a ter aulas de inglês e me vejo por um instante de novo na cozinha da casa da minha avó paterna, de pé, gesticulando muito pra explicar pra ela e pra tia Marli como era INCRÍVEL que em inglês a gente escrevia DAUGHTER com todas essas letras mas a gente falava DÓTER!

 

Lembro da cara delas, achando graça, me ouvindo falar tão empolgada. Fiquei um pouco emocionada por ainda ser aquela mesma menina de 11 anos, que se espanta com as coisas todas que são novas e incríveis e conta pras pessoas como se todo mundo se importasse. Sigo encantada, constantemente.

 

(Eu me importo, e sinto tudo com tanta intensidade! Por isso o livro “O mundo de Sofia” tem um lugar especial no meu coração. Foi lendo esse livro que me descobri filósofa por natureza <3)

Categories: elucubrações, família

sobre aprendizado e privilégios

agosto 31, 2017 Leave a comment

Coincidências, sinapses que conectam pontos, sei lá — acabo de ler um texto que é muito legal mas que disparou aqui em mim um incômodo, e graças ao meu poder mágico de conectar lé com cré entendi o motivo.

 

A moça do texto conta sobre ouvir uma música no supermercado e cantá-la a plenos pulmões, e isso ter sido divertido (imagino; adorei a ideia). Ela menciona que ouvia o álbum enquanto adolescente, e sabia tudo de cor. Um álbum de jazz moderno, gringo.

 

Corta pros meus pensamentos aleatórios de outro dia, eu já volto aqui.

 

Fui conhecer jazz depois dos 18, na faculdade, graças a amigos. O mesmo vale pra música erudita, e artes plásticas em geral, e cinema. Os amigos que me inundaram de novas referências na vida eram predominantemente ricos, bem ricos. Nós outros, inteligentes e interessados porém pobres tínhamos outras referências — cultura popular, MPB, samba de raiz, de fundo de quintal.

 

Parece clichê, né? Juro que não tou forçando a barra. Guardadas exceções raras (pobres filhos de músicos ou artistas), quem tinha acesso à arte eram mesmo os ricos. E nem preciso dizer brancos, né, quando se trata de faculdade de elite, fica implícito.

 

E o inglês, né. Que eu só pude estudar depois de formada, quando podia pagar. Até lá, era o inglês meia boca que a escola pública ofereceu e eu agarrei com unhas e dentes. Como aliás agarrei todo conhecimento que me foi oferecido através dos novos amigos que nunca pude ter — nunca aprendi tanto em tão poucos anos. Até hoje sinto reflexos daquela época (e descobri essa semana que eu, olha o espanto, apresentei a um dos amigos da época a POESIA).

 

A poesia. Que descobri num trabalho escolar no 2o colegial do colégio público — Drummond me iniciou. Eu estava com o pé quebrado e decorei A máquina do mundo para uma apresentação. Decorei e dissequei, porque por sorte a edição do livro dele na biblioteca paupérrima era comentada.

 

Um mundo enorme se abriu pra mim quando li poesia comentada, quando meus amigos ricos me mostraram coisas com as quais eu nem sonhava, e quando pude viajar e ver as obras que só conhecia pelos livros poucos que chegaram até mim.

 

Voltemos à história da moça: eu tive inveja de alguém que falava inglês na adolescência e ouvia jazz em casa. (E a qualidade musical na minha casa era excelente, não me entendam mal. Essa sou eu reclamando do que não tive)

 

E sei que também fui muito privilegiada. Minha família tem uma riqueza musical e cultural enorme, e tive muita sorte.

 

Mas o álbum preferido de uma adolescente ser de jazz me deu uma pontada de inveja forte aqui, lembrando do meu deslumbramento com Miles Davis e Coltrane já maior de idade.

 

Algumas pessoas não sabem a sorte que tem.

 

(Mas eu sei. E sou grata.)

Categories: múltiplos, música

clarice

agosto 31, 2017 Leave a comment

Clarice Lispector é minha autora favorita. O que é um saco, porque ela virou um clichê ambulante, e gostar muito dela ficou esquisito nos últimos anos. Mas é, desde que li pela primeira vez “Laços de Família”, com 15 ou 16 anos. E reli 1000 vezes, e saí lendo tudo dela. E mesmo quando não entendo nada eu amo, porque o jeito que ela escreve é mágico, e não precisa sempre fazer sentido.

 

30 anos depois de tê-la lido pela primeira vez eu escuto sua voz e a vejo em vídeo. Acreditam? Nunca nem me ocorreu procurar nada dela pra ver, e esse vídeo chegou a mim por acaso.

 

Estou sentindo uma mistura de encantamento e ternura. Ela é minha ídola, quase sobrenatural, mas esse vídeo me mostrou uma humana muito cheia de questões, mau humor, dúvidas. E ela é ainda mais incrível por isso tudo, por ser humana e cheia de questões. Por negar a condição (o status, talvez) de escritora. Por admitir não entender seus próprios textos.

 

Os escritos dela me tocam profundamente, o estilo dela me encanta como feitiço. Admirava muito a escritora pela obra, e agora senti amor e uma mistura de alegria e melancolia vendo ela falar. Morreu tão cedo. 💔

**

Na entrevista ela menciona que suas obras favoritas são o conto “o ovo e a galinha” (amo. E ela diz que é um mistério pra ela, que não entende o próprio conto hahhaha) e a história do Mineirinho, que morreu com 11 (ou 13? Ela não lembra ❤️) tiros, quando apenas 1 bastava. O primeiro tiro é ele que morre, os demais quem morre somos nós.

 

Ah, Clarice.

 

Aí o Fernando (ouvindo de longe a entrevista aqui) lembrou dessa música da Fatima Guedes, e parece coincidência demais né? Deve ter relação.

 

Elis ao vivo, essa música, Clarice.

 

Vale a pena estar vivo só pra ler, ouvir, sentir isso tudo, a despeito de tudo o mais.

Categories: livros, música