ele chegou!

povo, passei só pra deixar notícias rápidas: otto nasceu na última sexta-feira, 27 de agosto, às 6:34h, com 3250g e 54cm. o parto foi difícil pra nós 2, por isso estamos ambos nos recuperando devagar mas muito bem.

logo que estivermos todos adaptados e mais tranquilos por aqui eu volto com mais notícias, ok?

obrigada pela torcida e o carinho de sempre, volto logo :)

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em pedacinhos

só vou falar disso uma única vez, porque o assunto não cabe em blog pessoal sem se tornar chato, exaustivo e propenso a discussões infrutíferas: decidi votar na dilma. por quê? porque ao fim e ao cabo, gosto do resultado do governo atual (que ajudei a eleger, a propósito). a despeito dos meus muitos incômodos com a impunidade em relação à corrupção e alianças inaceitáveis, faço questão de escolher. e tendo que escolher, escolho seguir o caminho e os resultados atuais.

acho infantil e ridícula chamar o governo atual de populista. por mais que lula seja (e é) carismático, não é esse o motivo do alto índice de aprovação. basta olhar estatísticas econômicas e sociais do país para perceber que a aprovação não tem nada a ver com o personagem lula. quem está envolvido no mundo corporativo "capitalista" sabe disso melhor que ninguém: presidentes de empresas como a que eu trabalho (que a propósito fatura nada menos que 13B de dolares ao ano, cerca de 15% disso só aqui no brasil) elogiam as ações do nosso governo pra quem quiser ouvir. ou seja: de alguma forma, este governo atende às demandas dos grandes capitalistas e também da população. é patética a quantidade de pessoas teoricamente esclarecidas que simplesmente desconhecem os números (todos a favor da atual administração).

além do motivo simples (gosto do resultado "frio e matemático" do atual governo), os demais candidatos não me agradam. acho o psdb tão ruim ou pior que o pt (além de ser um partido conservador disfarçado de centro-esquerda) e considero o serra um ditador, ponto final. marina silva e plínio são bons políticos, mas francamente não creio que partidos tão pequenos tenham condições de governar esse país. é fácil dizer que vai mudar tudo e fazer do seu jeito (como o pt dizia antes, lembram?), difícil é se adequar às muitas concessões que precisam ser feitas pra poder de fato governar.

e vou insistir num ponto que ninguém parece reparar: o voto que de fato importa no dia a dia não é para presidente. votar para deputado e senador é muito mais importante. são esses os caras que realmente fazem a diferença, e sobre esses ninguém debate nada e nem se estressa. prefiro votar no pv e psol, por exemplo, para senador e deputado, na tentativa de balancear esse jogo de poder. a quantidade de deputados e senadores asquerosos que temos hoje no poder é assustadora. e sobre isso ninguém fala, ninguém briga.

e tem mais: ficou moderno e "in" votar na marina silva, mas eu não caio mais nessa. a mulher é evangélica engajada, e só depois de muito coaching começou a responder a todas as perguntas difíceis com a palavra mágica "plebiscito". ela agora fica em cima do muro pra tudo que é polêmico, tentando disfarçar seu viés. evangélicos nunca são isentos, eles são radicais. como atéia convicta, simplesmente não consigo aceitar apoiar um líder tão fortemente religioso, ainda mais associado a uma igreja que explora seus fiéis. não dá.

meu desejo primário era não votar, pra demonstrar que o pt como partido me decepcionou. esperava mais transparência e punição adequada à corrupção. mas não consigo simplesmente não votar, seria me isentar de opinar. e eu tenho opinião, sim: gosto do trabalho que foi feito pelo governo atual em muitos aspectos, e acho que outros precisam melhorar muito. como diz um ditado não sei de onde, "não se deve jogar a água do banho com o bebê junto". não é porque não gosto de algumas coisas que vou desconsiderar tudo o que foi bom, seria infantil.

vou votar nela, e procurar caminhos pra demonstrar que não estou contente com o que não está bom no pt, ao invés de querer mudar tudo. já não tenho mais 17 anos e não creio que mudar radicalmente o governo vai resolver os problemas que me incomodam.

além disso, acho a dilma uma mulher admirável, com uma história que merece respeito. repudio os misóginos disfarçados que querem transformá-la pessoalmente numa bruxa e desconsiderar seu valor porque apóiam outros candidatos. shame on you.

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continuo falando do progresso da gravidez (41 semanas completas hoje!) e sobre questões de maternidade, trabalho e etc. aqui, pra quem quiser acompanhar.

e olha: uma das coisas que mais estou gostando de engravidar e ter um filho é acabar aquela história de "mas você não é mãe, não pode falar nada". isso sempre foi babaquice, na minha opinião, e quanto mais o processo aqui progride, mais continuo achando a mesma coisa.

se você é mãe e usa esse argumento babaca quando outras mulheres não-mães palpitam sobre assuntos de gravidez e criação de filhos, se manca. não precisa ser mãe pra ter opinião sobre esses assuntos, viu? basta pensar.

prometo a vocês, amigas e colegas que não são mães, jamais usar esse argumento furado. vocês podem sim ter opinião, e ela é tão válida quanto a de qualquer mãe. até porque o fato de parir não transforma idiotas em gênios (e em alguns casos que já presenciei, virar mãe piorou a criatura :D)

e prometo também não virar "a mãe" que só fala desse assunto e vive em função desse papel. deus me livre.

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pra não passar batido, fica a dica dos blogs que eu leio sempre: pequenos delitos, all those can'thelps (blog novo da cam!), la reina madre.

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a quem interessar possa: vários emails que mandam pra mim não chegam na caixa postal, não sei porquê. tou investigando, mas não se chateie se eu não respondi, eu posso não ter recebido mesmo...

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e por enquanto é só: até a próximam, que não sabemos quando o menino chega e eu vou sumir :)

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um pouco de sexo, pra variar

vou aproveitando enquanto o menino não chega pra colocar no blog as opiniões e elucubrar sobre assuntos aleatórios. esse post eu dedico ao meu amigo querido autor do pequenos delitos ;)

vou falar sobre pornografia e sexo. se você tem problema com o assunto, recomendo pular esse post. pretendo ser bem honesta e posso incomodar pessoas sensíveis.

eu gosto de pornografia. e não é que goste como "arte" não, gosto como estímulo mesmo. fico empolgada, adoro uma série de formas de pornografia e consumo sempre que posso. aqui em casa assinamos canais adultos como parte do pacote, e de vez em quando (juntos ou separados) zapeamos pra ver o que rola. e não, não sou essa máquina super-sexual-urru, estes não são definitivamente meus canais preferidos (não posso falar pelo fer, é claro :)), só gosto da idéia de poder receber estímulo externo a qualquer momento. acho saudável e gostoso.

curto muito literatura erótica também (de preferência explícita. coisas muito sutis me deixam entediada, confesso), e nos últimos anos as coisas mais legais que li foram alguns quadrinhos (manara em geral, lost girls em especial). anaïs nin, por exemplo, acho interessante mas um pouco chata.

e aí que apesar de gostar, tenho um incômodo constante quando vejo filmes (e fotos) pornôs, quase uma implicância. outro dia vendo cilada, me identifiquei com a namorada do protagonista enquanto assistiam a um pornô: ela ficou o tempo todo criticando o filme (música, falta de lógica, unhas das mulheres e etc.). ri de mim mesma, mas ao mesmo tempo fiquei me perguntando porque diabos tantas mulheres acham cafona e esquisito o mesmo pornô que os homens acham tesudo.

minha conclusão, obviamente baseada na observação de mim mesma, é que os filmes são feitos para mostrar os homens tendo prazer e desfrutando do sexo, as mulheres são só meio pra que eles se divirtam. reparem que são eles que gozam no final, sempre, de forma bem... gráfica. e só nunca tendo trepado na vida pra achar que aquela gritação da mulherada é sinal de prazer, convenhamos.

bom, pra ajudar a defender minha tese, vou listar ali embaixo os clichês de filme pornô que me incomodam. e a questão da falta de história ou roteiro definitivamente não é um deles!

preliminares? só pra eles: acho curiosíssima essa denominação, preliminares. por que sexo oral (ou qualquer coisa que não seja pau-no-buraco) é considerado menos que o ato sexual, uma mera entrada? é perfeitamente aceitável (e muito bom, aliás) o sexo sem penetração. pode ser prato principal, sim! já repararam que sexo oral em mulheres é só pra dar uma molhadinha pra ir pro clichê seguinte? lamentável.

o figurinho das moças (by denize): aquelas roupas / lingeries / unhas / cabelos / sapatos são completamente broxantes. nas cenas de mulher com mulher chega a me arrepiar quando aquelas loucas usam seus dedos de zé do caixão. no-jen-to. algum homem precisa explicar qual é a graça daqueles figurinos e as unhas. o homem aqui de casa também detesta, então pra mim é mistério.

o senhor pinto: ah, sempre os pintos imensos, brilhosos, usados feito tacapes. bem, isso pode ser coisa só minha mesmo, mas totalmente dispenso pintos grandes. e acho aliás que homens de pintão viram ególatras e pintocêntricos. creio que exatamente porque os homens valorizam tanto seus próprios paus, esses "bem dotados" acham que basta um pinto + bate-estaca e a gente vai gozar. ledo engano, senhores pintos...

horas e horas de felação: ai, a-do-ro essa palavra e nunca tinha escrito, não podia perder a oportunidade :) mas sério: quem curte ficar tanto tempo chupando um pau e fazendo caras e bocas enquanto isso? é legal, gostoso (pros 2, pelo menos eu acho...), tem seu valor, mas as cenas são cansativas. minha opinião? elas são cronometradas pra apoiar a punheta do espectador. #prontofalei

bate-estaca: depois da molhadinha de praxe e das horas de chupação, começa a sessão bate-estaca, ou seja, os caras com seus pintos enormes só fazem meter-meter-meter, sempre procurando o ângulo da câmera. por looongos minutos, no melhor estilo britadeira. isso depois da infeliz ter passado outros tantos loooongos minutos se dedicando ao senhor pinto. não consigo imaginar nada menos tesudo. bate-estaca com contexto e quando a gente tá "preparada" é massa sim, mas a seco, sem a gente se sentir minimamente estimulada, só faz assar a bacurinha!

DDA sexual: me expliquem pra quê tanta mudança de posição, se no fundo o cara vai fazer só o mesmo bate-estaca em outro ângulo? será que sou só eu que me incomodo se a criatura fica inquieta e quer fazer o kama sutra todo em 10min? acho que aqui junta a síndrome do senhor pinto + o mito do atleta sexual: o cara tem que virar você de ponta-cabeça pra ser bom. aproveito a oportunidade pra dizer pros homens de plantão que salvo exceções, a maioria das mulheres curte sexo simples e bom, as peripécias são curiosidade e variação (que é bom também, com parcimônia).

gozar na cara, boca, peitos: reconheço que tem sua atração, mas TODA VEZ? puta coisa chata e repetitiva...

elas não gozam. e eles não tão nem aí: deixei por último porque no fim esse é o que mais me incomoda. cara, é RARO ver atriz pornô gozar. elas passam o filme todo ali na maior interpretação, com oh!s, ah!s, fuckme!s, caras e bocas e obviamente não gozam. aliás, digo mais: muitas vezes elas nem estão se divertindo. você vê claramente que não tem prazer ali, é uma atriz seguindo instruções e fazendo vozes. como é que a gente como mulher vai se identificar, se colocar no lugar dela e se sentir estimulada? francamente.

pronto, é isso: pornôs são feitos pra homens se masturbarem, inclusive quando o tema é lésbico (esses são mais clichês ainda, morro de vergonha alheia). o foco é todo no prazer deles, e não o nosso. eles precisam gozar, a gente não. as mulheres estão ali pra proporcionar prazer a eles e fingir que estão gostando, e quanto mais dramática a encenação, melhor.

os únicos filmes pornôs que gostei de verdade (quero até comprar!) foram os estrelados pela belladonna. mesmo quando a temática não me agrada 100% (os filmes dela têm muito dominação, às vezes excessiva pro meu gosto), ela está "presente" nas cenas todas e aproveita cada minuto. ela claramente adora fazer os filmes, goza de verdade e se diverte. adoro.

sei que há mulheres fazendo filmes para mulheres, mas é alternativo, mais difícil de achar, menos acessível. talvez se minha internet prestasse :D eu teria possibilidade de explorar mais e encontrasse coisas ao meu gosto. quem tiver dicas de coisas que saiam do clichê que eu descrevi, coloca aí, são sempre bem-vindas.

e pra quem tem dúvidas sobre a sexualidade feminina, fica a dica:


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tamos aqui ainda, os 2 :)

oi povo! dando notícias: segunda-feira completo 40 semanas (ou seja, 9 meses), e estamos ainda esperando o otto nascer. tou ótima, ele também, agora é só chegar a hora!

a @lareinamadre vai ser minha doula, então quando o otto nascer provavelmente ela vai ser a primeira a saber e a avisar. fiquem ligados :D

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o buraco é mais em cima (*)

hoje cedo li esse ótimo artigo e deu vontade de escrever sobre tanta coisa que nem sei o que vai sair desse post, me perdoem antecipadamente se ficar longo demais ou disperso.

antes de mais nada, por favor leiam o artigo. sei que é longo, mas vale a pena, pois traz informações interessantes e também algumas provocações que fazem pensar. não importa se você concorda com tudo ou não, a mera reflexão sobre os assuntos é suficiente.

pra começar fui procurar o que significa examente sexismo. descobri que muito embora eu não me considere preconceituosa quando se trata de gênero, há uma parte de mim que é sexista. sou atéia e evolucionista, fã do gene egoísta (baixe o livro aqui) e tenho convicção que as inclinações baseadas em gênero são realidade, e explico:

creio que o gênero determina sim alguns comportamentos ou tendências, por exemplo: violência no sexo masculino e melhor capacidade de comunicação verbal do sexo feminino (entre muitas outras características). como evolucionista, acredito que estamos geneticamente programados para certos comportamentos que se mostraram bem-sucedidos no decorrer da nossa evolução, e tais comportamentos diferem de acordo com o gênero, por vários motivos. não vou me estender no assunto, que é complexo, mas se quiser entender melhor essa visão sugiro ler o livro que indiquei acima. o que gostaria de deixar claro é que apesar de acreditar nas inclinações, não acho que: (1) são absolutas e genéricas (se aplicam a 100% dos casos, baseado em gênero) e principalmente (2) significam que não podemos agir CONTRA elas. explico mais um pouco:

suponha que aceitemos como fato que as mulheres são melhores em comunicação verbal e piores em posicionamento espacial. isso não significa que todas as mulheres falam bem e péssimas motoristas, necessariamente. dentro da maioria há também gradações, e há as exceções. além disso, mesmo nos casos de inclinação típica (dificuldade com posicionamento espacial, por exemplo), há a possibilidade do desenvolvimento para superação. mesmo uma mulher "típica" pode sim se tornar muito boa em posicionamento espacial, com treinamento e dedicação.

resumindo: acredito sim na programação genética e nas inclinações de gênero, mas não acho que isso seja determinante ou final no comportamento ou nas habilidades de alguém. é justamente a capacidade do ser humano de superar a si mesmo e se adaptar que o faz tão bem-sucedido como espécie.

mas enfim, admito que posso ser considerada sexista por alguns e esclarecido esse ponto, sigo adiante pra explorar alguns pontos do artigo.

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curioso como este assunto de certa forma se relaciona com meu post anterior. o que me incomodou na história foi a crucificação da amiga traidora e não do marido traidor (e esse roteiro se repete em quase todas as histórias que eu já vi a respeito). mulheres são invejosas, mentirosas e, no fundo, todas vagabundas. a que foi traída é uma bruxa, a que traiu é puta. os homens só estão fazendo o papel deles: se comportando como machos, ué. minha mulher é uma chata e a vizinha quer dar pra mim? eu tenho mais é que comer.

(de curiosidade e como ilustração, confiram essa música do zeca baleiro. eu não quero que essa gente diga / esse camarada se androginou / a moça deu bola e ele nem ligou)

o artigo cita o caso eliza e o estupro de uma garota por 3 rapazes em SC, e ambos os casos têm um problema comum: o julgamento das vítimas (em negrito bem forte) na sua condição de mulher como forma de amenizar ou explicar o crime. as pessoas (homens e, vergonhosamente, mulheres também) citam imbecilidades como o fato da primeira ser atriz pornô ou coisa que o valha como justificativa pro crime, sim. no caso da segunda, vocês vão achar comentários do tipo "mas o que uma menina de 15 anos fazia fora de casa às 3h da manhã na casa dos meninos?"

a profissão ou comportamento sexual da primeira dá aval pra matá-la, é isso? e a segunda estar acompanhada de 3 rapazes às 3h da manhã os autoriza a estuprá-la? eu sei que as perguntas parecem óbvias, mas acredite: não são. os comentários da audiência demonstram claramente que achamos sim que se essas mulheres tivessem se comportado como as mulheres devem se comportar, nada disso teria acontecido. sim, achamos que a culpa é delas.

usando minha lógica, então: existe uma inclinação masculina para a violência e agressividade sexual (no limite, o estupro)? eu acho que existe, sim. mulheres com comportamento sexual mais agressivo ou liberal criam mais oportunidade para serem "atacadas"? eu acho que sim. isso significa que elas devem ou merecem ser atacadas, que estão "pedindo"? porra, NÃO, NÃO e NÃO. não somos bichos, sabemos o que é certo ou errado dentro do contexto social e temos que respeitar as regras, por mais que nosso desejo ou instinto nos digam o contrário. caramba, isso é BÁSICO. é por isso que este tipo de violação de acordo social é considerado CRIME. é inaceitável até sugerir que o comportamento dessas mulheres de alguma forma ameniza os atos cometidos. é perverso, nojento.

mas o mais perverso e nojento é que somos ensinados (e continuamos repetindo esses ensinamentos) inclusive pelas nossas mães que é assim que funciona. aos homens cabe meter seu pau em todo buraco que se apresente e às mulheres cabe fechar seu buraco e de preferência não deixar os paus da vida perceberem que o buraco existe. temos que nos fingir de mortas, sob o perigo de passar a "mensagem errada" e enfim "ter o que merecemos". os meninos devem ser sexualmente agressivos e nunca perder uma oportunidade (não importa se está a fim, se o buraco apetece...); as meninas devem se preservar e tomar todo cuidado, porque afinal não têm o direito de dizer NÃO.

é impressionante e triste o quanto somos atrasados e primitivos na educação sexual. alguém já viu pais discutindo com seus filhos homens como se relacionar com mulheres? como dar prazer a elas? como respeitar as diferenças entre os sexos? as conversas dos pais com suas filhas é mais triste ainda. por mais que tenhamos "evoluído" e hoje os pais pelo menos falem com seus filhos a respeito de sexo, repetimos preconceitos. os pais falam aos filhos sobre proteção (doenças e gravidez) e talvez sobre reputação (com diretrizes invertidas para os 2 sexos). não conheço quem fale sobre relacionamento, respeito e principalmente prazer.

pra muita gente (sério, é assustador como isso é amplo) sexo é forma de dominação e/ou libertação. o prazer físico, o desfrute das sensações e do outro é absolutamente secundário. estupro não é prazer, é demonstração de poder. traição também pode ser o uso do sexo como vingança, compensação. o que fizeram com a eliza foi mais que simplesmente dar sumiço - há um componente fortemente sexual na história, que obviamente nada tem a ver com prazer.

usar gênero ou sexo como desculpa ou arma é triste. demonstra que somos e estamos atrasados. neste aspectos estamos próximos dos nossos parentes chimpanzés. e cada vez que validamos comentários desse tipo, seja na internet ou no dia a dia, regredimos. perdemos a opotunidade de ser melhores, mais evoluídos e quebrar o ciclo vicioso criado pelas gerações anteriores.

acho que podemos mudar esse quadro, ainda hoje, mesmo que aos poucos. como? ficando atentos. não permitindo comentários preconceituosos em relação a gênero de nenhuma espécie. nem ao vivo, nem na internet. nos posicionando quando isso acontece, quando pessoas ao nosso redor soltam frases maldosas e aparentemente inocentes. experimente não permitir que seu namorado faça comentários engraçadinhos sobre sua condição de mulher, por exemplo, tampouco aceite comentários de amigos ou amigos de amigos. quando seu pai ou mãe falarem alguma bobagem preconceitosa, responda. com educação, assertivamente, responda.

quando você se pegar sendo sexista, reflita. repense, modifique seu modelo mental. e não deixe que as pessoas ao redor de você o contaminem. faça mais: reaja. e reaja como ato de amor, como quem educa um filho. a mudança desse quadro triste começa em cada indivíduo.

já tenho feito isso há anos, mas depois de ler o artigo, me propus a recomeçar de novo, hoje, escrevendo esse texto. espero que alguns de vocês também se disponham a mudar.

(*) pagu, da rita lee.

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das muitas coisas que eu não entendo

eu sei que o caso é velho, mas eu só fui conferir agora a tal história de traição de sorocaba (vídeo aqui, resumo da história aqui).

morri de vergolha alheia (e de rir também, confesso), e entendo a mulher traída fazer levantamento de fatos. quem já foi traído vai entender: a gente precisa não se sentir louca ou exagerando. ter informação comprovando a mentirada é importante, sim. de certa forma entendo também ela divulgar o vídeo, é uma forma de vigança dela como vítima. mas expor uma situação dessas é dose... fico pensando nos filhos deles, nos pais, putz. se bem que independente da internet essas pessoas poderiam ser expostas pelos simples fatos, nem precisava de vídeo, convenhamos. ainda mais em cidades/comunidades menores, a fofoca é mais poderosa que o utube :D

mas uma coisa que eu não entendo é que parece que a vilã da história é a só amiga, e não o marido. caramba, por mais que a suposta amiga seja mentirosa e tal, o que é esse marido? não entra na minha cabeça a mulherada que é traída e vai atrás das amantes pra tirar satisfação, se vingar ou enfiar porrada. quem merece uns cascudos é o marido, pô, afinal foi com ELE que você fez o acordo de fidelidade (considerando que é esse o caso), não? a amiga pisou na bola, é verdade, mas o marido é que devia ser o vilão.

mas é mais fácil culpar A OUTRA, porque no fundo você quer mais é que as coisas voltem ao normal, ao invés de enfrentar a realidade: seu parceiro, aquele no qual você confiava e tal, errou. e agora? dá pra perdoar e esquecer? dá pra confiar de novo? muito mais fácil achar um agente externo pra culpar, desviar a atenção. porque enfrentar o fato de que seu casamento tem problemas (parte deles seus, com certeza) e decidir o que fazer com o problema é difícil pra caramba. o caminho do barraco é mais fácil mesmo: a culpa não é tanto do marido feinho, coitado. ele foi tentado pelo diabo loiro que faz sexo anal :D

sei não. acho humilhante passar por uma situação dessas, mas mais humilhante ainda é colocar a culpa no diabo loiro e continuar com o marido. nem sei se é o caso dela (não achei o desfecho da história), mas se for... coitada. é mais uma daquelas muitas mulheres que não se deram conta ainda que merecem mais e podem conseguir coisa melhor.

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eu e michael moore

já comentei aqui outras vezes sobre esse cineasta que faz filmes polêmicos: tenho uma série de restrições a ele. a mais importante é uma tendência ao jornalismo melodramático (estilo predominante na globo, aliás) que eu detesto. ele explora a desgraça alheia pra colocar seu ponto de vista com mais frequência do que eu considero aceitável.

acho também que ele é tendencioso na apresentação dos fatos (espertamente "ignora" outros argumentos na exposição do seu ponto de vista), mas isso não é um problemão, afinal todo mundo faz isso. não existe isenção absoluta em nenhuma exposição, cabe àquele que recebe a informação procurar outras fontes e tirar suas próprias conclusões.

(a propósito, se puderem leiam esse post e o anterior da rosely sayão. ela fala um pouco sobre liberdade de expressão e sobre como reagimos à informação que recebemos)

os filmes mais recentes que assisti do diretor são sicko e capitalism, gostei muito de ambos e recomendo. quer dizer: recomendo pra quem está disposto a ver e pensar, e não somente julgar (leiam os posts da rosely, please :)).

cabe dizer, antes de mais nada, que tenho profunda resistência ao estilo de vida americano, à ética protestante e o capitalismo como ele se caracteriza nos USA.

isso não quer dizer que eu seja socialista ou comunista ou qualquer outro rótulo que queiram adotar. primeiro porque não acredito nessa categorização, segundo porque socialismo e comunismo pra mim foram e continuam sendo meramente utopias sem chance de realização considerando a humanidade como ela é.

uma coisa que admiro nos USA é justamente a possibilidade da existência e sucesso de um cara como michael moore. qual outro país de fato permite críticas tão graves ao seu sistema, seus políticos e sua indústria serem transformadas em filmes e divulgadas livremente? acho admirável. por outro lado, questiono se essa liberdade não é arrogância excessiva, condescendência (tipo "pfff... deixa esse doido falar, não nos faz nem cosquinha"). de toda forma, é impressionante.

os dois filmes a que me refiro aqui questionam basicamente a mesma coisa: o privilégio do lucro em detrimento do ser humano. a tese é simples: o governo americano deu as mãos aos empresários, uniu-se a eles na busca pelo lucro, e os indivíduos que se virem com suas necessidades básicas de subsistência e qualidade de vida. democracia virou só um regime de votação, já que as decisões que afetam ao povo representado pelos políticos são tomadas em função do lucro e não das consequências para "o povo".

em sicko, ele mostra claramente que o sistema de saúde (que nos USA é privado) tem como meta reduzir custos. os gerentes/CEOs destas empresas têm seus bônus baseados na quantidade de dinheiro que eles deixam de gastar com os associados aos planos. você, pessoa de bem que me lê, poderia pensar que eles deviam ser recompensados por reduzir custos/gastos com tratamentos através da medicina preventiva, certo? errado! eles se baseiam em brechas das regras de cobertura dos planos para recusar tratamento. é assim que reduzem custos. e só de curiosidade, as indústrias farmacêuticas são parceiras das empresas de seguro saúde. conflito de interesses não parece ser algo que preocupa os americanos, o importante é a planilha de profit & loss.

michael moore mostra como esse sistema americano de saúde é exclusividade deles: os USA são o único país rico que deixa seus cidadãos (que pagam imposto como todos os demais, aliás) completamente desamparados caso não consigam um seguro saúde. se você não pode pagar ou eles não aceitam você (o que parece ser comum), prepare-se pra passar maus bocados.

tudo isso porque o Capitalismo, assim com letras maiúsculas, é o regente daquele país. criar um sistema de saúde público, usando impostos, é considerado uma afronta ao senhor Capitalismo. afinal, se você não pode pagar seu seguro saúde ou se tem uma doença crônica e nenhum seguro saúde aceita você... azar o seu, loser! fosse mais rico, fosse mais saudável, fosse mais bem-sucedido. é perfeita a lógica protestante por trás disso tudo: se você se deu mal, é porque não se esforçou o suficiente, e deus não escolheu você. rale mais, sofra mais, ganhe mais dinheiro. o dinheiro que você ganha é a medida exata do seu valor diante de deus e da sociedade.

eu acho o individualismo americano vergonhoso. somos uma espécie gregária e colaborativa, e só chegamos ao ponto de evolução atual graças a esta característica. exatamente porque soubemos tirar proveito das ações em conjunto, nos ajudando mutuamente (uns mais, outros menos), é que somos bem-sucedidos como espécie. o individualismo (e o capitalismo como tem se desenvolvido) é obviamente auto-destrutivo. como eles não percebem isso? esse comportamento simplesmente não é sustentável, como está ficando cada vez mais claro pra quem quiser ver.

tem que haver uma alternativa, e esse é o ponto do michael moore na minha opinião. me parece que ele admira seu país e tem orgulho da sua história, mas crê que algo deu errado no caminho e precisa ser corrigido. por que não usar exemplos bem-sucedidos de outros países? é simples arrogância ou jogo de interesses econômicos?

não tenho respostas, é claro, sou leiga e mera observadora. mas me preocupa (e irrita, confesso) ver tanta gente no meu país admirando um país como os USA e querendo que sigamos esse exemplo. eles têm algumas qualidades admiráveis? claro que têm. todos os países têm as suas, inclusive o nosso. o que me assusta é a idolatria idiota a um sistema que não funciona. por que diabos alguém gostaria de ver esse modelo não-sustentável americano aplicado aqui? por que tem tanta gente ainda querendo importar SUVs americanas em tempos de aquecimento global e crise de energia?

todo brasileiro com acesso a TV/DVD devia assistir os filmes do michael moore. pra parar de considerar os USA como modelo pra nós, pra dar valor ao que temos e principalmente pra entender que nós poderíamos ter mais e melhor se de fato assumíssemos nosso papel de cidadãos com poder de voto. parece que esquecemos que vivemos nós aqui também num sistema democrático que nos permite sim mudar nossa própria vida. basta querer, se manifestar como puder, a começar por nós mesmos, nossa família e a comunidade ao nosso redor. se continuarmos achando que ser individualistas é a solução (fodam-se os outros), vamos dançar como eles estão dançando.

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enquanto aguardamos...

... nos divertimos com filmes, livros e cobertorzinho :)

Inverno

continuo escrevendo lá no fabricando de vez em quando, e vou dando notícias, ok? a previsão de nascimento é dia 16/agosto, mas não dá pra ser exato com parto, vocês sabem. estou à disposição do mocinho :D

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a propaganda, eu e o futuro

acho que é da oi (operadora de celular) a propaganda, mas não importa, é assim: o pai agradece o filho pelo presente (um smartphone) porque consegue ver seus emails e tal. filho responde, mui educadamente (not) que "email é coisa de velho, o lance agora é rede social".

minha vontade é dar um tapão bem dado na boca do moleque, que a polícia não meu ouça. aí me pergunto se o problema é minha educação rigorosa (especialmente quanto a respeitar pais e "mais velhos" em geral) ou a identificação com o pai e não com o filho. no caso, eu sou a "velha" sendo destratada.

o incômodo vem da combinação das duas coisas, claro, somada ao seguinte: o que as pessoas querem dizer quando falam de "rede social" no contexto da internet? pra mim é claro como o dia que rede social não equivale a facebook, orkut, twitter ou X. fui fazer uma pesquisa superficial, e o significado tá lá na wiki. como eu imaginava, rede social é um conceito já de idade :) e independe do meio. não tem portanto relação direta com as ferramentas do momento que o moleque considera "coisa de jovem". essas ferramentas simplesmente nos permitem estabelecer e manter nossas redes sociais (obviamente com um poder maior de alcance).

minha raiva do moleque até passa depois que penso melhor. os mais jovens desprezarem os mais velhos é normal, faz parte do processo de criação da sua própria identidade. demonstrar que suas práticas e conhecimentos são diferenciados e supostamente melhores também faz parte: "eu sou o futuro e vocês são o passado" ou "eu sou diferente" são posturas importantes para o crescimento e independência das novas gerações.

mas meu incômodo com as ferramentas de participação nas redes sociais online, por outro lado, só aumenta. eu, a "velha" (não me sinto pronta pra assumir esse papel!), acho o orkut um saco, o facebook confuso e inútil, o twitter uma mera distração para as horas de ócio.

antes que me apedrejem: com um pouco de esforço intelectual e boa vontade consigo achar utilidades muitas paras as 3 ferramentas. posso até contar historinhas bonitas de como reencontrei pessoas há muito esquecidas na minha história ou como um tweet pode salvar vidas (de verdade). convenhamos, no entanto, que essas histórias são as exceções. a maior parte do tempo gasto pelas pessoas nestas ferramentas é dedicada ao narcisismo, válvula de escape e tentativas de minimizar nossa carência afetiva.

em suma: queremos aparecer, precisamos de atenção (independente da internet, inclusive). graças à comodidade do meio, muitos de nós gastam mais tempo com sua rede social de bytes que interagindo com as pessoas da sua rede social de carne e osso. tá cheio de gente nas minhas redes sociais internéticas que mandam dúzias de "beijos" e "presentes" desses aplicativos bizarros mas que nunca telefonam, visitam ou mandam email um pouco mais pessoal, pra falar da vida ou distribuir carinho de forma... humana.

talvez more aí minha resistência às redes sociais de internet (especialmente orkut e facebook): eu dispenso interação eletrônica pré-formatada. ignoro os tais beijos, presentes, vaquinhas; declino convides pra "eventos" virtuais em massa. isso pra mim é passatempo de criança, que precisa de modelos de interação pra aprender como se relacionar. francamente, prefiro receber minha parte da atenção e carinho ao vivo, ou pelo menos por email/telefone quando não é possível se encontrar. tenho horror a essa preguiça crônica das pessoas de gastar tempo com relacionamentos.

a comparação do relacionamento ao vivo/internet traz outra questão: é impressionante como as pessoas podem ser diferentes dependendo do contexto, não? tem gente que via internet é legal e ao vivo é chato de marré-marré-marré; tem gente que ao vivo é super legal e na internet... eca. incrível como o meio pode revelar certos aspectos de personalidade! prefiro a consistência, sabe? aqueles que ao vivo, por MSN, twitter ou email são mais ou menos os mesmos (com tudo que cada pessoa tem de legal e chato). ainda me assusto com as coisas que as pessoas se permitem quando assumem sua persona online.

voltando ao "conflito de gerações" que me levou a escrever o post, me preocupa a forma como os relacionamentos vão evoluir (ou já estão evoluindo). canso de ver famílias em restaurantes cujos filhos estão grudados no celular, ignorando os pais e uns aos outros. e estes encontros relacionados ao uso de tecnologia então? um monte de gente junta, um ao lado do outro, cada um com seu celular ou notebook! aparentemente, compartilhar a informação com sua rede social online se tornou mais importante que se relacionar com a rede social ali ao seu redor.

é isso, então, sou velha? tenho meus perfis no orkut e facebook só pra constar, como forma de contato, não gosto de interagir nestas vias. acho confuso, superficial, narcisista e nada divertido. mas uso bastante o twitter, por outro lado. é igualmente inútil de forma geral, mas pelo menos é divertido: fico sabendo sobre o que minha "comunidade" está fazendo, uso como válvula de escape eventual. é basicamente uma forma de ócio, como era antigamente sentar na pracinha e ver/ouvir o que acontece na comunidade local.

me pergunto se estou presa às formas "antigas" de interação com minhas próprias redes sociais. festas, eventos, troca de emails, telefonemas, chat. pensando bem, minhas preferências são todas relacionadas ao contato um-a-um, mais pessoal ou personalizado.

não concluí ainda se esse apego (ou preconceito mesmo) é bom ou ruim. quem sabe meu filho, que já vai nascer imerso na geração de redes sociais online, me ensine a lidar com essas novas formas de socialização? seja como for, uma coisa eu sei: ai dele se falar comigo do jeito que o menino falou com o pai na propaganda... >:-|

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enquanto o menino não chega

ficar mais em casa me faz querer cozinhar mais, e aí mora o perigo. não por comer muito (nem consigo, no nono mês de gravidez, não cabe nada no estômago!) mas porque quero utensílios. todos, e obviamente os mais caros.

já comprei 2 le creuset azul turquesa lindas de morrer e 1 jogo de panelas de inox novinho. se eu resolver renovar as louças o fer me manda de volta pro escritório.

(e quase tive um troço de tanto rir porque as panelas chiques ganharam apelido aqui em casa, CREUZETES, que pra mim é nome de diarista de niterói. amei e adotei)

além de arrumar os armários todos e me livrar de roupas e sapatos que não uso mais, tenho lido e visto filmes. hoje completei 1 semana sem trabalhar, e o saldo é o que segue.

a estrada (the road): o filme é punk. pra quem vai ver achando que é mais um daqueles filmes de fim de mundo deve ser um choque. é pós-apocalíptico sim, e tem canibais sim, mas é muito mais que isso. pai e filho, sem nome, tentando sobreviver nas condições mais adversas, principalmente do ponto de vista emocional. me fez chorar, mas recomendo. (e tem o viggo mortensen, que é meu ídolo)

o livro de eli (the book of eli): também pós-apocalíptico, mas no estilo videogame, que também gosto muito. aliás, o visual é 100% fallout 3. denzel é um guardião "do livro" (único exemplar restante no mundo destruído), o mocinho; gary oldman é o bandido que quer o livro a todo custo. desenrolar interessante, recomendo pra quem é fã de filmes estilo videogame.

capitalismo: uma história de amor (capitalism: a love story): sou um pouco resistente ao michael moore, não pela qualidade do trabalho ou da informação, mas porque me incomoda o exagero. acho que ele apela em alguns momentos dos seus filmes, ao pior estilo jornalismo sensacionalista (tipo globo o tempo todo). esse filme tem pelo menos 1 momento desses, mas não atrapalha o todo, o filme é muito bom. os extras são especialmente bons. esse filme rende um post por si só, comento em outro momento. recomendo muito pra quem gosta de política e economia, faz pensar. sugiro especialmente o discurso de jimmy carter nos extras.

percy jackson e os olimpianos, volumes de 1 a 4: sim, já li os 4 nesse período, e não é exatamente uma façanha, os livros são simplérrimos, pra criança mesmo. mais simples que harry potter, e quase tão divertido quanto (digo quase porque a comparação é inevitável). as traminhas óbvias irritam às vezes, mas é divertido, passatempo mesmo.

o dilema do onívoro: tinha parado nos primeiros capítulos há muitos meses, e retomei. o livro é muito foda, e recomendo fortemente pra quem gosta do assunto comida e/ou sistema produtivo dos alimentos. muita informação esclarecedora e alimento para o pensamento, se me permitem o trocadilho :) o autor apresenta fatos inacreditáveis sobre a produção de alimentos nos USA (e parte se aplica à nossa realidade também), além de questões éticas e morais sobre o consumo de carne e outros alimentos também. ele confirma minha crença de que o vegetarianismo não é uma opção que me convence. leiam DJÁ.

larrouse da gravidez: vale por algumas informações sobre formação do feto e como a gravidez evolui, mas francamente é livro de médico pró-cesariana. ou talvez seja só um reflexo da realidade brasileira, na qual a maioria das mulheres trata o parto como uma extração de siso. não recomendo gastar dinheiro com ele, e aliás se quiser pra você eu dôo :)

the happiest baby on the block: não apliquei as técnicas dele ainda, mas todo o livro faz sentido e é muito bem escrito e ilustrado. os depoimentos que li e ouvi são todos favoráveis. leia meu post sobre ele aqui. (parece que no brasil tem só o vídeo, não acho link pro livro!)

o vendedor de armas: primeiro e único livro do famoso hugh laurie (o dr house). gostei bastante, é divertido e gostoso de ler, mas achei a tradução uma merda. tenho absoluta certeza que no original o livro é muito melhor. infelizmente o tradutor não conseguiu converter o humor inglês, que é tão peculiar, para o português. e eu não li NADA do original, tá? basta estar habituado a ler em inglês se percebe como as traduções são pobres e quase literais. vou reler no original.

estou com uma lista enorme de livros emprestados pela minha irmã na fila, quem sabe eles duram até o otto nascer :) enquanto der, vou compartilhando com vocês.

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meu primeiro livro

acabo de perder um post enorme com a lista de filmes e livros da semana, tou injuriada. pra passar, respondo à pergunta da lu freitas.

meu primeiro livro (ganhei com 5 ou 6 anos) foi o planeta lilás do ziraldo. lembro quem me deu o livro (minha tia mais velha, irmã do meu pai. que aliás também me deu uma coleção de ilustrações do escher quando eu fiz 15 anos) e lembro também de ter ADORADO. me senti tão importante ganhando um livro, vocês nem imaginam.

minha mãe sempre leu muito (nada profundo, livros de entretenimento mesmo), viva com livros na mão. eu então sempre achei o máximo ler, e esse livro foi meu primeiro livro meu. nem lembro se li algo antes disso, por minha conta (é possível), o que contou mesmo foi esse.

apesar desse ter sido realmente o primeiro, tem outros 3 livros que marcaram muito a minha primeira infância: se, será, serafina; a fada que tinha idéias e a bolsa amarela (uma rua como aquela foi mais adiante :)).

e vocês? qual foi seu primeiro livro?

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o ritmo aqui vai diminuir (mais)

amig@s tod@os, estou sem notebook exclusivo (só o do marido), e a internet aqui em casa é limitadíssima, então saibam que tenho coisas muitas pra escrever mas vai ficar mais difícil (mal consigo ler emails, pois meu iphone ainda não habilitou). quem sabe retomo escrita nos cadernos e passo a limpo aos poucos? :)

já começamos a arrumar o quartinho do otto, apesar de decidirmos que ele ficará conosco no quarto no comeco. depois coloco fotos aqui, ok?

estou ainda estranhando não ir pro trabalho e não estar de férias. já fiz limpa no armário no primeiro dia de folga, li 1 livro e já comecei o próximo (além de começar a arrumação do quartinho dele). calculem o que serão os próximos dias... o marido tá apavorado :D

cortei o cabelo radical e amei, pela primeira vez em anos estou sem colorir o cabelo. os brancos aparecem, mas até que estão charmosos :) e tem mais fotos da barriga. então enquanto não consigo escrever, fiquem com fotos! :)

o bebê

cabelo novo

vou dando notícias assim que possível, ok? a partir da semana que vem o menino pode chegar a qualquer momento!

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resumo do twitter

um texto assustador do jabor (de quem aliás não gosto)

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as fotos lindas da mawá

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dicas da denize: liberdade shop e asia shop

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e finalmente sobre o logo cagado da copa 2014

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purê de forno improvisado

comida é sempre assunto aqui em casa, vocês sabem. fiz essa receita de improviso, e confesso que purê de batata no forno é uma das comidas que mais gosto na vida. essa aí ficou particularmente boa, recomendo.

ingredientes
6 batatas grandes
2 copos (uso sempre aqueles de requeijão pra medir) de mussarela ralada
1 copo de presunto ralado ou picado (opcional, mas eu adoro e não dispenso)
1/2 maço de escarola fatiada fininha
1/2 cebola
2 tomates médios maduros
1 lata de creme de leite
3 colheres grandes de manteiga
sal, pimenta branca e noz moscada a gosto
alecrim e 1 dente de alho (opcionais. dessa vez usei só o alecrim, porque o alho não tou podendo)
azeite para refogar
parmesão ralado pra colocar por cima (opcional)

utensílios
o copo de requeijão pra medir :)
tábua/prato (eu uso prato pra essa quantidade)
faca boa pra picar/cortar
amassador de batata (pode amassar como quiser, eu prefiro o amassador)
panela grande (pra cozinhar a batata e preparar o purê)
panela de pressão (se não quiser usar, use a outra panela normal, mas demora mais)
forma média para ir ao forno
frigideira/panela para refogar a escarola
escorredor para as batatas
forno :)

como fazer

coloque as batatas (eu coloco com casca e tudo) para cozinhar com o dente de alho, sal (1/2 colher de sobremesa) e um pouco de alecrim. na panela de pressão são 15min contados a partir do chiado da panela; na panela normal eu não sei, vai espetando as bichinhas até elas estarem bem macias :D

enquanto as batatas cozinham, eu corto a escarola bem fininha (em tiras) e a cebola em quadradinhos. refogo a cebola até amaciar, junto a escarola, coloco sal e pimenta (punhadinho só) e assusto a bichinha. juro que são tipo 10 segundos e tá bom. reserve.

pode picar o tomate em quadradinhos, e reservar. se quiser tirar semente e casca pode, mas eu não tiro não.

quando as batatas estão prontas, escorro e descasco (na água, cuidado pra não se queimar), coloco na panela (fora do fogo mesmo) e amasso bem. se tiver colocado o alho, você pode amassar junto da batata, fica ótimo. junto então a manteiga, creme de leite, sal, pitada de noz moscada (não exagere, senão fica ruim, é só um pouquinho) e pimenta a gosto. misturo e misturo e provo até ficar feliz.

aí é fácil: coloque metade do purê na forma, espalhe a mussarela ralada, depois o presunto, depois a escarola e depois o tomate. aí cobre com o restante do purê, salpica um parmesão ralado por cima e coloca no forno.

15min é mais que suficiente, mas basta observar que o purê vai borbulhar. e aí coma sem reservas :D

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vocês me perdoem...

... mas faltando apenas 5 semanas pro nascimento do piolho eu não tenho conseguido escrever sobre outro assunto.

prometo tentar a partir da semana que vem, já em licença e com mais tempo, ok?

enquanto isso, vejam a barrigona.

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