coisinhas

eu preciso muito disso:

tem muito mais na loja, explore!

(vi na lúcia, adorei)

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sobre a importância da morte...

... mesmo que seja simbólica.

li o texto que vai aparecer ali embaixo na grace e achei sensacional. vou copiar ao invés de simplesmente colocar o link, faço questão de publicar.

adotei a grace como minha irmã virtual. não nos conhecemos pessoalmente, mas pra mim é como se a distância fosse só uma contingência, estamos juntas sempre por email, pensamento e sentimento, dividindo nossas dificuldades e alegrias. não é assim que devem ser as irmãs?

minha irmã de verdade é a mesma coisa - não nos falamos todos os dias e não nos vemos tanto quanto eu gostaria, mas é essencial saber que ela existe e está ao alcance de um telefonema ou email. amor de irmã é uma coisa muito boa, e quanto mais eu puder juntar irmãs pela vida, tanto mais feliz eu vou ser.

sou daquelas mulheres que acreditam em outras mulheres e gostam delas. eu não acho que mulheres são falsas, vingativas ou fúteis. algumas são, como alguns homens também o são. respeito e amo as mulheres da minha vida, elas me ajudam a entender melhor a experiência de ser mulher. agradeço a todas que fazem e fizeram parte da minha vida, todas me ajudaram a ser melhor.

o que dizer então da mãe, a mulher suprema da vida de cada um de nós? eu já disse isso sobre outras datas comemorativas e digo de novo - gosto do fato de existir dia disso ou dia daquilo. não gosto de datas comerciais, mas eu posso perfeitamente ignorar essa parte (e o faço); aproveito a data para repensar, por exemplo, como tem sido meu relacionamento com minha mãe, o que ela representa pra mim.

esse texto aí embaixo me fez pensar e lembrar deste post meu, que mandei para a denize como reflexão sobre o dia das mães. não é uma relação fácil, não senhores.

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A Medusa, terrível ser mitológico, é considerada pelos gregos uma das divindades primordiais pertencente à geração pré-olímpica. Só depois é tida como vítima da vingança de uma deusa. Uma das três górgonas, é a única mortal. Três irmãs monstruosas que possuíam cabeça com cabelos em forma de serpentes venenosas, presas de javali e asas de ouro. Seu olhar transformava em pedra aqueles que a fitavam. Como suas outras irmãs, Medusa representava as perversões. Euríale simbolizava o instinto sexual pervertido; Éstano, a perversão social; e finalmente a Medusa que, espiritualmente falando, representa a pulsão evolutiva - a vontade de crescer e evoluir - estagnada.

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mãe,

você sempre foi alguém além da minha compreensão e do meu alcance durante todos os anos em que te observei de cima pra baixo, com olhos de esperança e medo. você foi, pra minha versão menina, o perfume e a cor do mundo adulto, com tudo de maravilhoso e apavorante que ele oferecia. eu quis ser igual a você quando crescesse.

e no entanto eu cresci tão diferente, tão menos exuberante e com uma voz muito mais doce. por longos anos eu quis ter a sua voz e usar aquela camisa vermelha de seda com borboletas douradas que, pra mim, sempre foi a melhor tradução da mulher que você é. borboleta de ouro e sonho, pairando num mundo frenético de vermelho sangue. demorei a aceitar que eu era lilás e prata, tão diferente de você, mami. aceitei, mas doeu.

e parte da minha vida eu neguei você, mãe, porque precisava andar sem segurar nas suas mãos. mas não tenho do que me desculpar, pois você mais que ninguém entende a importância do afastamento e do caminho solitário: você teve que atravessar seus próprios labirintos. vou contar um segredo: estamos ambas perdidas, procurando sabe lá o quê, e a boa notícia é que não estamos sozinhas.

era isso que queria dizer hoje, mãe: o labirinto é nossa maldição e redenção, é o caminho que escolhemos. e se às vezes nos perdemos, é só porque precisamos encontrar alguma coisa importante antes de seguir adiante. você nem sempre percebe, mas estou com você no caminho, onde quer que você vá. estamos no mesmo universo, mãe, você é minha terra e eu a acompanho pendurada nos meus sonhos, na minha órbita de lua.

conte comigo nas noites escuras e difíceis, eu vou estar lá, firme e brilhante como sempre. procure por mim quando precisar de sonho e brilho, mãe, é pra isso que eu existo no seu mundo. e você é, e sempre será, meu chão e minha referência. não importa se me assustam os abalos sísmicos, os furacões ou as pestes, você é meu lastro.

você jamais vai saber o quanto é bela e trágica, o quanto é única e poderosa. e também é por isso que existo - pra lembrá-la que você é um milagre e pode absolutamente tudo o que desejar. eu sei porque te vejo daqui de longe, de um ângulo que você não enxerga. acredite em mim, mãe, você é e pode muito mais do que pensa. palavra de filha.

você segurou minhas mãozinhas quanto eu aprendia a andar e, depois, várias vezes andamos de mãos dadas lado a lado. conte comigo pra ajudar você a andar também, mãe. segurar suas mãos e conduzir você não será nenhum favor ou concessão, mas simplesmente a minha oportunidade de aprender a dar e a sua de aprender a receber.

hoje e sempre, mamis querida, saiba que estarei sempre ao seu lado oferecendo minhas mãos e meu amor. receba meu beijo e o desejo inesgotável de que sua vida seja bonita e boa.

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o zodíaco revisitado

recebi por email e dei boas risadas. todo o texto consta como sendo escrito por christian pior.

sendo pisciana com ascendente leão, me identifiquei mutíssimo :P

(pra ver todos, clique no link no final do texto)

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Peixes

Existem dois tipo de peixes: Aqueles que nadam para cima e aqueles que nadam para baixo.
E se você for um pisciano, reze para nadar para cima, porque com certeza, sua vida será beeeem mais fácil e animada...

Peixes é um signo místico, é o signo do desapego, da espiritualidade , dizem até que quem é de peixes, será a última vez que vem ao mundo, porque é a ultima encarnação. Traduzindo: Este é o signo da' viagem', colega.

Eles tem um mundo interno, cheio de fantasias em todos os planos e quando a coisa não tá boa (quase sempre), eles nadam para lá, e não há quem os tire.

Se o pisciano souber canalizar sua incrível intuição e sua sensibilidade, ele consegue captar o que está em volta e com isto, sentir o ambiente, se adaptar e crescer e fazer a diferença.

Porque quando um pisciano resolve ser brilhante, colega, detona até o mais animado leonino.

Mas o problema é quando resolve... e se resolve...

Como é um signo que se sacrifica numa boa pelos outros, às vezes o pisciano esquece- se dele mesmo e lá se vai a vida prórpria. É o signo do povo da noite, do lado b, daquilo que destrói.

Peixes deve evitar ao máximo o álcool, as drogas e a prostituição ou seja, tudo que traz o alívio momentâneo para as dores do dia a dia. Muitos artistas plásticos são piscianos. Muitas pessoas que trabalham com música são piscianos. Trabalhos mais 'para dentro' são perfeitos para eles.

Os homens deste signo têm uma certa fragilidade que a mulherada com síndrome de mãe não resiste, leva para casa e quando vê, tá sustentando um marmanjo de 40 anos, que tenta debilmente ser um novo escultor.

É colega, cuidado...se um pisciano te pega em uma época carente, lascou-se .Você fará tudo por ele.

E como chora este signo, afe... chora e se sacrifica pela família, adota crianças e faz o trabalho dos outros e toma na cabeça mas não aprende.

Não sabe dizer não.
Não sabe dizer não.
Não sabe dizer não.
Não sabe dizer não.
E só para reforçar...
Não sabe dizer não.

E dando um toque, o pisciano tem que ter um caderno em casa e ele deveria escrever 100 vezes ao dia: Devo aprender a dizer não... (rsrsrsrss).

A criatividade deles é incrível, então criam heróis, situações loucas, nuvens laranjas, sóis azuis e lagos cor de ouro... É bem lisérgico.

A mulherada deste signo é de uma feminilidade extrema, consegue seduzir com o doce olhar e tem um aspecto de donzela...

Arianos e leoninos, que adoram uma gueixa-donzela-princesa, são os primeiros a serem fisgados por estas moças de olhar sereno e quadril sem vergonha.

Porque a pisciana, colega, adora um 'vucovuco'. São amantes perfeitas. Com aquele olhar de songa monga, elas vão longe...

Até para a Europa, bein. E reclamam da vida,viu?
Porque adoram se sentir vítimas da situação, da vida, do contador, de você, do filho que ainda não nasceu. Adoram sofrer... E amam misticismo: astrologia, mãe de santo, tarô, borra do café, do capuccino, amam budismo, cartas,enfim, amam uma macumbinha colega.

Ou também são rezadeiros ao extremos.
São chegados em velas.
Pecado e religião.
Culpa e castigo.
Carne e alma.
Pão e vinho.

Ah,eu não tenho paciência.

Piscianos... cuidem do psicológico e da cabeça... São propensos à depressão.

Pessoas famosas de peixes: Elis Regina, Amanda (Pânico da rádio), Kurt Cobain, Rob Lowe, George Harrison, Lou Reed, Jerry Lewis, Spike Lee, Nureyev, Victor Hugo, Bernardo Bertolucci, John Bon Jovi, Elisabeth Taylor, Drew Barrymore, Lisa Minelli, Cindy Crawford, Nina Simone, Anais Nin, Sharon Stone.

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Leão

Antes de qualquer coisa, quero dizer que amo este signo. Amo. Queria ser leonino. E me dou bem principalmente com pessoas deste signo.

Leão é o líder, o rei, o brilho, mas inseguro, precisa de adornos e mimos, senão, sua auto estima é como a de uma ameba na quaresma.

Quer levantar um leonino?
Elogie-o, finja que a opinião dele é a suprema, e que sem ele, sua vida seria uma vida vulgar e miserável, típica de personagem secundário de novela do SBT.

Quer derrubá-lo?
Ignore-o, ria das suas roupas e modos exagerados, não aceite suas verdades prontas e você verá este felino louco, chorando pelas selvas da vida.

Leão é bem generoso, sempre dá um bom presente e mesmo quando pobre, ele se destaca pelo bom gosto e pela ambição.
Ele sempre será (junto com seu irmãozinho taurino) aquele que venderá as garrafas velhas do quintal, para comprar a linda camiseta para o baile da escola (enquanto o irmão taurino, guardará o dinheiro).

Leão quando decide conquistar algo ou alguém, é um inferno, porque ele consegue, porque te cerca, te segue, perturba.
Sabe aquele magrelo galanteador que te liga toda hora e se acha?
É um leão...
Aí de raiva, cansaço e curiosidade, você cede só por um pouquinho e descobre que o beijo dele é bom, que ele é carinhoso e quando você percebe...
É toda dele, MEDA!

É ciumento, dramático e cheio de barracos.

E cuidado com amantes leoninas. Elas de alguma forma, conseguem se tornar as primeiras damas, até porque não suportam a hipótese de serem a segunda opção.
As leoninas são rainhas de tudo, o pobre homem que as servir será sempre um súdito.
Porque são bravas, gastadeiras e querem atenção o tempo todo.
Manhosas, adoram criar um conflito só para no final, ganhar no debate.
Mas em geral são fiéis, dedicadas e muito fogosas.
Egoístas, podem desequilibrar os parceiros com ciúmes e exigências.

Mas no geral este signo quando está equilibrado (ou seja,no comando de tudo), é cheio de vida, calor e humor.
Têm ambição, trabalham bem e sim, querem ser reconhecidos.
Amam aparecer, amam o destaque, o palco, a vida.
Não existem muitos leoninos por aí.
Até porque realeza, não se acha em qualquer esquina, pessoas.

Na firma, sobem de cargo rápido e no refeitório, sempre estão ao lado da chefia.
E mesmo se for mecânico, com a roupa toda suja de graxa, o cabelo estará impecável, todo leão tem uma relação forte com o cabelo.

Leoninos famosos: Madonna, Mick Jagger, Caetano Veloso, Jeniffer Lopez, Sean Penn, Emilio Surita, Jack Onassis, Coco Chanel, Daniela Mercury, Elba Ramalho, Fabio Assunção (e mesmo com os atuais problemas é lindo e bom ator) e aquela sua tia que fala alto e usa roupas exuberantes e com decotes mesmo com 54 anos.

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já que tou aqui...

a fabiula pede ajuda e eu atendo, claro: ela achou dois gatinhos lindos de morrer e precisa doá-los. sério, eles são as coisas mais lindas do mundo, vale conferir :)

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o frio, gente, tá cruel. aqui em vinhedo é frio de matar, já estou considerando comprar um cobertor elétrico, alguém sabe onde vende (aqui no brasil)? detalhe: a voltagem é 220.

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viajo hoje à noite pra cidade do méxico e estou de volta na sexta de manhãzinha. a parte boa é que posso levar uma malinha bem pequena; a parte ruim é que serão duas noites dormindo no avião. i disapprove it.

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idiocracy é um filme besta que só. a idéia é muito boa, pena que a execução ficou cagada. um resumo: um cara de inteligência média é congelado para uma experiência e acaba descongelando só 500 anos depois. em 2505 o mundo é dominado pelos idiotas e o fulano congelado é o maior gênio da humanidade.

o mais interessante é que o mundo de 2505 é supostamente absurdo mas, reparando bem, não é tão diferente do nosso. por exemplo: todo mundo ri do "gênio" e xinga de bicha ou pedante porque ele constrói frases inteiras. já passaram por isso com certeza, não? eu já.

experimente gostar um pouquinho de música erudita, ler bastante e construir frases com sujeito, verbo e predicado. vai virar chacota, é certeza.

juro que outro dia comentei com alguém sobre o dilema do onívoro (o livro, não a teoria) e a pessoa me perguntou, assustada, oni-o-quê? (ela não sabia o que significava a palavra. aquela, que a gente aprende na terceira série de colégio público)

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mas isso não é nada, ouçam essa: num passeio de escuna em angra dos reis, há uma década, uma moça (adulta, educada) pergunta pra ele "como é que as ilhas ficam paradas no mesmo lugar?". ele achou que era piada, quase começou a rir, quando percebeu que a moça não sabia de verdade. quando ele explicou, didaticamente, que ilhas são algo como montanhas submersas, ela fez "ohhhh!".

juro por deus.

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volto a escrever na sexta, se o tempo permitir. os links de todo dia estão ali embaixo e ao lado, aproveitem :)

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uma pausa breve

estou com bastante trabalho pra fazer e semana que vem ainda preciso encaixar uma viagem bate-e-volta pro méxico - logo ali, pertinho, 10 horas de viagem...

provavelmente não apareço pra escrever por aqui, então fiquem com meus sites preferidos de todo dia:

cute overload

disapproving rabbits (sempre hilário)

go fug yourself

dilbert

chucrute com salsicha

beijos, abraços e até a volta :)

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defesa e ataque

se você é tiete do chico buarque ou de qualquer outra celebridade recomendo ler com uma dose de boa vontade :)

(esse texto foi inspirado pelo alexandre, que acha que gostar do chico pode ser coisa de geração, graças a este post)

antes de continuar, já digo que adoro chico buarque. tenho todos os discos e realmente admiro o trabalho dele (menos o último cd, que achei ruim) - eu o considero um ótimo letrista e um compositor excepcional. no entanto, não acho que ele seja deus, nem o máximo e muito menos gostoso.

resolvi dividir esse texto em partes, pra facilitar, porque o assunto se desdobrou na minha cabeça. espero que facilite a leitura!

tietagem
vou aproveitar pra desabafar: detesto tietagem, que coisa desagradável! poucas coisas são mais constrangedoras que pessoas que gritam, choram e se descabelam por artistas / celebridades que sequer sabem que elas existem.

sinceramente, tiete é um ser que eu não compreendo. observo seu comportamento mais ou menos como naqueles programas do discovery channel sobre animais estranhos. consigo quase ouvir um narrador explicando:

as tietes, na mais tenra idade, têm capacidade de emitir gritos em freqüências assustadoramento altas que paralisam o artista no palco, permitindo sacar fotos mais precisas...

(para efeito ilustrativo, aparece cena real do chico buarque constrangido depois de alguma louca ter gritado lá da platéia "gostoso!!!!! me lambe todinhaaaaaaaaa!")

se eu fosse celebridade teria medo de tiete. acho que abriria mão de ser famosa só pra não ter que encarar essa espécie.

a idolatria
mais uma coisa que eu não entendo: reverência absoluta a qualquer artista ou obra. entendo menos ainda o ódio aos que não gostam do ídolo em questão. experimente dizer pra algum fã da elis regina que você não gosta dela - vão querer empalar você e fritar no óleo quente (eu sei bem como é porque estou no time dos que não gostam dela e já fui frita em pensamento várias vezes).

a obra de todo artista é desigual, é muito difícil gostar (ou desgostar) de absolutamente tudo. essa história de "odeio fulano" ou "amo beltrano" é (ou devia ser) força de expressão, caso contrário se trata de teimosia pura e simples. por exemplo: eu adoro frank sinatra, mas é óbvio que existem canções que acho fracas ou chatas, mas isso não me impede de gostar dele! da mesma forma que não gosto de elis regina mas gosto de alguns (dois, na verdade) discos dela e mais uma meia dúzia de canções.

entendo que há pessoas que precisam se posicionar "preto no branco" e não admitem tais nuances, preferem dizer "odeio e pronto". a menos que seja pra facilitar e não causar discussão, convenhamos: quem insiste no amor / ódio puro é teimoso ou simplório.

o que mais me incomoda na idolatria é a falta de respeito para com os gostos alheios. você quer adorar a nina simone como uma deusa (ops), problema seu; só não venha querer me queimar em praça pública porque eu acho ela deprê demais (eu não acho, eu não acho! :D)

com açúcar, com afeto
a opinião da moça que deu origem ao debate é bem simples: ela não se identifica com "as mulheres" retratadas pelo chico, que apanham do marido e ainda esperam ele voltar pra casa depois das gandaias. (isso é o que ela pensa a partir do que conhece das canções dele)

o que eu acho sobre a opinião dela é desimportante, mas há duas coisas que eu gostaria de explorar: a primeira é se chico buarque entende ou não a tal alma feminina (seja lá o que seja isso); a segunda é questão da auto-percepção.

eu acho, sim, que o chico tem ótimas sacadas de diferentes nuances do pensar/sentir feminino. e é justamente por captar diferentes tipos de mulher nas canções é que ele acabou virando quase unanimidade entre as mulheres, e não porque as mulheres são todas iguais.

eu vivo repetindo isso, e não me canso: é inaceitável qualquer mulher que se diz moderna e liberada vir com o discurso podre que "mulher é tudo igual" ou "homem é tudo igual". isso é ingenuidade ou idiotice. prefiro sempre apostar no primeiro, que tem cura.

mas voltando: eu por exemplo não me identifico completamente nem com a infeliz de com açúcar com afeto e nem com a poderosa de sob medida; mas vivi bastante e consigo perceber que já abri os braços (mais de uma vez) para homens que me pisaram (achando que estava fazendo a coisa mais linda do mundo) e já fui muitas vezes traiçoeira e vulgar, sim senhores.

e aqui talvez a questão de geração faça sentido - é preciso ter vivência para se enxergar com clareza e principalmente pra perceber que não se "é" uma coisa só. cada relacionamento traz à tona uma parte diferente de nós, e isso nem sempre é bonito de ver. eu não gostei de me ver no papel de mulher burra que aceita marido filho da puta, mas admito sem orgulho nenhum que já passei por isso sem ninguém me obrigar.

mas quer saber? isso tudo é bobagem...
... porque se fosse mesmo necessária a identificação um-pra-um entre qualquer obra musical e experiência do indivíduo que a consome, a billie holiday só teria fãs junkies. e a música erudita, convenhamos, já teria sido extinta.

eu acho a amy winehouse uma idiota completa, nunca usei drogas e ainda assim adoro rehab.

enquanto escrevia isso tudo aqui, pensei que apesar de vivermos num mundo pós-moderno a maior parte de nós ainda está na fase anterior. continuamos insistindo em encontrar razão pra tudo: quem gosta tem que explicar, quem desgosta tem que explicar dobrado.

finalmente, uma confissão tardia
alimento uma idolatriazinha (não tão pequena assim) por um compositor: johann sebastian bach. ele, no meu universo, é deus (não é? :))

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mais filmes

invasores, eu não sabia, é baseado no livro os invasores de corpos, que eu li com não mais que 12 anos. percebi que conhecia a história quando a protagonista anda na rua e vê os rostos inexpressivos das pessoas - senti de novo o mesmo pavor de então e reconheci a trama. basicamente se trata de uma forma alienígena de contaminação que invade a terra e ameaça acabar com nossa vida como a conhecemos. se isso é bom ou ruim, depende do ponto de vista...

lembro muito bem do medo que senti lendo o livro - não era de ser invadida por alienígenas, isso era o de menos. meu medo era de viver num mundo inexpressivo e pasteurizado, com tudo igual pra todo mundo, sem dor nem amor.

é tipo o mundo dominado pelo zen-budismo graças aos esporos alienígenas :)

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o ritual da pedra é um suspense com toque fantástico - monica bellucci adota um menino mongol que aparentemente tem um papel importante numa seita há muito esquecida. quando o menino atinge 7 anos coisas estranhas começam a acontecer... apesar de não ter achado o filme ruim, concordo com essa crítica: não dá muito certo europeu tentando imitar cinemão americano. fica uma coisa meia boca, não é nem um bom filme de suspense mágico nem um bom filme em estilo europeu.

mas diverte, monica bellucci está de cabelo curto (linda de doer) e aparece de peitos de fora, como bônus :D

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sempre ele

HAHAHHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHA :)

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dicas no meu email

o russo sempre manda os quadrinhos mais hilários (e nerds), eles vêm todos daqui. se você é da área, divirta-se :)

e manda vídeos, que eu não posso ver aqui (damn it): robin williams, jeff dunham.

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o weno manda de tudo: desde media player pra tocar música no site até fotos de monstros de massinha, passando por dicas de jogos.

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e a dani manda artigo sobre adultos que não querem crescer.

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filmes da semana passada

dessa vez conseguimos até devolver os filmes no dia certo, vejam vocês :)

beowulf é uma história baseada em um poema épico 'que serviu inclusive de base para a criação do senhor dos anéis.

achei o filme muito bom. tem efeitos incríveis e uma história gostosa de assistir pra quem gosta do gênero. e tem a angelina jolie versão monstro pelada - imperdível, não? :)

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a dança dos vampiros foi a minha maior expectativa e também o maior desgosto. reconheço que é um filme moderno para a época (1966) mas sua importância história não o tornou mais engraçado (não achei graça nenhuma) e nem assustador. ou seja, foi uma experiência antropológica que quase me botou pra dormir.

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o hospedeiro foi a surpresa boa da semana. tenho um carinho especial por filmes de monstro (trash ou não) e imaginei que esse seria mais na lista dos ruins porém divertidos. não era! o filme é coreano, o estilo é bem diferente do cinemão americano, e é muito bom. os efeitos são massa, a história boa e os personagens variam entre trágicos e engraçados.

um achado, recomendo.

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the book is on the table

o encantamento pelo live mocha me fez voltar a um assunto que está aqui na cachola faz tempo - a ditadura do aprendizado de inglês.

há 13 anos trabalho diariamente em ambientes nos quais falar / entender / escrever em inglês é praticamente obrigatório. boa parte do meu sucesso profissional é conseqüência do meu domínio do idioma, muito embora eu não me considere exatamente fluente - o conceito de fluência varia bastante, pelo que percebi por aí, mas isso é outro assunto.

atualmente trabalho numa empresa americana cuja estratégia de crescimento é a aquisição de outras empresas menores espalhadas pelo mundo. operamos hoje basicamente nos estados unidos, méxico, brasil, escócia, itália, alemanha, china e índia (entre outros países com menor representação). o idioma "oficial" da empresa é, por questões práticas, o inglês. o sistema hierárquico é o que se chama de matricial, significando na prática que todas as pessoas espalhadas pelo mundo de alguma forma têm que se relacionar com indivíduos de outras nacionalidades (daí a necessidade de todos adotarem um idioma comum).

todo mundo é incentivado (com subsídio, aqui no brasil) a estudar inglês, para que seja possível trabalhar de forma globalizada. até aí nenhuma novidade, muitas empresas trabalham assim, mas percebi uma diferença interessante nesta empresa: existe uma atitude verdadeiramente globalizada também por parte dos americanos, a nossa "matriz". por exigência da empresa, eles estudam a cultura dos outros países, garantindo que entendem as pessoas com as quais precisam trabalhar. eles aprendem noções do idioma, comportamento, política, geografia e costumes. quando vêm ao brasil, eles sabem, por exemplo, que no geral somos menos assertivos e que é importante demonstrar interesse por assuntos pessoais.

todos os gringos com os quais tenho tido contato em visitas ao brasil (e são muitos, de diferentes perfis) demonstram respeito pela nossa cultura e idioma. eles querem aprender, fazem muitas perguntas e se interessam pelo que temos de diferente, além de sempre reforçarem a admiração pela nossa disposição em aprender inglês.

e é aqui que eu queria chegar: eles vêem nosso empenho em aprender inglês da forma que eu considero mais adequada, como um diferencial. eles não acham que nós temos obrigação de saber (e bem) inglês, inclusive eles se desculpam por não saberem o nosso idioma. eles partem do pressuposto (correto, na minha opinião) de que é pura cortesia da nossa parte adotarmos o idioma deles nas nossas conversas enquanto eles estão aqui.

acredito que essa atitude de respeito pelos colegas de outros países que adotam o idioma deles como padrão é conseqüência da estratégia da empresa (incorporação), pois a "matriz" não comprou uma empresa aqui no brasil pra "dar um jeito nela"; a empresa já era lucrativa e tinha suas qualidades antes de ser comprada. a idéia é incorporar lucro e conhecimento e não colonizar os pobres brasileiros (ou indianos, ou chineses, ou...) e para isso o respeito é fundamental.

essa experiência tem reforçado ainda mais meu desgosto com os brasileiros que sofrem de baixa auto-estima e lambem a bunda (pra usar uma expressão norte-americana) dos americanos. estou falando dos que desprezam pessoas que não falam inglês e não se interessam pelo idioma porque acham que é "mandatório" falar inglês. ninguém é obrigado a falar inglês e tampouco falar muito bem. é aceito sem dramas por aqui que nem todo mundo fala inglês, e nos adaptamos a isso. as pessoas que têm dificuldades com o idioma não foram demitidas depois da aquisição da fábrica no brasil (que aconteceu há mais de 10 anos), foram criados mecanismos de convivência, já que o objetivo é aproveitar o melhor de cada profissional.

entendi, trabalhando aqui, que falar inglês é sim essencial para crescer profissionalmente, mas que também há lugares bons pra quem não quer ou não consegue dominar o idioma. descobri, de quebra, que os americanos (que muitos no brasil consideram a medida de todos os povos) nos respeitam e enxergam em nós as qualidades que aprendemos a ignorar.

eu gostaria que o reconhecimento e respeito estrangeiro por nós fosse um tapa na cara dos nossos conterrâneos complexados que se vêem como "exceções" numa nação de índios. a verdade, infelizmente, é que nossa auto-estima é tão baixa que ainda precisamos deles (quem quer que sejam) pra nos validar e tentar nos convencer que temos muitas qualidades e potencial apesar de também termos inúmeros problemas como nação.

será que sempre fomos (como povo) adolescentes precisando de aprovação ou nos tornamos assim? não sei se nossa auto-estima melhoraria se o país fosse melhor ou se o país só vai melhorar quando pararmos de achar que somos fracassados...

e vocês acharam que eu tinha respostas, é? :)

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a constante procura (e alguns encontros)

vocês já se depararam com pessoas que quanto mais você conhece pior lhe parecem? é estar apaixonado ao contrário: cada nova mania, gesto, gosto e opinião vão deixando a gente mais e mais desinteressado.

(há que ter cuidado pra não virar ódio, sentimento chato pra diabo de conviver)

tive um namorado na última era geológica que me veio com a seguinte teoria: você conhece alguém e a pessoa o interessa, inicia-se um relacionamento (de qualquer natureza); o reconhecimento mútuo de interesse (eu me interesso por você e você por mim) é o ponto alto do relacionamento e daí pra adiante é só ladeira abaixo, o relacionamento só piora. conclusão (dele): devemos cuidar para evitar os pequenos desmoronamentos, devemos estar sempre atentos.

sempre achei essa teoria horrorosa, mas tenho que conceder que há nela alguma coisa aproveitável. talvez esse seja mesmo o caminho inevitável de relacionamentos que começam forçados. por exemplo: mulher desesperada para encontrar uma paixão encontra homem louco para encontrar uma paixão. há boas chances dos dois em questão forçarem a barra pra que, de alguma forma, seus desejos sejam realizados. hoje é ela que ignora o fato dele usar sapato caramelo (cafonice máxima); amanhã ele finge que não viu que ela pinta as unhas do pé de vermelho (coisa que ele considera vulgar). e eles vão seguindo, engolindo os sapos e cedendo cada dia um pouco pra realizar aquele desejo inicial que eles inclusive já esqueceram qual era.

eu vivo passando por essas crises de "relacionamentos forçados" porque tenho mania de achar que "se meu amigo gosta de fulano eu também vou gostar". muito e sempre me engano, porque mesmo as pessoas mais queridas e boas gostam de e, pior dos azares, até se apaixonam por criaturas desprezíveis ou insuportáveis. minha extensa experiência tentando conviver com esse naipe de pessoas ensinou que é melhor perder o amigo que perder a paciência.

mas mundo é grande e cheio de gente (tinha que ter vantagem a superpopulação), e não raro encontro o melhor tipo de pessoa, aquele tipo que quanto mais a gente conhece mais se apaixona. mesmo os defeitos ou as pequenas coisas incômodas parecem mais engraçadas que chatas, e a gente gosta mais um tiquinho a cada dia. é um tipo de relacionamento atemporal, que podia ter começado ontem ou há 25 anos, não importa. é sempre um prazer ouvir uma história ou saber das novidades, compartilhar as dificuldades que todo mundo tem e quase todo mundo supera.

eu tenho sorte demais - casei com alguém que a cada dia e a cada novo ano me dá mais prazer de conviver. são bobagens, pequenas coisas que fazem do convívio, amizade e amor experiências únicas. também as coisas grandes como caráter, posicionamento diante da vida e dos outros seres humanos e atitudes fazem valer a pena dedicar amor e tempo a algumas pessoas.

talvez a coisa mais importante que aprendi nos últimos anos é que nosso tempo e amor são preciosíssimos e que devemos oferecê-los com todo cuidado do mundo. não é qualquer um que merece nosso amor e atenção. verdade seja dita, quem me ensinou essa lição foram os relacionamentos do primeiro tipo. depois de desperdiçar um tanto de mim mesma com eles, decidi ser mais seletiva e principalmente valorizar muito mais os que valem a pena.

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perfis internéticos ilustrados

vi no alexandre e adorei, perfis (com ilustração) de todos os tipos de figuras típicas que freqüentam fóruns, chats e, por que não?, blogs.

divirta-se e - como exercício de auto-ajuda :) - tente se identificar.

(não me identifiquei ainda com nenhum, mas não vi todos)

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eu sou uma anta...

... porque perdi a importantíssima comemoração do tapir day!

pessoas do mundo todo fazendo de tudo pra que nossas queridas antas sejam preservadas. o mundo globalizado é realmente muito esquisito (e muito divertido) :)

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