mais um nascimento acontece dia 25/janeiro!

queridos leitores, amigos, conhecidos e navegantes em geral, é com prazer que anuncio oficialmente que sou a feliz sócia de uma empresa linda, cheirosa, colorida e feliz, a ilha dodô!

foram 9 meses de projeto, de muito trabalho, pesquisa, dificuldade e aprendizado. a boa notícia é que tive excelente companhia nesse desafio: meus sócios fer (marido) e paula (cunhada) e os melhores parceiros que poderíamos escolher — denize e marcelo, weno e mawá e lunares.

aprendi que ser empresário não é fácil, e que produzir itens de qualidade realmente custa caro. sempre questionei preços de roupas aqui no brasil, e acabei aprendendo que realmente não é possível fazer produtos bons e muito baratos a não ser que se sonegue impostos ou importe de países que praticam políticas trabalhistas… duvidosas.

o nosso projeto nasceu quando o otto nasceu, pois não conseguíamos comprar roupas pra ele que fossem lindas e coloridas, com estampas originais, que achássemos UAU. tudo era pastel, ou cópia de roupas de adulto! pensamos que TINHA que ser possível fazer roupas bonitas, confortáveis e dentro do universo infantil sem ser tatibitate ou mini-adulto.

mas o pior, pra nós, foi a dicotomia de gênero em quase todas as marcas de roupa: para começar a comprar você precisa escolher! menino ou menina? nas lojas, essa é sempre a primeira pergunta que nos fazem. simplesmente não acreditamos em separação de roupa por gênero para crianças. a menos que seja vestido ou saia, peças que na nossa cultura são usadas por mulheres, não vemos razão para a separação por gênero, seja de cor ou estampa. queremos usar pink no nosso menino, qual é o problema? meninas têm que poder usar estampas de dinossauro e azul, sim, por que não?

pesquisamos bastante, e descobrimos que especialmente na europa do norte existem roupas assim, coloridas, criativas e sem imposição de gênero! nos identificamos muito com as propostas de design nórdico para crianças e resolvemos fazer nossa leitura dessa linha de produtos. sempre com muita cor, alegria e criatividade.

nos interessamos por ciência, tecnologia, história, biologia, ecologia. foi dentro deste universo que nasceu a marca, e nossa proposta de coleção. tudo que criamos e decidimos se pautou nestes assuntos, e sabemos que não somos os únicos a amar este universo. o dodô é uma paixão unânime de todos os envolvidos, e quando surgiu a ideia (do fer!) de batizar a marca com o nome dele, todos vibramos e embarcamos na proposta.

o dodô é lindo, e doce. o dodô se extinguiu por ser excessivamente dócil, por confiar nos seres humanos. e por ser gordinho e saboroso :) o dodô é uma lição, pra humanidade, e continua vivo na nossa memória. queremos que todos se lembrem dele, da lição, de ser gentil e proteger os mais fracos que nós.

nos fazemos constantemente a pergunta: é possível ser bem-sucedido e não causar sofrimento e destruição? é possível consumir recursos sem acabar com eles?

achamos que sim, esse é nosso caminho, desafio e proposta.

espero que vocês gostem da ilha dodô, dos produtos que criamos com muito carinho. por enquanto, só o blog está liberado para acesso, a loja e os produtos são surpresa :) fica o convite, de coração, pra que vocês apareçam por lá e DIVULGUEM :)

(clique para ver maior e COMPARTILHE! Link: http://www.zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/convite-web.jpg)

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porque o melhor jeito de mudar o mundo é mudando

vocês viram esse vídeo?

lindo. chorei, emocionada, porque é tão simples ser bom, ajudar alguém, com pequenos gestos. não é preciso doar milhões de dólares e nem ser necessariamente voluntário na áfrica (embora seja uma boa ajuda também!).

há muitos anos falo sobre isso aqui no blog, e fora dele (e o assunto me rendeu discussões acaloradas): considero mais importante os pequenos gestos, a influência local (micro influência) do que grandes ações corporativas e organizadas (macro influência).

é claro que não minimizo e nem desconsidero as grandes ações, elas são necessárias e importantes. mas de nada adianta fazer grandes ações, ser voluntário dos doutores da alegria e ali no seu dia a dia ser uma pessoa horrível ou ser indiferente.

praticar a gentileza, com conhecidos ou desconhecidos, é necessário, e muda não só a vida daquela pessoa naquele instante, mas você mesmo e o mundo todo. a cada pequena ação microscópica do bem estamos promovendo o bem maior, realizando nosso potencial de amor e ampliando isso para outro universo inteiro, o outro.

não consigo fazer isso todo dia, o tempo todo, é claro. sou humana, e me desanimo, erro. mas eu tento ser feliz, sorrir, abraçar o máximo de pessoas por dia, fazer alguém rir, evitar reclamar do que não tem solução, não descontar nos outros problemas que são meus.

pratique a gentileza, sorria mais, concentre-se no que é bom. seja feliz, faça os outros felizes, nem que seja por poucos segundos. o mundo inteiro vai mudar por causa das suas pequenas intervenções.

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o mundo não somos (só) nozes!

escrevi um pouco hoje no fabricando sobre alimentação de bebês e educação do paladar, e resolvi estender o assunto aqui.

a questão do desenvolvimento e refinamento do paladar e do quanto embotamos nossa percepção com alteradores de sabor é antiga pra mim. como expliquei lá no post que linquei, meu processo de descoberta começou aos 16 anos, e não parou mais. fiz uma desintoxicação de sal-açúcar-temperos e depois fui experimentando o que mais me agradava (e aprendi no processo a saborear os alimentos in natura).

vejam bem: não sou contra temperos, nem sal e nem açúcar. adoro todos os temperos, quase sem exceção, a questão é os temperos não devem ser a essência do prato, mas coadjuvantes. e isso não quer dizer que sejam menos importantes, mas que estão ali para realçar o principal, e não o inverso. é mais ou menos como uma sinfonia que tem lá seu instrumento principal, com todos os demais acompanhando. ora, fica desagradável se a peça é para violino solo e a trompa começa a gritar lá do fundão, perde-se a harmonia da peça!

também é assim na culinária — é preciso sabedoria e talento para usar temperos e acompanhamentos, tal que o ingrediente principal fique em evidência e seja exaltado pelo que é secundário. por isso que às vezes “enjoamos do tempero”, porque alguns cozinheiros só sabem temperar sempre do mesmo jeito, independente da característica do ingrediente. no brasil por exemplo é comum o uso excessivo de cebola e alho em absolutamente tudo. o que acontece é que não importa qual é o ingrediente principal, todos os pratos têm o mesmo gosto (cebola e alho refogados). em lugares específicos do brasil temos o mesmo problema com o coentro, cominho ou pimenta.

(aliás, esse é um motivo de desgosto meu com restaurantes vegetarianos — muitos deles não sabem explorar o sabor dos alimentos, e tudo fica com gosto de refogado de alho e cebola! eca!)

enfim, graças a essa minha percepção de que temperos são e devem ser secundários (sal e açúcar inclusos), procuro ser comedida no uso. e como é natural, quero que meu filho aprenda a apreciar os sabores dos alimentos e não só do tempero. uso tempero com MUITA moderação, e nunca uso sal e açúcar em casa na comida dele. ele come sal, açúcar  e temperos normalmente na rua, ou quando acaba comendo junto com a gente. não é proibido, afinal não é errado, mas evitamos, por crer que é importante que ele desenvolva seu paladar nesta fase sem muitos “aditivos” e aprenda a gostar dos alimentos como eles são.

mas graças a essa nossa convicção temos enfrentado dificuldades com a maioria das pessoas do nosso convívio (família, amigos, funcionários domésticos…) que não se conformam que não damos tempero pro menino, coitadinho! “pobrezinho, que comida RUIM e SEM GRAÇA!”.

é preciso muita paciência e respeito pela diferença (respeito que falta a todos que fazem este tipo de comentários, diga-se) para explicar nosso racional sem mandar às favas. e tentar fazer com as pessoas entendam o óbvio: paladar é individual, e é construído. nem tudo que você acha sem graça ou ruim também o é para o outro (ou é sem graça por definição).

tentamos, por caridade, adotar o método socrático às vezes: por que a comida dele é “sem graça” ou “ruim”? ou simplesmente explicamos que “é ruim porque você se acostumou a comer com tempero; pra ele, essa comida é boa e gostosa, ele aprendeu a gostar dos alimentos puros”.

e o que fica evidente nestes pequenos embates de ideias é o quanto as pessoas em geral não percebem que elas próprias, seus gostos e suas crenças não são a representação do ser universal. que não é legítimo e nem razoável julgar os demais por si mesmo, que cada indivíduo tem seu caminho, sua história, suas preferências. e que é perfeitamente possível fazer as coisas de uma forma diferente, ter gostos diversos, viver de outra forma.

minha mãe, por exemplo, que não gosta de quiabo com baba, cismou que o otto não queria comer num determinado dia porque “ele não gostou do quiabo” (projetando o desgosto dela para o menino). pois separei só quiabo pro menino comer, e ele comeu tudo. o que ele não queria — naquele dia! — era outra coisa que estava no prato. mas é incrível como as pessoas projetam suas experiências, seus gostos e desgostos nos outros, como se o mundo fosse pautado por elas mesmas.

um dos grandes aprendizados que tive e continuo tendo na vida é do quanto o mundo é diverso, e como as pessoas podem ser diferentes. e — mais importante ainda — como eu posso ser diferente, me reinventar e aprender a ver/fazer as coisas de outra forma.

talvez a melhor parte de ser pai/mãe é justamente a oportunidade de ver o mundo por outro ângulo, com olhinhos novos e cheios de curiosidade. aprender, através do aprendizado do outro, através do ensinamento. e nunca, jamais esquecer que sempre é possível mudar, tentar de outro jeito, renovar-se.

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retrospectiva 2011

eu sei que o blog anda abandonado, mas a verdade é que eu ando meio abandonada de mim mesma. entre bebê, casa, trabalho e projetos eu escorro pelo ralo e sumo.

mas foi tanta coisa esse ano, e coisas que ainda nem posso contar porque estragaria a surpresa de 2012 ;) que olha… ufa!

comecei este ano em licença maternidade, com um bebê de 4 meses dando MUITO trabalho. quem acompanha o fabricando sabe o quanto esse nosso bebê nos esgotou. não é à toa que apelidamos de belzebu-menino. só exorcista pra ajudar :)

em março voltei a trabalhar, depois de 8 meses fora, ainda mantendo a rotina de ordenha de leite pro menino mamar. 3 meses depois, mudei de área na empresa, e de escritório: saí de valinhos e fui pra jundiaí. como nossa casa é no meio do caminho, pelo menos nessa área nada mudou. mas o trabalho, a equipe, os clientes, o escritório, a rotina, tudo mudou. mil desafios, diferentes dos anteriores. tudo novo de novo pra conquistar.

o bebê cresceu, aprendeu a comer, dormir um pouco melhor, andar e balbuciar as primeiras palavras. descobri um novo tipo de amor e encantamento que realmente só existe de pai/mãe pra filho. tudo novo, de novo.

e o casamento? um desafio atrás do outro, pois junto com o bebê nasceram um pai e uma mãe, que se conheceram naquele momento, e ainda estão se conhecendo. vamos aprendendo no dia a dia como ser pais e mães e continuar sendo companheiros. o stress e cansaço aumentam, e dificultam tudo, mas o amor aumentou e agora é multiplicado por três. e nas horas de desespero, no meio da madrugada, ríamos histericamente. porque é rir ou chorar, e nossa escolha sempre foi muito clara.

e iniciamos um projeto, que em breve vocês vão conhecer, um empreendimento que era sonho e virou negócio. porque queremos gerenciar algo nosso, porque acreditamos que é possível produzir as coisas que achamos bonitas e legais. são 9 meses de projeto, de muito erro e acerto e sobretudo de muito aprendizado. aguardem notícias em janeiro :)

no meio do ano, adotamos uma cachorrona vira-lata linda, preta e mais doce que chocolate. ela foi abandonada, estava doente, mas foi tratada e o destino nos fez conhecê-la. nós, que estávamos cuidando da nossa pretinha nos últimos meses de vida, ganhamos uma outra preta peluda, cheia de amor e carinho pra dar. a mais doce das criaturas, que agora nos acompanha e aos poucos se tornará a amiga de infância do otto. batizamos nossa preta de nai, nome de uma personagem preta e linda de uma série que gosto muito.

nossa pretinha, o furão mais lindo e perfeito que já vimos, se foi em outubro, na madrugada do primeiro dia. seu coraçãozinho, fraco há meses, desistiu de bater e ela praticamente se apagou feito vela. dissemos nosso adeus à última dos nossos furões, e foi como dizer um adeus a todos eles. foi doce, mas doído. e lembramos de todos eles, juntando as coisinhas que guardamos nestes 8 anos de casamento, todos eles acompanhados de furões fazendo bagunça pela casa.

e o timing foi perfeito, pois estava impossível administrar o bebê engatinhando/andando e um furão. furões e bebês não combinam, e estávamos sofrendo com a separação dos nossos amores na casa. a pretinha se foi na hora certa, assim como veio. e temos fotos do otto com ela, pra que possamos contar histórias, pra que ele saiba que antes dele, furões reinavam na nossa casa. pois há um legado a carregar: de amor, diversão, curiosidade e carinho que queremos que ele leve consigo pra onde quer que vá.

pois que em 2011 aprendi a ser mãe, empresária, recomecei meu trabalho com equipe e metas totalmente novas, descobri de novo o que é ter cachorro em casa e disse adeus à era dos furões. a vida virou de ponta-cabeça, e continua virando, porque afinal é assim que sou, esse é meu caminho.

a família, e os amigos, foram fundamentais esse ano. descobri que tenho na família do fer também minha família, e me aproximei mais dos meus irmãos, perdoei meus pais por tantos desacertos. e seguimos tirando as pedras do caminho, já que escolhemos também caminhar nas trilhas, descobrindo. e se por um lado é mais difícil, por outro é também supreendente e belo, se soubermos observar as pequenas coisas.

sigo aprendendo e, sempre que possível, ensinando os que me cercam a ver o caminho das formigas, a teia de aranha, as nuvens. a rir do sorriso e pensar (não — SABER!) que sempre, sempre, há caminho, mesmo que não esteja visível. que às vezes cabe a nós observar e ver sinais sutis de direção. como gandalf, nas minas, para os nerds :)

2011 foi difícil. mas sempre é, nunca me deixo esquecer. 2012 será melhor, e provavelmente tão cheio de desafios quanto os anos anteriores, mas serão desafios novos, e da  minha parte garanto que meus olhos estarão limpos e cheios de vontade de ver o mundo.

feliz natal e um 2012 cheio de descobertas pra todos nós!

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furacão

a melhor definição da minha vida: pé de vento, furacão, tufão. é um vento que arrasta e tira fundações do lugar, mexe nas prateleiras, derruba louça e espalha arroz pra tudo que é canto, nos lugares mais escondidos e chatos de limpar.

1 ano e 3 meses de maternidade, e o clichê se confirma inegável. muda mesmo TUDO. se olhar de fora, com pouco cuidado, parece tudo o mesmo (menos a barriga, que nunca mais será a mesma, suponho), mas é tudo não-mesmo. a rotina, a comida, os programas, as vontades, aquela antes-tão-firme-e-certa-individualidade… changed and gone.

os dias e noites são preenchidos por duas presenças, a do bebê e da mãe dele (que por acaso coincide de ser… eu!). essas duas pessoas dominam minha vida, as horas e minutos, noites e dias. e a mim resta um olhar para o céu, as nuvens, o único espaço minimamente livre para sonhar.

e não é que essa outra e nova vida não faça parte do sonho, é claro que faz. é que antes, o que era sonho virou vida, e a vida de antes virou sonho de novo, se é que me entendem.

além de nascer pra uma nova vida, também trago novidades para 2012. novas ideias, desafios, planos para o futuro próximo. porque o mundo, acreditem, fica pequeno quando percebemos que podemos TANTO.

e eu posso.

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lançamento da cris lisbôa em sampa AMANHÃ, gente!

terça-feira, 13/dezembro em sampa, tem lançamento romance novo da cris saindo do forno, gente, com orelha do xico sá, olha que chique!

acho que vocês deviam ir, e dar um beijo nela. e comprar o livro, claro :)

duas pessoas são muitas coisas - cris lisbôa

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sobre a amizade e a maldade

semana passada uma grande amiga, a denize, foi alvo de um “flame“, gerado por um post do blog dela, esse aqui, no qual ela conta que foi agarrada por uma cigana no centro da cidade e deu um tapa pra se livrar. segundo algumas (com gênero, várias mulheres envolvidas no assunto), ela foi “preconceituosa e violenta”.

(a propósito, li de novo o post depois da polêmica, friamente, e minha interpretação é a mesma: ela se orgulha de se defender. fisicamente, da cigana invasiva, mas não somente. e é motivo de orgulho mesmo saber se defender e fazê-lo)

além de discordar da opinião das mulheres engajadas no assunto, fiz questão de defender minha amiga. não só porque ela é minha amiga (embora fosse motivo suficiente), mas principalmente porque acho que a leitura do texto foi equivocada. não, pior: foi DISTORCIDA. simplesmente não tem nada lá que seja preconceituoso ou violento. ponto final. dar um tapa em alguém pra se defender de invasão física não é violência. o que define violência física é o uso da força com o objetivo de ferir, deixando ou não marcas evidentes. ela simplesmente deu seu tapa com o objetivo de SE SOLTAR. e o fato dela ser cigana não muda nada o ocorrido, podia ter sido um rapaz afoito, um mendigo, uma vendedora enlouquecida.

fiquei indignada vendo minha amiga — pessoa de bom caráter, que ajuda todos ao seu redor sempre que pode, carinhosa e muitíssimo humana — sendo julgada por um bando de mulheres desconhecidas, do conforto de trás dos seus teclados. julgada, não: condenada mesmo. como as senhoras da verdade, criaram uma rede de fofocas em DM no twitter, e em nenhum momento citaram a acusada com @, típico das fofoquinhas de escola, feitas pelas costas.

demonstraram um comportamento asqueroso disfarçado de preocupação feminista e social. preconceito contra cigana? BULLSHIT, precisa ter QI de ostra pra acreditar isso. e que feminismo mal direcionado é esse? há 2 mulheres envolvidas na história, ambas foram agredidas em algum momento (a cigana agrediu antes de ser agredida de volta), por que só a segunda é julgada? por ser cigana ela tem direito a agarrar outra mulher na rua, com suas mãos e unhas sujas, e tudo bem? de novo, BULLSHIT. algumas (tentando criar PAUTA, né, jornalistas de botequim) vieram até com opinião sobre como esse “comportamento” afeta sua marca. porque além de ser uma mulher admirável, minha amiga é criativa e empreendedora. e sua marca é ela mesma. não se preocupem, moças, sua opinião torta não é universal. há várias de nós que conhecemos e admiramos a mulher por trás da marca, e não é sua opinião rasa que vai mudar isso.

não sei os motivos dessas senhoras em julgar e condenar minha amiga, mas duvido muito que sejam motivos nobres. porque se houvesse MESMO um motivo nobre por trás disso tudo, elas lembrariam que minha amiga é filha de pais separados, mulher, mãe, profissional liberal que ajuda a sustentar sua família, nordestina vivendo em são paulo. um clichê ambulante, que poderia perfeitamente estar do “outro lado” da análise. por que será que ela foi escolhida pra ser a vilã dessa história? porque é bem-sucedida, bonita, feliz e está aprendendo a se defender e ser confiante, talvez? mulheres confiantes e independentes que não se deixam agarrar na rua por NINGUÉM são escrotas, preconceituosas e violentas, é isso?

que discursinho mais MACHISTA, queridas!

daí minha conclusão: é maldade. daquelas mais legítimas, básicas, instintivas. e das mais perigosas, porque se travestem de discurso intelectualóide pra boi dormir. mas eu não caio mais nessa não, viu? primeiro porque fiz análise, e esse modelinho mental eu conheço muito bem, fui criada e pós-graduada nele, obrigada. eu quero é FUGIR dele.

e por isso me esforço pra não julgar, não condenar. porque nossas motivações são muitas vezes podres, e muito frequentemente desconhecidas pra nós mesmas. cada vez que quero criticar alguém, critico a mim mesma, e descubro coisas desagradáveis. mas é bom, pois melhoro, cresço.

essas mulheres perderam uma excelente oportunidade de pensarem sobre si mesmas. perderam a oportunidade de pensar sobre o que significa DEFENDER-SE enquanto mulher. seja da cigana, do chefe, do peão de obra na rua, do marido, do filho.

fizeram uma leitura equivocada, distorcida pela sua própria maldade e limitação.

azar o delas, amiga querida. seguimos aqui firmes, sendo pessoas melhores aprendendo com a maldade alheia. elas que se afoguem nas suas teorias rasinhas, se refestelem no prazer de julgar outra mulher. elas é que perdem.

**

e sobre a amizade? defendo meus amigos, sempre. não porque eles estão sempre certos (nem sempre estão), mas porque são boas pessoas, de bom caráter. não tenho amigos de caráter duvidoso, se houver dúvida, não é amigo. e pessoas de bom caráter podem errar, como todos nós, porque somos humanos. mas por serem essencialmente bons, merecem meu empenho em defendê-los, pelo menos de julgamentos precipitados.

se algum amigo meu errar, vai ouvir de mim que errou, me empenho em ser honesta. quem ama tem obrigação de ser honesto. mas procuro não julgar (e nem condenar), sempre que possível. erro também, e pago pelos meus erros. mas vou aprendendo, de mãos dadas com meus amigos queridos. aprenderemos juntos, com amor.

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por trás do biquíni

O que mais existe por trás do biquini?

o assunto dessa blogagem coletiva, capitaneada pela amiga de sempre lu freitas, sobre cuidado com aquilo que está por trás (e por dentro) dos biquínis: nossos coraçõezinhos.

e não, não se trata do coração-símbolo-romântico, mas aquele de verdade que bate e bombeia o sangue que nos faz estar aqui, firmes e (nem sempre tão) fortes. a saúde da mulher é assunto importante, e nunca é demais falar dele.

(abre parêntesis importante!)

volto ao assunto já já, mas aproveito o post pra reclamar das “campanhas” bobas que muitas mulheres adotam pra si no facebook, colocando mensagens cifradas que aparentemente deviam servir para ajudar (?) no combate ao câncer de mama ou à violência.

como, me expliquem, uma brincadeira sem graça e que não informa nem sensibiliza sobre NADA pode ser útil no combate a X (seja X o que você quiser)?

desculpem se pareço mal-humorada, colegas que aderiram às brincadeiras,  mas acho que saúde é coisa séria, e a melhor forma de ajudar é divulgar informação ao máximo de pessoas, ajudando quem não se cuida por falta de conhecimento.

ao invés de colocar mensagem de brincadeira no seu facebook, converse com sua vizinha, sua colega de trabalho e sua funcionária de casa sobre as doenças femininas, compartilhe o que você sabe. e se não sabe, aproveite e aprenda, né?

(fecha parêntesis)

pessoalmente, tenho preocupação com o assunto, porque minha avó paterna morreu de ataque do coração fulminante, minha mãe ficou hipertensa com a idade, e meu pai ficou diabético aos 50 anos. e depois que essas doenças se instalam… já era. é só cuidar. por isso a prevenção é essencial!

pior é que a gente demora a se dar conta que está ficando… velha. sem medo de assumir. a idade tem muitas vantagens, não me entendam mal, e eu não queria ser jovem novamente, mas quanto mais a idade avança, maiores devem ser os cuidados. prevenir, diz o ditado, é bem melhor que remediar.

estou copiando e colando as informações do post do blog #luluzinhacamp com algumas pequenas intervenções, na esperança que alguma das leitoras aqui desse blog (eu mesma inclusa :D ) faça alguma coisa por si mesma, pelo seu coração e saúde, hoje. vejam:

Os dados:

  • No mundo, as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortes entre as mulheres: 8 milhões todo ano. Mais que o câncer de mama!
  • O infarto mata mais mulheres que homens.
  • Entre as brasileiras, 1 em cada 5 mulheres corre risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
  • Os sintomas são diferentes nas mulheres. À beira de um infarto, sentimos náusea, fraqueza, dores gástricas e falta de ar – sintomas que podem ser confundidos com outras doenças.

Prevenção e tratamento:

  • Histórico familiar – quem tem cardíacos na família tem mais chances
  • Depois do 40, visite o cardiologista.
  • No climatério e após a menopausa é hora de redobrar os cuidados. Nossos hormônios nos protegem, porque deixam os vasos mais flexíveis e saudáveis. Quando eles saem de cena, a coisa complica.
  • Pouco sal e açúcar – cuidado com os industrializados e pouco refrigerante.
  • Dieta balanceada.
  • Exercício físico: 30 minutos de atividade moderada todo dia resolve a questão.
  • Não fumar!
  • Olho vivo no peso (tem que estar com IMC bacana) e circunferência abdominal

OU SEJA: dieta e exercício JÁ pra mim, gente!

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um bolo feliz

eu gosto de cozinhar, todo mundo sabe, mas o aniversário do meu filho trouxe todo um novo significado para a atividade de prepar comida. a gente sempre quer agradar, fazer feliz e colocar carinho ali na comidinha que prepara para os amigos, os amores, a família, né? mas filho, gente, é todo um outro amor novo, um amor que não existia antes e é tão bonito, tão intenso! é o amor-cuidado-proteção, tudo misturado e forte que ele só.

pois que se pra mim preparar comida sempre foi importante, quando se trata do otto, afe. por isso mesmo sequer passou pela minha cabeça comprar o bolo do aniversário de 1 ano do menino. euzinha tinha que prepará-lo, e tinha que ser algo diferente, que eu nunca tivesse feito. afinal, essa experiência toda é nova e muito bonita :)

já tinha me apaixonado pelo visual desse bolo há muito tempo, e foi a escolha perfeita pra festa de 1 ano do meu menino: o tal de bolo arco-íris é um charme!

confesso que o uso de corante me incomoda um pouco, mas esqueci dele quando vi o resultado lindo de morrer. é incrível, gente, apaixonante.

a receita original está ali no link, mas vou publicar aqui a minha versão, com pequenos ajustes. vale a pena demais, o resultado é gostoso e lindo.

bolo arco-íris

OBS 1: fiz 2 receitas, dividindo cada uma em 3 partes, para ter as 6 cores. segue abaixo a quantidade e instruções para UMA receita, fique atento)

OBS 2: comprei corante em gel azul royal, verde limão, vermelho, laranja, roxo e amarelo. misturei um pouco de azul ao verde, que ficou muito próximo do amarelo. você pode confiar na cor que fica a massa, depois de assada fica bem parecido.

ingredientes da massa:

- 2 ovos separados (usei orgânicos)

- 3 colheres cheias de manteiga em temperatura ambiente + um pouco para untar as formas

- 1,5 xícara de açúcar (usei cristal orgânico, quando bate não fica tão homogêneo, mas funcionou)

- 2 xícaras de leite

- 3 xícaras de farinha de trigo + um pouco para enfarinhar as formas

- 1 colher de sopa de fermento em pó

- essência de baunilha (1 colher de café)

 

utensílios:

- 3 formas de bolo iguais (eu usei redondas médias)

- forno grande para assar 3 bolos ao mesmo tempo

- 3 vasilhas do mesmo tamanho para separar a massa

- batedeira eu acho importante, embora seja possível fazer sem, claro

- colheres pra misturar o gel na massa, concha para separar a massa em 3

- apoio para bolo para empilhar os bolos + recheio depois de assados

 

modo de fazer:

unte e enfarinhe as formas generosamente (quanto melhor untada e enfarinhada, mais fácil de desenformar), deixe separadas e prontas. arrume as 3 vasilhas, os géis, as colheres, a concha, deixe tudo pronto pra usar, pois a massa é colorida após já ter colocado as claras em neve e o fermento, é importante ser rápido nesse processo da separação-cor-forma-forno.

bata as claras em neve bem durinha e reserve. bata as gemas, manteiga e o açúcar até espumar e aumentar de volume (na batedeira dá uns 5min na velocidade alta). adicione o leite e farinha (alternados) na mistura de ovos/manteiga/açúcar, até ficar bem homogêneo. adicione a essência de baunilha, por último o fermento.

misture à mão as claras em neve, incorporando (não bata mais, seja gentil na mistura), até que a massa esteja novamente uniforme.

separe a massa nas 3 vasilhas, com uma concha (eu fui colocando 1 concha de massa em cada vasilha, até acabar, e ditribuí os restinhos da forma mais uniforme possível). coloque um pouquinho (mesmo, tipo 1/4 de colher de café) e misture, pra ver a cor. misture com gentileza, lembrando que a massa já tem fermento e claras, bater demais faz com que a massa fique mais pesada. coloque mais gel aos poucos, até chegar na cor desejada.

despeje a massa colorida em cada forma (e é pouca massa mesmo, basicamente cobre o fundo), espalhe a massa até os cantos virando a forma se necessário.

coloque as 3 formas juntas no forno, e só ligue quando for mesmo assar (não pré-aqueça o forno), em forno médio/baixo. no meu forno demorou 25min pra assar, mas basta usar o truque do palito (espete um palito de madeira na massa, se sair seco, sem pedaço grudado, é porque está bom).

tire os bolos do forno e deixe esfriar antes de tentar desenformar. isso é importante! minha mãe, que é a ansiedade em pessoa, quebrou um dos bolos porque quis desenformar antes. quase tivemos uma crise em família por conta disso, o marido que salvou minha mãe (e o dia) porque conseguiu remontar o bolo.

para desenformar: escolha o local ANTES, chacoalhe um pouco a forma, deslizando para os lados (dá pra ver se o bolo já soltou), coloque a mão abertona sobre o bolo (ainda virado pra cima), e vire com cuidado, com a mão em cima do local em que o bolo vai ficar (o bolo deve ficar na sua mão quando você virar, e ele é firme o suficiente pra dar pra segurar sem quebrar, se estiver frio).

caso fique com medo de fazer assim, ache um prato ou tábua de cortar que caiba (e sobre) em cima da forma, e vire em cima dele antes de tranferir para o local final.

 (faça esse mesmo procedimento 2x, para 6 camadas de bolo)

 

recheio e cobertura de limão

a receita original do link sugere vários recheios/coberturas, mas eu acho que o chocolate tira um pouco da cor do bolo, pesa demais. por isso escolhi fazer de limão e leite condensado, simplesmente.

na minha opinião o limão/leite condensado combinam melhor com bolo simples, mas confesso que se fosse fazer de novo usaria chantilly pra cobrir (não pelo sabor, mas pelo efeito e facilidade). esse recheio de limão que fiz é delicioso, mas é peguento e gruda no bolo. ele não é dos mais fáceis de dar acabamento, então tenha isso em mente quando fizer.

outra coisa: fiz parte da receita com leite moça e parte com outra marca que nem lembro, mas não dá pra comparar. leite moça realmente fica diferente, a consistência fica muito melhor, mais firme. a nestlé não me paga nada (e sou inclusive resistente em comprar coisas deles), mas dou a mão à palmatória, o produto deles é melhor.

 

ingredientes:

3 limões taiti (verdes)

1 limão siciliano (usei as raspinhas dele também)

3 latas de leite condensado moça

 

utensílios:

- colher pra misturar e rechear

- vasilha grande pra misturar

- ralador pras raspinhas

 

modo de fazer:

retire a raspinha do limão siciliano, junte ao suco de todos os limões (coado), junte ao leite condensado e misture bem. reserve um pouco, ele fica um creme bem consistente. você pode ajustar o creme ao seu gosto, colocando mais limão ou mais leite condensado, essa mistura que eu faço e gosto é bem azedinha.

 

montando o bolo

 

na bandeja que escolheu para servir o bolo, coloque o primeiro bolo, e em cima uma boa quantidade de recheio (coloque no meio e espalhe com a colher para as laterais, até perto da borda). cuidado pra não exagerar e escorrer pelos lados…

repita tudo até o sexto bolo, ajeitando uma camada em cima da outra com bastante calma. e depois cubra com paciência, usando o restante do recheio, porque ele é grudento e se você esfregar demais recheio/bolo, começa a esfarelar, e isso não é bom.

o resultado foi esse aqui:

bolo arco-íris do otto

 

o pedaço

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1 mês, dia 31: um livro que é difícil mas você ama assim mesmo

pois que o mês pode ter 31 dias, não, tina? :)

decidi incluir esse dia além do combinado porque não tinha como não mencionar um dos meus livros favoritos da vida, tão lindo, sagarana. o livro é formado por contos, ou antes histórias que de alguma forma se entrelaçam, sempre cheio de invenções de palavras e formas de expressão tão típicas de guimarães rosa, um autor que admiro e aprecio muito.

gosto de como ele inventa palavras, a partir de outras ou de sons, gosto de parecer tão coloquial e ao mesmo tempo tão complexo. e as idéias e frases se desenrolam loucamente, conduzindo a gente como se fosse correnteza. acho que é a única forma que consigo explicar!

e ouso dizer que esse livro (e o autor de forma geral) influenciou minha prosa e meu modo de formular idéias e histórias. vira e mexe encontro algo nos meus textos (e principalmente na minha forma de contar histórias pessoalmente, ao vivo) que tem um quêzinho dele, desse jeito de dizer coisas como se fosse parte de uma canção. quero crer que meus textos — e minha fala — são musicais. é assim que eu penso, e ouço, e gosto.

mas são difíceis, os textos dele. as leituras dele, pelo menos pra mim, são intensas e demandam bastante atenção. outro problema que encontro nos livros dele é o desafio de decidir quando parar: é difícil achar o vou chamar de “pontos de retomada”. costumo ler à noite, e não muitas páginas de uma só vez, ultimamente. encontrar aquele local bom de parar pra poder retomar depois, no outro dia, é bem difícil nos livros dele. talvez seja uma dificuldade só minha, mas acho a pontuação difícil, e os períodos longos. dá trabalho retomar :)

não podia deixar de citar o livro, e o autor, então aqui está meu último dia :)

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