astronomia

julho 14, 2017 Leave a comment

Li a íntegra das mudanças na CLT, e mesmo não sendo da área, acho que deu pra entender quase tudo.

Ouvi um professor hoje cedo na rádio USP (que recomendo muito; delícia de programação), sendo bem categórico a respeito: ele acha que a mudança favorece as empresas, majoritariamente.

Achei a mesma coisa. E também acham a mesma coisa os que defendem a mudança, porque se apoiam na lógica do mercado: se é bom pra empresa, é bom para a economia, e consequentemente bom para o indivíduo.

Eles defendem que as mudanças permitirão que tantos que hoje não se “beneficiam” da CLT possam ser contratados em regimes mais flexíveis. E que estes são a maioria — a minoria é contratada usando a CLT neste momento.

Vou acreditar nestes dados, por preguiça de pesquisar e porque não importa pro meu ponto: pode ser que seja verdade. Que mais pessoas sejam contratadas nas novas modalidades. Vamos acompanhar.

Mas de uma coisa eu tenho 100% de certeza: as empresas vão massacrar os que não têm poder de negociação. O bolo não aumentará — ele será do mesmo tamanho, dividido com mais gente. Porque é assim que funciona o mundo do lucro. Não tem milagre. Talvez a economia melhore porque tem mais gente recebendo menos, na média? Pode ser, sim.

 

Esse é um mundo melhor de se viver?

 

Vou ligar no Disk-Meteoro e conto depois pra vocês.

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Hoje descobri que o sal marinho já tem plástico em sua composição, graças à poluição do oceano.

Perguntarei sobre isso ao disk-meteoro também.

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Ah, e também ouvi um pouco hoje sobre o quando o governo está quebrado por causa da previdência, do “assistencialismo”.

Não é porque gasta bilhões com propina, nem com desvios, nem com bônus e benefícios e verbas absurdas para políticos inúteis e corruptos.

Não, a culpa é NOSSA. Que pagamos impostos e previdência pública pra receber uma miséria no fim da vida (agora nem isso, morreremos antes), e não dos chupins que drenam os cofres públicos.

Sim, meteoro.

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Que nem a crise de água e energia — quando falta, somos nós que devemos tomar menos banho e molhar menos plantas e ver menos TV. As empresas — essa benção que promove o mágico ciclo da economia — têm DESCONTO quanto mais usam os recursos.

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Tem chat online com o Meteoro? Tou precisando falar com o atendente pra já.

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baby steps, pra sempre

julho 6, 2017 Leave a comment

No começo desse ano decidi ir a uma nutricionista, já que dieta não é algo que estou disposta a fazer mais (até porque não funciona. Emagreço um monte e depois engordo de novo) e meu corpo não me agrada do jeito que está. Pedi uma indicação e cheguei à Carol do blog “O corpo é meu”.

 

Fiz um acompanhamento quinzenal por 3 meses, com diário detalhado da minha alimentação. Conclusão: ela não  mudou NADA do que como normalmente, minha “dieta”.

 

No entanto, ela trouxe um elemento que eu desconhecia, mesmo sendo pró em dieta: ela expôs minha forma de lidar com a comida e com a fome. Percebi que como sem fome, que não sei quando parar de comer.

 

Decidi não me pesar mais, porque o número na balança me deixa ansiosa e triste. Quero mudar meu corpo pra um formato que seja confortável e que me permita movimentar sem esforço. Essa é minha meta. E foi disso que falamos nestes 3 meses; ela me mostrou que o corpo que eu desejo ter é MUITO próximo do que eu já tenho. E que me movimentar mais e estar atenta aos sinais do meu corpo provavelmente é mais importante que mudar minha alimentação.

 

(Estou nesse momento num check-up, aguardando o próximo exame. Tive que me pesar e dizer o peso pra enfermeira. Me sinto péssima. Meus números não “batem”, e no momento só penso que precisaria perder 20kg pra ser “normal”)

 

Estes 3 meses me fizeram perder peso (senti nas roupas), mas 1 mês depois, com menos atenção a como me sinto ao comer, senti o corpo mudar de novo. E não estou me movimentando muito (essa é minha maior barreira no momento, a inércia).

 

Penso cada vez mais que sem atenção a nós mesmos, constantemente, não é possível ser saudável.

 

Me perco nas coisas do dia a dia, e me deixo de lado, vivendo no automático. Como se eu fosse apenas uma engrenagem na grande máquina do mundo. Acho que é urgente trazer mais consciência para o dia a dia, seja para comer, cuidar-se, movimentar-se, conversar com as pessoas. Estar presente.

 

O celular, esse mesmo que serve pra escrever esse texto, me ajuda a desconectar do presente. Me ajuda a ignorar não só os outros ao meu redor, mas a mim mesma.

 

Esse peso que sinto carregando em excesso no meu corpo é consequência da minha desconexão comigo e com o meu entorno.

 

Não sei ainda como mudar, mas estou determinada a voltar aos exercícios de presença que a nutricionista me propôs, de notar o que se passa comigo enquanto me relaciono com mundo, me observar profundamente e (parece um paradoxo, não?) ser mais ativa.

mulher boa é mulher de mentira

julho 6, 2017 Leave a comment

Há muitos anos (tipo 20) discutia com algumas amigas a respeito da quantidade enorme de homens que NÃO gostam de mulheres, apesar de se relacionarem com elas. Eles o fazem muitas vezes com pesar, inclusive, e gostariam que elas falassem menos, ocupassem menos espaço, fossem menos. Que fizessem as tarefas domésticas e sexuais e desaparecessem rapidamente depois (lembram da piada recorrente de mulher virar pizza? Então).

 

Mulher não é ser humano, igual, é outra categoria de ser, que serve pra enfeitar, limpar, cuidar e ser usada. Em silêncio, por favor. Relacionamento eles têm com os brothers.

 

Essa matéria é a prova disso. É extrema, sim, mas só porque esses homens deram-se o direito (porque podem, né? Olha o tamanho do apoio social que é necessário pra isso!) de assumir que mulher perfeita = boneca.

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assombração

julho 5, 2017 Leave a comment

Toca meu ramal no escritório, a essa hora, atendo:

 

[Voz de atendente de 0800]

“Boa noite! Estou ligando para falar com…”

 

[Voz de atendente de 0800 do universo bizarro, quase gutural]

“VALDOMIRO.”

 

(Eu sequer conheço Valdomiros, na vida, mas se tinha UM nome adequado pra essa situação, é esse)

 

Não respondo, em choque, um misto de curiosidade e fascinação.

 

[voz normal de 0800]

“Se você for o…”

 

[voz de 0800 do Hades]

“VALDOMIRO”

 

[voz normal de 0800]

“… fale SIM agora!”

 

Não falo nada porque ainda estou estupefata, o que provavelmente salvou minha alma, já que todos havemos de concordar que se trata de um contato do além por telefone.

 

Ela não desiste, e continua:

 

[voz normal de 0800]

“Preciso falar com o…”

 

[voz de 0800 do Stranger Things versão Upside Down]

“VALDOMIRO”

 

[voz normal de 0800]

“… ele está?”

 

Nessa hora eu entrei numa crise de gargalhada e tentei responder, mesmo com risco de perder minha alma pro demônio (certeza que era uma entidade maligna — ela queria o VALDOMIRO, mas acho que qualquer um serve nessas horas), mas a atendente robótica do canhoto desligou.

 

E foi assim que minha alma foi salva por um ataque de riso.

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monotarefa

julho 3, 2017 Leave a comment

(Post polêmico. Contenham-se.)

Não sei como fazem as pessoas que ouvem música “o tempo todo”.

Pra mim é impossível ouvir música e fazer quase qualquer outra coisa. Ou eu ouço e sinto tanto que meodeos parece que estou em outro estado mental, ou faço outra coisa.

Não concebo trabalhar e ouvir música, ler e ouvir música. Se meu cérebro for necessário para a tarefa, música não cabe.

Consigo ouvir música quando faço tarefas automáticas somente — faxina, louça, cozinhar, dirigir.

No mais, música é sempre uma experiência ativa, e preciso estar completamente presente.

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saudade

junho 22, 2017 Leave a comment

[22-junho-2015]

Um amigo muito querido, que já se foi, tinha uma piada que era boba mas eu amava sobre a comida do boteco na faculdade (mosca frita, para os íntimos).

 

Eu perguntava todo dia “o que tem no PF de hoje?” e ele respondia imitando a voz da proprietária: “pescocinho de cavalo! Tá moliiiiiiinho…” e eu passava 10min rindo de engasgar.

 

Ele era dessas pessoas com o dom de imitar, e sinto muita falta das piadas dele. Mas cada vez que alguém pergunta o que tem pra comer e eu respondo “pescocinho de cavalo! Tá moliiiiinho…” e rio tudo de novo, lembrando dele, é como se ele estivesse logo ali.

 

Saudade, meu amigo, saudade. Seria mais divertido acompanhar esse tempo de gente sem humor com seus comentários indecentes.

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sabia

junho 20, 2017 Leave a comment

Hoje (19-junho) é aniversário do Chico Buarque, e ele é tão presente na minha vida desde que nasci que sinto como se fosse da família. Queria dar um abraço e agradecer por tudo.

 

Ele tava lá quando a gente ainda criança ouvia rádio nas tardes imensas, nas fitas cassete mix que minha mãe comprava no centro e ouvíamos em casa e no carro, nas férias, longas e boas; quando aprendi a tocar violão ele estava lá em cada músicas que tentei aprender (várias difíceis demais), tornou-se maior quando cresci e comecei a entender melhor as letras, e soube que ele falava muito mais que de amor em várias canções. Ele me acompanhou quando me apaixonei pela primeira vez (e em todas as outras), quando me encantei por todos e todas que sabiam tocar suas músicas nas rodinhas da vida e também esteve lá me fazendo chorar (e curar) quando meu coração se partiu — todas as muitas vezes.

 

Mas nenhuma música dele me dói e faz amar tanto quanto essa, simplesinha, Lola. Há muitas músicas dele que eu amo, mas essa me balança de tirar o chão.

 

“Me apagando filmes geniais

Rebobinando séculos, meus velhos Carnavais

Minha melancolia

Sabia.”

 

https://m.youtube.com/watch?v=TYPrKX-atTg

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gota d’água

junho 7, 2017 Leave a comment

Passei o dia hoje falando de diversidade e inclusão para funcionários de uma planta industrial, de todas as idades e tipos e gêneros.

 

A última parte foi só com mulheres — respondi perguntas sobre questões de gênero e desafios que enfrentamos, com a ideia de manter esse assunto vivo, e propor mudanças construtivas e constantes, com a ajuda delas e dos homens também (faço uma palestra específica pra homens chamada “homens como aliados”, que é bem legal).

 

Várias me procuram depois das palestras pra contar suas questões específicas, e gosto muito de poder ajudá-las, talvez seja a parte mais legal do trabalho.

 

E veio essa mulher, já na casa dos 50 anos, e me contou que perdeu um filho (ela tem 3), não faz muito tempo. Que participa de um grupo de apoio de mães que perderam filhos, e que se deu conta hoje de como a sociedade massacra os homens que sofrem. Ela se fortalece (na medida do impossível, né, porque perder um filho, pessoal, não tem nome) com o apoio das demais, mas seu marido, ela me conta, não fala sobre isso. Se recusa a ir à terapia por motivo de ‘homens não fazem terapia’, não chora pelo mesmo motivo, e sofre calado, “se muere por dentro poco a poco”, me diz ela.

 

Homens não são vítimas e não passam pelas mesmas coisas que nós, mas que sociedade horrível que construímos, na qual mulheres não valem nada, são seres de segunda categoria, e homens não se admitem como humanos!

 

E essa mãe, vivendo um dia de cada vez, aprendendo a conviver com sua dor que não acaba nunca, e ainda assim atenta ao que podemos fazer pra mudar o mundo, e ser mais felizes.

 

Eu me senti tão pequena.

 

Mas é assim, às vezes: uma gota d’água que pinga na hora certa e no lugar certo, e que com sorte transborda e transforma.

 

(Eu sei que eu tento!)

un-coach

junho 6, 2017 Leave a comment

há 3 anos mergulhei de cabeça nas discussões sobre gênero, diversidade em geral (inclui etnia, orientação sexual, gênero, introversão x extroversão… tudo que eu consegui pensar), e há mais tempo ainda já estava envolvida em ajudar pessoas a se desenvolver em suas carreiras. sou líder de pessoas há 15 anos, e essa é a parte que mais amo do meu trabalho.

tenho feito palestras nos últimos 10 anos, nada profissional, sempre como voluntária, dentro e fora da empresa. falo normalmente para profissionais (de IT ou não), interessadas em se desenvolver como executivas ou líderes. no ano passado recebi meu primeiro convite para falar para moças jovens sobre carreira, e foi incrível. percebi o quanto eu estava desconectada dessa realidade de quem ainda não começou ou está começando sua carreira, e mais desconectada ainda da realidade de quem não está no mundo corporativo e nem quem entrar nele. na época em que eu era menina, “trabalhar em firma grande” era o que havia de mais maravilhoso como meta e resultado na vida.

hoje as coisas são muito diferentes — inclusive por causa da tecnologia — e isso é sensacional. levei um chacoalhão de realidade e depois do choque, eu amei.

fiz essa apresentação aqui pra 2 audiências bem jovens e recebi perguntas muito legais, e a maioria gostou e me procurou pra falar mais. não tenho intenção alguma de dizer pras pessoas o que fazer, o que quis foi contar um pouco da minha trajetória, das coisas que penso e sinto. dou algumas dicas bem simples que acho úteis, que podem ajudar a organizar os desejos e demandas (que vêm de diferentes fontes) também.

me perguntaram na última palestra: “você acha que todo mundo deve fazer faculdade?”

e eu respondi, já avisando que os pais iam me odiar: NÃO.

a gente deve fazer o que se vê feliz fazendo. e “feliz” aqui é bem amplo, e passa também por assumir a responsabilidade por suas escolhas. não há opção na vida completamente boa, não há como escolher sem abrir mão de outra coisa… o que dá pra fazer (e muito recomendo) é tentar se entender melhor, tentar entender melhor o mundo ao redor, e fazer escolhas que sejam alinhadas com o que pensamos e sentimos.

o problema é que muito mais fácil falar do que fazer 🙂

a boa notícia é que SEMPRE é tempo de mudar, rever o que escolhemos e tentar diferente.

e o título é porque, depois desse papo com a molecada, fiquei pensando que sou quase uma coach ao contrário — ao invés de sugerir carreiras, e dar dicas de desenvolvimento de competências complementares, tento convencer as pessoas a ouvir mais seu coração, não insistir em melhorar em coisas que NÃO são boas, e ao invés disso valorizar o que já têm de bom e buscar explorar mais isso.

não vou ficar rica fazendo isso, mas fico bem feliz 😀

É possível trabalhar para criar um cenário diferente para as mulheres na tecnologia?

junho 6, 2017 Leave a comment

 

(pergunta feita pelas moças do UP[W]IT)

Entendo que existem algumas barreiras que precisam ser quebradas, e infelizmente todas são muito estruturais, relacionadas à nossa cultura e difíceis de mudar – algumas profissões e inclinações são atribuídas a homens e mulheres como “naturais”. Meninas não são estimuladas a se envolver com e apreciar a física, matemática e a tecnologia; são antes ensinadas a cuidar, enfeitar, limpar, cultivar relacionamentos, ouvir, falar. É claro que todas e todos temos nossas inclinações inatas, mas elas são não mais que metade da equação de quem nos tornaremos – a outra metade é puro estímulo. Ou seja, em primeiro lugar: enquanto as famílias não estimularem os meninos e meninas igualmente, sem direcionar por gênero, teremos poucas meninas engenheiras e técnicas e poucos meninos enfermeiros e professores primários.

 

Em segundo lugar, a escola continua reforçando os mesmos estereótipos, pro anos a fio. E quando estas poucas meninas que conseguiram passar pela infância e adolescência sem acharem que não foram feitas paras as áreas de tecnologia entram em faculdades e cursos técnicos, e são hostilizadas. O ambiente (desde o início do mundo escolar, aliás) não promove a inclusão de mulheres, e muitas vezes reforça estereótipos, tornando a continuidade neste tipo de curso muito mais difícil. Formar-se em cursos de tecnologia é difícil por natureza, tudo que as moças não precisam é todo o entorno jogando contra. Então mudar o ambiente nas faculdades, escolas, cursos técnicos é urgente. Tenho achado inclusive que devíamos (nós, ativistas) nos concentrar mais e mais em estar presentes nas escolas falando para estas meninas e meninos, devemos abrir mais espaços de tecnologia amigáveis para meninas e moças, para que elas tenham finalmente liberdade de explorar e descobrir se essa área de atuação é a que elas amam. Precisamos estar mais presentes nas universidades, precisamos de grupos de apoio a estas mulheres para que saibam que não estão sós e como persistir, como mudar seu entorno. Sem apoio isso é muito difícil. Lembro quando entrei na faculdade (de tecnologia, o CSTC/ITA, em 1989) e METADE da turma era de mulheres. Éramos unidas, amigas, nos ajudávamos. Não sei como seria se fôssemos poucas.

 

Finalmente, precisamos mudar o ambiente empresarial para acolher as poucas que ultrapassaram as barreiras da infância e vida adulta para se dedicar à tecnologia. Não é à toa que tantas mulheres se tornam empresárias, autônomas, freelas – o ambiente corporativo é difícil pra nós. As que “chegam lá” criam uma casca tão dura que frequentemente se tornam iguais aos seus opressores e não mudam o entorno – elas se tornam parte do problema. A boa notícia é que as empresas multinacionais perceberam há alguns anos que diversidade é importante para o crescimento e maior lucratividade, e resolveram investir nisso. As empresas menores estão aos poucos entrando nessa onda, a discussão se expande para o mundo da politica e da academia, fomentada e apoiada pela ONU, que tem alcance global.

 

Claro que essas mudanças no mundo corporativo são excelentes e necessárias, mas realizar mudanças no mundo dos negócios, dos “adultos” é pouco; as ações que tomamos dentro do contexto corporativo não se estendem normalmente às casas das pessoas. Os pais, mães, tios, primos que estão participando de ações afirmativas nas empresas raramente levam isso pra dentro de casa e mudam sua forma de agir com as crianças que amam e convivem. Precisamos de mais gibis, programas de TV, filmes, novelas, livros, peças de teatro com mulheres cientistas, engenheiras, técnicas, empilhadeirista, motorista de caminhão. Precisamos normalizar a presença de mulheres nestes ambientes, pra que uma menina tenha liberdade de se apaixonar por, estudar e trabalhar com qualquer assunto, e não só o que nos ensinaram há séculos que é “apropriado para moças”.