quebra-cabeça

Janeiro 29, 2018 Leave a comment

Detesto me ver em fotos e vídeos, raríssimas exceções. Só nas poucas vezes na vida em que estive mais magra é que achei que tava OK em fotos e vídeos. Sempre me acho gorda, velha, com papo, cabelo esquisito, pele péssima.

 

(Quando me vejo no espelho é igual; pior até. Mas me vejo pouco. Minha casa não tem muitos espelhos e aprendi a não olhar muito pra eles, ficou meio automático)

 

Ontem fiquei pensando — se não existissem fotos e/ou vídeos, espelhos pra tudo que é lado, como seria a relação com nosso corpo, nossa aparência? Totalmente diferente, eu acho. Nos importaríamos menos com isso.

 

Gostaria de migrar o espaço que criei no meu blog pra um canal, mas não quero fazer vídeos. Eu ficaria a maior parte do tempo preocupada com minha aparência. Não ser padrão é um peso — a gente se sente na obrigação de mudar, de se adequar.

 

Quem sabe faço podcasts? Um canal só de áudio? Algo que me permita esquecer minha aparência e gastar minha energia com outras coisas (escrever é bom por isso; foda-se nossa aparência. Aparece nossa essência)

 

**

 

Pensei mais uma coisa aqui com meus botões: quando se trata de estar magra, ou ter pele bonita, ou algo que possa ser “consertado”, a gente pode se sacrificar e se adequar. Dieta, exercício, plástica, maquiagem.

 

E quando tivermos deficiência?

 

E quando envelhecermos?

 

Por que temos que passar a vida tentando nos adequar ao invés de aceitarmos com tranquilidade quem somos naquele momento?

 

**

 

Por isso me obrigo há alguns anos a confrontar minha própria imagem, mesmo que não me aceite completamente. Meu corpo é um veículo. Ele me permite fazer quase tudo que eu quero (dançar hip hop eu preciso testar; escalar não sei se rola…), ele me serve, é saudável.

 

E se não amo minha aparência toda, em fotos e vídeos, tento amar partes, pedaços, me corto em quebra-cabeça, e monto pouco a pouco.

 

46 estão chegando. Hei de estar inteira quando a velhice chegar.

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o que eu daria

Janeiro 18, 2018 Leave a comment

Estava de biquíni na piscina, digo pro Fer, de impulso:

 

— “ai, eu dava um rim pra perder essa barriga!”

 

Ele riu. Eu alguns segundos depois:

 

— “ih, não dava não! Hahahhaha! Acho que eu dava é muito pouco pra perder essa barriga…”

 

Apertei ela (a barriga) bem muito e carinhosamente, e fui nadar.

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Farinha Láctea: Sabe crack? Então…

Janeiro 15, 2018 Leave a comment

Gente de deus, deixa eu contar uma coisa: há uns 20 anos (sem exagero) comi Farinha Láctea pela última vez. Na minha memória afetiva era uma coisa maravilhosamente gostosa, diabólica, um manjar dos deuses. Mas, é da Nestlé (sou contra), e sempre associei com “comida que engorda”. Além de ser caro pra caramba. Então nunca comprei pra minha casa, nem lembro onde comi.

 

Mas aí o demônio me tentou na última vez que fui pro supermercado e mandei um fodace, comprei.

 

Imaginei que ia ser uma decepção, como quase sempre é quando a gente confronta a memória afetiva com a realidade. Aí eu abri a lata…

 

O cheiro. Não sei o que é aquilo, mas já mexeu com todas as lombrigas, que começaram a gritar AHHHHHHHHHH!!!!! — coloquei aquele pó dourado maravilhoso no potinho é um pouco de leite, pra fazer um mingauzinho.

 

Gente.

GENTE.

GE-N-TE!

 

É o Nirvana da comida de sentir culpa, deslizar na montanha russa da memória de criança, nadar na piscina do açúcar como fonte de prazer.

 

Precisou de mais leite, porque virou um cimento depois de uns segundos, mas é a argamassa do coração que mora no meu estômago e comi com um prazer que juro que não me lembro da última vez de sentir comendo nada.

 

Não sei como viver com aquela lata fechada lá na despensa.

 

**

 

Fer chega em casa e conto a experiência, de forma mais resumida.

 

Eu vi o ceticismo no olhar dele, quando meio tirando sarro ele foi lá pra se confrontar com a memória afetiva dele.

 

Preparou a papinha de Azazel e provou. Escutei de longe:

 

AHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

 

Conclusão: ele quer vender o carro pra comprar latas e latas de Farinha Láctea.

 

**

 

Não comprem. Não provem. Digam não às drogas, especialmente as lícitas.

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perigos há por toda parte

Janeiro 15, 2018 Leave a comment

Meu pai tornou-se diabético aos 50 anos. Curiosamente, pouco depois de perder a mãe.

Diabetes é doença, e mata. Requer medicação, em alguns casos (nos últimos meses ele precisou, mas já chego lá), mas muito mais que isso: requer mudança e dedicação.

Ao ser diagnosticado, ele foi orientado a cuidar de si mesmo com atenção: comer melhor, fazer exercício, não fumar, cuidar dos pés e das mãos, etc. etc. etc.

Ele ignorou tudo isso e tocou a vida. Até que teve um acidente, machucou o pé e quase perdeu o pé. Mas quase MESMO. Ele teve sorte, e passou semanas com dor, com medo, em médicos e hospitais e tomando uma tonelada de remédios.

A doença é real, não é frescura nem bobagem. Mas ela se agrava e o risco aumenta MUITO quando não há dedicação em mantê-la sob controle.

E sabe o que é bem parecido com essa doença? A depressão.  A pessoa não sabe que tem, até estar mal e (com sorte) ser diagnosticada e medicada. Algumas pessoas precisam tomar medicação pro resto da vida (como alguns diabéticos). Se não tomar, o risco aumenta.

E como a diabetes, requer cuidados de manutenção: comer bem, dormir bem. Exercitar-se. Terapia, se for possível. Meditação, que já se mostra super eficiente pra ansiedade e depressão. E muito, muito importante: cultivar ATIVAMENTE uma forma de enxergar o lado bom e bonito da vida e das pessoas. O mundo muda quando a gente muda, isso é real, não é papo de autoajuda. Uma amiga que fez terapia cognitivo comportamental me contou que a terapeuta deu pra ela a tarefa de anotar num caderno cada coisa (não importa quão pequena) de boa que tinha acontecido no dia. E ler antes de dormir. Ela ficou encantada com a mudança — ela aconteceu, claro.

Então você, amigo ou amiga que sabe que tem essa doença (qualquer uma das duas, aliás), não deixe chegar no ponto que meu pai chegou e que vejo tanta gente chegando também. CUIDE-SE. Admita que tem uma doença e cuide dela, cuide de você. Se você não cuidar, vai dar merda, é inevitável.

Há mil coisas que se pode fazer pra ter uma vida melhor. Se precisar se medicar pra melhorar, medique-se. Mas não deposite todas as suas fichas no remédio, há mais coisas que podem ajudar. Não perca essa oportunidade.

A vida é bonita, como disse pro meu pai. Não perca a oportunidade de ver seu neto adulto, eu disse pra ele.

E digo pra você também: cuide-se bem.

**

Faço um update aqui pra não parecer que sou insensível:

Qualquer um de nós, sabendo que meu pai é diabético, acharia ele no mínimo descuidado se o visse comendo macarrão em todas as refeições, fumando 3 maços por dia e comendo açúcar normalmente, certo?

É o que sinto quando vejo pessoas com depressão que abandonam medicação, são desorganizadas e reclamam de tudo sistematicamente.

A descoberta de uma doença precisa nos levar à mudança, ou só vamos piorar. Não adianta continuar vivendo como sempre (definição de loucura e tals, lembram?).

De novo: cuidem-se. Nossa vida é preciosa, e tem gente que ama vocês e quer vocês por aqui nessa vida maluca.

Categories: elucubrações

sobre feministos e manifestos vários

Janeiro 11, 2018 Leave a comment

Vamos começar falando sobre o quão falacioso é dizer que acabar com o assédio e a importunação de mulheres nas ruas e nos ambientes de trabalho é equivalente a acabar com a sedução e a paquera? Seres humanos são gregários e altamente disponíveis para o sexo, inclusive foi isso que nos transformou na maior praga do planeta. É da nossa natureza interagir, socializar, seduzir, e trepar. Se a preocupação fosse mesmo com o risco de exagero na censura e no puritanismo, deviam estar criticando as religiões e seus dogmas moralistas, e não o feminismo.

 

Mas tergiverso.

 

Pra ajudar a mostrar o quanto essa comparação e a “preocupação” são absurdas, dou alguns exemplos de cada caso, só pra ajudar no argumento. Exemplos reais, acontecidos comigo, não são hipérboles.

 

CASO A:

No ambiente de trabalho, enquanto estou sentada programando, um homem 20 anos mais velho que eu, um diretor, meu cliente (ele paga meu contrato), para atrás de mim e acaricia meus ombros enquanto fala comigo. Comenta sobre minha cintura, que é muito bonita. Todas as oportunidades em que me encontra ele me toca ou comenta sobre meu corpo. Tenho 22 anos e não tenho coragem de dizer que não quero ser tocada por ele, e que os comentários sobre meu corpo me deixam desconfortável. É meu 1º emprego, e ele é O CLIENTE.

 

CASO B:

Tenho 12 (doze) anos, estou andando na rua de short, na praia. Dois homens adultos parados na rua gritam enquanto eu passo: “VOU ARROMBAR ESSA BUCETINHA! OLHA PRA MIM, PRINCESA!” – “SE EU METER A LÍNGUA AÍ VOCÊ GOZA, QUER VER???”. Eu mando tomar no cu porque minha mãe me ensinou a não baixar a cabeça pra macho, mas morta de medo. Os dois mudam o rumo da prosa, gritando coisas do tipo “CALA A BOCA, SUA PUTINHA, SENÃO APANHA!”. Ando mais rápido, com uma mistura de raiva e medo.

 

CASO C:

Tenho 18 anos e um rapaz que eu não conheço me aborda no restaurante, e se apresenta. Diz seu nome, onde estuda, me pergunta onde estudo e se podemos bater papo. Eu digo que sim, e começamos uma amizade, que eventualmente leva a um relacionamento mais íntimo, embora nada “sério”. (e já aconteceu basicamente a mesma coisa, que algumas poucas vezes levou a sexo na mesma noite, algumas várias outras vezes não levou a nada)

 

CASO D:

Tenho 30 e muitos anos, e o segurança da instalação onde eu trabalho tem que olhar meu carro todos os dias antes que eu saia (procedimento padrão de segurança). Ao fazer isso e me liberar ele diz “boa noite, moça do sorriso mais bonito dessa planta!”.

 

Acho que a enorme maioria de nós concordaria que nenhuma mulher devia passar pelos casos A e B, e que os casos C e D são OK, não? (deixem opinião nos comentários)

 

Não consigo conceber alguém negar que A e B tratam-se de abuso de poder, de violência psicológica. Só sendo muito sem noção pra achar que as abordagens feitas pelos homens nestes 2 casos têm alguma intenção positiva. Apelando, não dá pra imaginar nem o mais machista dos homens que conheço achando OK suas irmãs, mães, filhas passando por isso. Só se for alguém do século passado, ou de alguma cultura altamente misógina, que poderia argumentar que estes casos só aconteceram porque lugar de mulher não é trabalhando nem andando na rua de short.

 

Já os casos C e D, imagino que a maioria também vai concordar que se tratam de tentativas de aproximação razoáveis. Talvez a D seja simplesmente simpatia, ou gentileza, e “se colar, colou”. De qualquer forma, ambas não ofensivas, não agressivas, não invasivas. (se a moça for lésbica, no entanto, o C e D podem também se tornar o B, dependendo da resposta dela…)

 

Será que alguém discorda que os casos A e B têm naturezas muito diferentes de C e D? Nenhum daqueles homens lá de A e B tinha interesse real em mim, em me conhecer, ter algum tipo de relacionamento que fosse saudável PRA MIM. O caso A, especialmente, posso afirmar que era exercício de poder puro. Ele fazia o mesmo com todas as mulheres em todas as oportunidades, e não queria uma namorada ou uma amante (ele já tinha as 2 coisas). Ele queria exercer seu poder de macho alfa. Sobre o caso B acho que não preciso nem comentar.

 

Dito isso tudo, vocês não acham razoável e bom que os casos A e B não aconteçam tipo NUNCA? Que nenhuma menina ou mulher tenha que passar por isso?

(Claro que vocês acham. Precisa ser um IMBECIL COMPLETO pra achar que não)

 

Já posso escutar daqui a seguinte ladainha – “ain, mas vocês feministas RADICAIS querem proibir TUDO, inclusive C e D! Se fosse só A e B, tudo bem…”

 

Colega, senta aí, escuta a tia, que é mulher há 45-quase-46-anos-socorro, que te conto como é ser uma mulher que frequenta o espaço público e ganha seu próprio dinheiro ralando por contra própria:

90% (*) das interações não solicitadas com homens hétero são do tipo A e B.

10% (*) das interações não solicitadas com homens hétero são do tipo C e D.

(*) dados extraídos diretamente do DATAZEL. Aceito dados outros para balanceamento dessa média. De mulheres, claro porque – ADIVINHA! – homens não sabem o que é isso.

 

Vocês acham mesmo que se fôssemos elogiadas e tratadas com muito respeito na enorme maioria das interações não solicitadas com homens hétero, estaríamos reclamando? Temos mais o que fazer. Trabalhar mais pra ganhar 30% a menos, por exemplo.

 

Mas ‘pera, acho que ouvi mais uma coisinha – “Ihhh… essa sua experiência aí é coisa de mulher feia! Vê se se arruma, baranga! HueHueHue!”. Pode substituir “feia” por “pudica”, e “se arruma” por “vai dar”. Batuquemos, e sigo.

 

Querer se livrar desses 90% de interações medonhas, assustadoras, irritantes e ECAQUENOJO! não tem nada a ver com odiar homens, nem não gostar de sedução, cortejo ou sexo, nem querer censurar nada. Aliás, esses pontos aqui não tem NENHUMA correlação com o assunto.

 

As pessoas confundem alhos e bugalhos. Especialmente as pessoas que dividi em 4 grupos só porque eu gosto de itens (categorizar me acalma, me deixa):

– Mulheres que vivem na bolha quentinha do privilégio de não ser constantemente invadidas e/ou assediadas na vida, gostam muito dela e defendem até a morte. Tenho inveja.

– Mulheres que normalizaram essa situação de invasão e agressão constantes. É um mecanismo de sobrevivência, entendo e sinto muito por elas. Talvez seja possível dialogar, vale tentar.

– Homens horríveis, que simplesmente não conseguem diferenciar violência de cortejo (infelizmente é comum também; basta crescer assistindo filme pornô e fica fácil acreditar que mulher gosta de apanhar e ser humilhada, e que NÃO = SIM). Tipo aquele meu ex-amigo que dizia que “mulher, se não tivesse buceta, eu nem bom dia falava” ou seu tio que diz que “ele não sabe porque bateu mas ela sabe porque apanhou”. Fuja deles, não tem diálogo que resolva.

– Homens que não são horríveis, vários são até muito legais e do bem, mas que não têm ideia do que é ser mulher nessa vida, e não sabem do que estão falando. Ajudariam mais ouvindo as mulheres e tentando tornar os amigos homens deles menos idiotas, mas preferem nos encher o saco.

 

Pessoas, ó: o que queremos não é proteção, nem ser tratadas como pobres vítimas, nem deixar de praticar sexo (Gostamos. Juro.), nem tampouco cercear o direito de ir / vir / passar vergonha de nenhum homem hétero, não.

 

O que queremos é:

(PAUSA DRAMÁTICA)

 

Educação.

Respeito.

Ser tratadas como um ser humano que tem direitos.

Trepar só quando quisermos, e com quem quisermos.

Dizer NÃO e sermos ouvidas. Na hora.

Sermos levadas a sérios, e vistas como algo além de tetas, bunda e uma buceta.

 

Não acho que seja pedir demais, hein?

 

Beijo da tia.

Categories: feminismo

concurso de beleza e talento

Janeiro 3, 2018 Leave a comment

[dez-2016]

(Você que não gosta de ouvir sobre sonhos alheios, pule este post :))

 

Faz um tempo que não sonho assim, vividamente, mas essa noite o sonho foi legal demais pra não registrar.

 

Eu fui convocada para participar de um concurso de beleza e talento, era como uma responsabilidade que eu tinha, um compromisso que não podia recusar (como se fosse coisa de trabalho). No sonho eu era eu — not beauty pageant material at all. Quarentona, gorducha, pele ruinzinha, eu mesma. Que diabos eu vou fazer num concurso de beleza?!

 

Aí descubro que minha “concorrente” é Lea Michele. E é também concurso de talentos, certo? Vamos cantar, concorrendo 😀

 

Pois não só eu topo, tranquilona, como escolho um vestidão dourado antigo, decotado nas costas, salto altíssimo. Os peitos dão um trabalho insano pra caber no vestido (lembro de ficar na frente do espelho ajeitando!), mas cabem, e eu me acho linda. E sou feminista até no sonho — pensei “que merda, eu teria medo de andar vestida assim na rua”.

 

Cheguei sozinha no estúdio, seja lá onde fosse, pro concurso, já montada. O esquema da Lea era Hollywood, e eu sozinha esperando a hora de entrar. Sozinha não — nada menos que o Brad Pitt, que aparentemente era meu amigo íntimo ficou conversando comigo sobre a vida, enquanto esperávamos. E eu o consolei, ele estava meio chateado. Dei um abraço nele daqueles de amigo, tipo “tudo vai ficar bem”.

 

E então me dei conta que precisava de uma música! E assim, de bate-pronto, decidi cantar “All I ask of you”. Porque eu gosto, porque combina com concurso e porque eu queria dedicar a música à Lea, que obviamente era a melhor de nós duas.

 

Eu ouvi todos comentando o quando ela havia ensaiado, e como era perfeccionista. E eu ia improvisar. Mais velha, mais feia, menos talentosa e menos preparada. E completamente relaxada, tranquila e feliz por cantar uma canção que eu gosto pra ela, que admiro. Sozinha, sem stress, me sentindo bonita e feliz.

 

O sonho acabou, não vi as apresentações e nem o final. Mas não importa, né, gente?

 

Obviamente EU GANHEI! <3

Categories: feminismo, mulherzice Tags:

meus votos pra 2018

Janeiro 3, 2018 Leave a comment

Não gosto de resoluções de ano novo, de promessas, de planos de um ano pro outro.

 

Gosto de planos pra HOJE. Pra daqui a pouco. E gosto mais ainda, tipo MUITO de mudanças de planos. Porque a coisa mais importante que aprendi nesses 45 anos é que absolutamente tudo que eu planejo sai (muito ou pouco) diferente do que eu imaginei.

 

Então meu maior desejo pra 2018 e pra vocês todos é que criemos menos expectativas, aprendamos a lidar com mudanças de curso e que saibamos reconhecer nossas pequenas vitórias.

 

Cada um de nós tem muito pra agradecer a cada dia, muito a se orgulhar e umas coisinhas pra aprender com os erros que são inevitáveis.

 

Sejamos mais gentis e flexíveis, conosco e com os outros.

 

Hoje; não deixa pra amanhã nem pro ano que vem, tá?

 

😘❤️

Categories: dicas, múltiplos

preferências

Janeiro 3, 2018 Leave a comment

Ontem teve faxina, e lavagem de roupa, além de separar o que não preciso ou não quero mais.

 

Hoje passei pilhas de roupas, e me diverti muito conversando com o Fernando sobre essa atividade, porque é uma excelente forma de ver como cada pessoa percebe é vivencia as coisas de jeitos diferentes.

 

Eu: “amo passar roupa. É super legal pegar a roupa toda amarrotada e ela ficar lisa!”

 

Fer: “odeio passar roupa. Nunca fica igualzinho, perfeito.”

 

😂

 

Eu passo roupa bem mais ou menos, não me preocupo de ficar certinho. Dando uma esticada geral pra dobrar eu fico mega feliz e me sentindo realizada. Fica torto, canto amassado, mas nem ligo. Gosto do processo.

 

Ele quer fazer tudo direito, com detalhe, certinho. Prefere lavar a louça, que aí dá pra admirar a perfeição da limpeza do detergente + água muito quente. Gosta do resultado.

 

Cada um do seu jeito, e a casa fica limpa e organizada 😀

Categories: Uncategorized

reduzir, reusar e reciclar

Janeiro 3, 2018 Leave a comment

Sei que compostagem não é viável pra muita gente, já que precisa de terra e algum espaço (além de minhocas :)) mas olha: que coisa impressionante é observar os volumes de lixo reciclável, compostável e o resto.

 

O reciclável é de longe o mais volumoso, e me dói ver a quantidade de plástico e papel que usamos e jogamos fora por mero capricho. Se por um lado a embalagem do leite (ou suco) é prática, e difícil de não usar, por que precisamos de tanto plástico e papel embalando comida e produtos? Certeza que dá pra minimizar isso, precisamos de embalagens mais inteligentes.

 

Aí vem o compostável (restos de todas as frutas, legumes, verduras e grãos crus), que é menos volumoso que o reciclável mas bem maior do que eu imaginava. É mais ou menos o dobro que o lixo que realmente jogo no lixo!

 

O processo de compostagem demora mais do que eu imaginava, mas como está lá no canto do meu quintal, não me incomoda (e nem cheira ou atrai bichos estranhos, a propósito).

 

A menos que você ache formigas e mosquitos em geral estranhos 🙂 mas esses fazem parte do nosso dia a dia, junto com besouros, baratas do mato, borboletas e mariposas, aranhas…

 

Se tiverem oportunidade de fazer compostagem, recomendo. Junto com a reciclagem, dá pra ver o lixo reduzir muito.

 

Mas busco lembrar da meta, na ordem: reduzir; reusar; reciclar (por último, em último caso).

Categories: dicas, eco

construção de memória

Janeiro 3, 2018 Leave a comment

Fiz feijão hoje cedo a pedido do Otto (quase não come carne mas ama feijão, já ajuda) e lembrei do quanto AMO preparar feijão.

 

Me lembra casa, infância, família. O barulho da panela de pressão, o cheiro de louro, cebola e alho, aquela cor marrom clarinha (feijão de memória pra mim é o carioca), a textura cremosa do caldo… amo.

 

Ele comeu com tanto gosto! Com arroz e farofa, brasileirinho legítimo <3

 

Categories: comida