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depois de 9 anos, revisitando um post biográfico

Janeiro 8, 2014 Leave a comment

a beth lembrou de um memê que não encontro nos meus posts antigos, mas encontrei esse aqui que é bem legal e decidi revisitar. porque mudou muita coisa, claro, e estou indicando o que mudou 🙂

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Se fosse uma flor – girassol

Se fosse um brinquedo – bicicleta

Se fosse um mês – março :)

Se fosse uma brincadeira – casinha

Se fosse uma música – diamante verdadeiro

Se fosse uma nota musical – 

Se fosse uma cor – lilás

Se fosse um filme – big fish

Se fosse um feriado – ano novo

Se fosse uma comida – chutney feijoada

Se fosse uma bebida – suco de tamarindo maracujá sem açúcar (continuo azeda)

Se fosse um disco – sorriso do gato de alice (gal) onde eu estava com a cabeça? o circo místico

Se fosse uma maquiagem – kajal

Se fosse um dia da semana – domingo

Se fosse um periférico do PC – CPU :D

Se fosse um doce – de abóbora

Se fosse um programa de tv – bambalalão

Se fosse um cômodo da casa – cozinha

Se fosse um instrumento – clarinete

Se fosse um objeto – espelho. ok, é um bom objeto. ou colher de pau 🙂

Se fosse uma árvore – pitangueira

Se fosse uma fruta – figo

Se fosse uma paisagem – nuvens no céu <<== amor de sempre <3

Se fosse um bicho – leoa

Se fosse um lugar – budapeste

Se fosse uma estação do ano – primavera

Se fosse uma frase feita – passarinho que come pedra sabe o cu que tem :D

Se fosse uma peça de roupa – corpete

Se fosse um elemento da natureza – água

Se fosse um objeto motorizado – lambreta

Se fosse um aparelho eletrônico – leitor de digitais

Se fosse uma pessoa da sua família – meu pai

Se fosse um sentimento – compaixão

Se fosse um perfume – de flor

Se fosse um livro – vox (nicholson baker)

Se fosse uma conquista – não entendi essa… continuo não entendendo.

Se fosse uma parte do corpo – útero. não, não. PÉS.

Se fosse uma pedra – bruta

Se fosse uma dúvida – deus existe? é uma boa dúvida, mas é retórica. prefiro “ser ou não ser”

Se fosse uma marca – nenhuma!

Se fosse um eletrodoméstico – mixer

Se fosse um jogo – videogame

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amigo secreto blogueiro — um post como presente

dezembro 21, 2012 2 comments

carol mafra, você é minha amiga blogueira! e espero desde já que me perdoe o atraso, mas você sabe como é a vida de mulher, mãe, profissional, dona de casa e simplesmente pessoa vivente num mês qualquer de dezembro, especialmente no fim do mundo, certo? 🙂

e é sobre o fim do mundo esse meu post-presente pra você. porque eu queria dar um presente que fosse um pouco do que existe de melhor em mim, e já não é de hoje que percebi que boa parte do meu melhor tem a ver com contar histórias, mostrar um pouco do mundo sob meu ponto de vista. não que meu viés seja melhor, mais cheiroso ou bonito, mas é que ele é meu, único, e cada vez mais acho que enxergar o mundo através dos olhos dos outros é um dos grandes prazeres (e desafios da vida). então, pra você, um pouco de mim.

**

conheci drummond com 15 anos. imagino que já tinha lido/ouvido algo dele antes disso, mas foi com essa idade que realmente prestei atenção e apaixonei, como se apaixonam os adolescentes. confesso que hoje, aos 40, esse encantamento arrefeceu, já não vejo mais as mesmas qualidades nele, meu referencial mudou. mas sua elegância e precisão ainda me encantam, mesmo quando ele fala sobre… o fim do mundo.

digo que é o fim porque para a minha geração, nascida nos 70, a bomba atômica significava o fim do mundo. um filme-catástrofe da década de 80 se encarregou de nos apavorar com a perspectiva do fim através da radiação, e permeia até hoje meus pesadelos de apocalipse. é engraçado que hoje em dia a ameaça de vírus ou outras formas de fim-de-mundo são mais fortes e cool, mas o cogumelo gigante paira como ameaça (real, infelizmente, avaliando o cenário político-bélico) e me dá friozinhos na espinha.

mas voltando ao poeta e ao poema — ele brinca lindamente com a repetição, faz pequenas piadas com a famigerada BOMBA, assim mesmo com negrito e letras maiúsculas, de um jeito que ela fica quase engraçadinha. e como sempre (diferente de manuel bandeira, tão melancólico) termina dizendo que tudo acabará bem. bom, isso é uma interpretação bastante livre minha, bem consistente com minha própria forma de ver a vida 🙂

da forma como interpreto o poema (e a vida, a propósito), o fim do mundo acontece todo dia, aos pouquinhos e de forma quase imperceptível. é a perna que coça, a má vontade, as pequenas maldades do dia a dia, o descaso, o esquecimento de tudo que de mais bonito existe no ser humano. o mundo acaba um pouco quando ignoramos mendigos na rua, deixamos de fazer uma gentileza, calamos uma palavra de amor ou consolo, sonegamos o sorriso. a bomba é somente um grande avatar das nossas falhas, milhares de átomos radioativos concentrados, cheios de potencial destrutivo dormindo, esperando.

mas como drummond, tenho esperança. porque para cada pequeno fim do mundo há um recomeço, uma mão estendida, uma gargalhada. e a natureza, pura e simplesmente o mundo que nos cerca, o sol que nasce e se põe todos os dias, ensinando que há ciclos, ensinando a recomeçar, tentar de novo, mais uma vez, até-que.

há 25 anos esse poema virou jogral, uma brincadeira entre adolescentes, escravos de jó de uma bomba metafórica, amarelinha de fim-do-mundo. zombamos da bomba e reafirmamos nossa fé na humanidade através de um poema e de vários sorrisos (nossos e da platéia).

feliz 2013, carol! que você possa brincar de malabares com seus apocalipses pessoais, com seus fins-de-mundo, e que jamais esqueça que sempre há tempo. a bomba também dorme (pelo menos até os morcegos esvoaçarem!)

**

a bomba
é uma flor de pânico apavorando os floricultores
a bomba
é o produto quintessente de um laboratório falido
a bomba
é estúpida é ferotriste é cheia de rocamboles
a bomba
é grotesca de tão metuenda e coça a perna
a bomba
dorme no domingo até que os morcegos esvoacem
a bomba
não tem preço não tem lugar não tem domicílio
a bomba
amanhã promete ser melhorzinha mas esquece
a bomba
não está no fundo do cofre, está principalmente onde não está
a bomba
mente e sorri sem dente
a bomba
vai a todas as conferências e senta-se de todos os lados
a bomba
é redonda que nem mesa redonda, e quadrada
a bomba
tem horas que sente falta de outra para cruzar
a bomba
multiplica-se em ações ao portador e portadores sem ação
a bomba
chora nas noites de chuva, enrodilha-se nas chaminés
a bomba
faz week-end na semana santa
a bomba
tem 50 megatons de algidez por 85 de ignomínia
a bomba
industrializou as térmites convertendo-as em balísticos interplanetários
a bomba
sofre de hérnia estranguladora, de amnésia, de mononucleose, de verborréia
a bomba
não é séria, é conspicuamente tediosa
a bomba
envenena as crianças antes que comecem a nascer
a bomba
continua a envenená-las no curso da vida
a bomba
respeita os poderes espirituais, os temporais e os tais
a bomba
pula de um lado para outro gritando: eu sou a bomba
a bomba
é um cisco no olho da vida, e não sai
a bomba
é uma inflamação no ventre da primavera
a bomba
tem a seu serviço música estereofônica e mil valetes de ouro, cobalto e ferro além da comparsaria
a bomba
tem supermercado circo biblioteca esquadrilha de mísseis, etc.
a bomba
não admite que ninguém acorde sem motivo grave
a bomba
quer é manter acordados nervosos e sãos, atletas e paralíticos
a bomba
mata só de pensarem que vem aí para matar
a bomba
dobra todas as línguas à sua turva sintaxe
a bomba
saboreia a morte com marshmallow
a bomba
arrota impostura e prosopéia política
a bomba
cria leopardos no quintal, eventualmente no living
a bomba
é podre
a bomba
gostaria de ter remorso para justificar-se mas isso lhe é vedado
a bomba
pediu ao diabo que a batizasse e a deus que lhe validasse o batismo
a bomba
declare-se balança de justiça arca de amor arcanjo de fraternidade
a bomba
tem um clube fechadíssimo
a bomba
pondera com olho neocrítico o prêmio nobel
a bomba
é russamenricanenglish mas agradam-lhe eflúvios de paris
a bomba
oferece de bandeja de urânio puro, a título de bonificação, átomos
de paz
a bomba
não terá trabalho com as artes visuais, concretas ou tachistas
a bomba
desenha sinais de trânsito ultreletrônicos para proteger velhos e criancinhas
a bomba
não admite que ninguém se dê ao luxo de morrer de câncer
a bomba
é câncer
a bomba
vai à lua, assovia e volta
a bomba
reduz neutros e neutrinos, e abana-se com o leque da reação em cadeia
a bomba
está abusando da glória de ser bomba
a bomba
não sabe quando, onde e porque vai explodir, mas preliba o instante inefável
a bomba
fede
a bomba
é vigiada por sentinelas pávidas em torreões de cartolina
a bomba
com ser uma besta confusa dá tempo ao homem para que se salve
a bomba
não destruirá a vida
o homem
(tenho esperança) liquidará a bomba.

**

PS: de quebra, esse é um post também para o memê de dezembro 🙂

blogagem coletiva, mulheres negras

novembro 23, 2012 4 comments

queria muito contribuir com essa blogagem coletiva. porque sou mulher, e sendo mulher sei o quanto pode ser difícil e incômodo sê-lo às vezes. e não estou falando de menstruar, TPM e nem parir. acho todas essas coisas inclusive muito interessantes, não sou do tipo que acredita que “ser mulher é sofrer”, até porque isso é papo de cristão atrasado.

é difícil e incômodo porque ainda há quem trate mulheres como inferiores, as considere piores ou más e invejosas intrinsecamente. como se caráter fosse definido pelo gênero. creio nas diferenças, mas não aceito pré-julgamentos ou rótulos. cada indivíduo deve ter a oportunidade de se provar, de ser antes de receber rótulos. ou sua vida torna-se mais difícil, e limitada.

queria contribuir ajudando a pensar e falar sobre a condição da mulher negra, mas como? não sou estudiosa do assunto, e sou branca. jamais saberei como é ser uma mulher negra, jamais saberei como elas são olhadas, (des)tratadas ou simplesmente ignoradas.

talvez isso seja a coisa mais importante que eu possa fazer: lembrar você, homem, que não, você não sabe o que é ser mulher, e nem sabe o que passamos; e lembrar aos homens e mulheres brancos que não sabemos e nem nunca saberemos o que é ser negro. ser negro não é como ter cabelo moicano, ou uma tatuagem, ou ser “diferente”. a menos que você tenha um chifre na cabeça ou seja azul, não compare sua condição àquela dos negros.

consegue imaginar uma situação em que sua mera existência e presença física causam aversão, incômodo e uma série de reações inconscientes que frequentemente culminam em julgamentos e às vezes violência (verbal ou física)? e que é simplesmente impossível “esconder” o que se é?

convivi com o racismo desde criança. aquele racismo mais nojento e grudento, o que não se acha racista. minha avó paterna, loura de olhos azuis, filha de espanhóis (só pra dar um exemplo. tenho inúmeros outros, de diferentes membros da família) uma vez disse numa ocasião familiar: “olha, contratei fulana pra trabalhar aqui em casa, estou espantada! sabe que ela é preta mas é muito limpinha?”. eu era criança ainda, e me lembro de pensar “como assim? o que a cor dela tem a ver com ser limpa ou não?”. lembro vagamente de algum protesto depois da frase (da minha mãe? meu mesmo?), ao que ela responde “mas gente, disse que ela é limpinha, isso foi um elogio!”.

pra não falar de comentários de “cabelo ruim”, e outros tantos que passam pelas frestas, quase desapercebidos. não duvido nada que eu mesma solte comentários racistas sem nem perceber, tão entranhado isso é no nosso dia a dia, na cultura brasileira. o racismo da piada, do escracho, que sempre tem a “saída pela direita” de dizer que era brincadeira.

não quero ser racista, não sou racista! quero ver e viver a diferença, com respeito pela etnia, opção, condição de cada indivíduo. tenho uma meta pessoal de responder a esse tipo de comentário “inofensivo” todas as vezes, não deixar pra lá. pedir respeito, explicar porque isso não se diz, porque é tão errado. é difícil e cansativo. e decepcionante, pra ser sincera. como amar e conviver com pessoas que pensam assim? não é fácil e francamente a convivência precisa ser limitada mesmo, ou fica impossível.

admiro mulheres que se impõem, se posicionam e não se deixam moldar e oprimir pelo peso do machismo; admiro em dobro as mulheres negras que têm o desafio ainda maior de superar o machismo e o racismo, que somados são mais que as partes juntas. saibam que no que depender de mim, dentro do meu minúsculo universo de influência, vocês serão defendidas. que estou criando meu filho para não ser racista e nem machista; que faço tudo o que posso para que aqueles que estão dentro do meu alcance de influência tenham mais respeito e admiração pelos que lutam por um mundo melhor, mais livre de preconceito e julgamento.

e, se me permitem um pitaco: deixem seus cabelos naturais. cabelos de negros são lindos! 😉

ano 2: 40 anos, 40 canções

outubro 3, 2012 6 comments

bem, meu segundo ano é 1973, o ano em que nasceu minha irmã. eu era um bebê ainda, não lembro nada dessa fase, mas descobri que uma música que fez parte da nossa infância fez sucesso no ano em que ela nasceu: naquela mesa.

naquela mesa ele sentava sempre
e me dizia sempre
o que é viver melhor
naquela mesa ele contava histórias
que hoje na memória
eu guardo e sei de cor
naquela mesa ele juntava gente
e contava contente
o que fez de manhã
e nos seus olhos era tanto brilho
que mais que seu filho
eu fiquei seu fã
eu não sabia que doía tanto
uma mesa num canto
uma casa e um jardim
se eu soubesse o quanto doi a vida
essa dor tão doída
não doía assim
agora resta uma mesa na sala
e hoje ninguém mais fala
no seu bandolim
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele
tá doendo em mim.

não me lembro de ouvir esta música na voz de elizeth, mas nas vozes da minha mãe, tias e tios, que se reuniam nos fins de semana para comer, beber, tocar e cantar. o repertório era cheio de sambas antigos e choros, que aprendi ouvindo. ali, nas rodas de samba, eles tocavam instrumentos de percussão, violão, bandolim, pandeiros. foi nestas rodas de samba que aprendi a dançar samba e gafieira (em par), ainda bem novinha.

enquanto os adultos comiam, bebiam, fumavam e faziam música, as crianças pulavam e corriam pelo quintal, comendo jabuticaba, pitanga e goiaba. éramos uma horda de primos, de várias idades, e tenho muita saudade desses encontros familiares que hoje são impossíveis, e não só pela falta de contingente — quais famílias de não-músicos conseguem reunir várias pessoas que cantam e tocam instrumentos variados? quem ainda ensina os filhos a cantar, tocar ou dançar gafieira e samba?

essa canção foi composta por sergio bittencourt para seu pai, o famoso jacob do bandolim, e tive a oportunidade de tocá-la e cantá-la em muitas rodas de samba, inclusive com minha irmã querida.

um desafio pessoal, ano 1: 40 anos, 40 canções

setembro 24, 2012 3 comments

esse “desafio” saiu da minha própria cabeça hoje enquanto estava no trânsito. fique à vontade para adotá-lo e adaptá-lo à sua idade 🙂

fiz 40 esse ano, e acho que um bom jeito de comemorar e repensar o que passou é fazer uma seleção de 40 canções que têm significado pra mim. no início dos anos 90, quando ainda cursava história na USP (não concluí), fiz uma cadeira bastante interessante com o professor arnaldo contier: história contemporânea do brasil, porém com viés musical. um dos trabalhos que ele pediu foi a preparação de uma fita cassete (aham, BUSTED idade avançada) com uma seleção musical qualquer, porém com explicação sobre as escolhas e a ordem de gravação. muito interessante e muito difícil!

e quero propor algo similar no desafio: não basta escolher a canção, é preciso explicar a escolha. seja uma escolha afetiva, cultural ou meramente um registro do que acontecia de significativo musicalmente naquele ano, explique. coloque letra, se for o caso, e um link para a música, se encontrar. assim as pessoas que lerem o post podem conhecer (ou relembrar) a música, combinado?

ah, sim: e peço que caso faça o desafio, coloque um link aqui para este post, assim posso acompanhar seu desafio! se puder usar a tag “minha vida em canções”, vai ser legal também pra gente se achar.

bom, para começar meu desafio fui procurar algo que vi há alguns anos pela internet: o que estava tocando no rádio no ano em que nasci? da lista de 100 músicas que fizeram sucesso no lindo ano de 1972 estão nada menos que imagine, águas de março e mon amour, meu bem, ma femme!

as opções são muitas e muito interessantes, mas é inevitável incluir águas de março, já que nasci dia 8 de março e sou fã de MPB e tom jobim.

águas de março foi lançada como compacto, e faz parte do genial álbum matita perê, além de ter sido gravada inúmeras vezes por diferentes artistas (inclusive elis, cuja versão fez sucesso em 72). tem na letra várias referências a uma reforma que tom fazia em seu sítio, e a repetição combinada aos elementos do tema dá realmente a impressão de cansaço e desânimo que aparentemente dominavam o compositor. é considerada uma das mais importantes músicas da MPB e acho que jamais me cansarei de ouvi-la. gosto em especial da gravação disponível no álbum família jobim (que aliás é todo maravilhoso, recomendo).

 

é pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um caco de vidro, é a vida, é o sol
é a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

é peroba do campo, é o nó da madeira
caingá, candeia, é o matita pereira
é madeira de vento, tombo da ribanceira
é o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

é a viga, é o vão, festa da cumueira
é a chuva chovendo, é conversa ribeira
das águas de março, é o fim da canseira

é o pé, é o chão, é a marcha estradeira
passarinho na mão, pedra de atiradeira
é uma ave no céu, é uma ave no chão
é um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

é o fundo do poço, é o fim do caminho
no rosto o desgosto, é um pouco sozinho
é um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
é um pingo pingando, é uma conta, é um conto

é um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
é a luz da manhã, é o tijolo chegando
é a lenha, é o dia, é o fim da picada
é a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

é o projeto da casa, é o corpo na cama
é o carro enguiçado, é a lama, é a lama
é um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
é um resto de mato, na luz da manhã

são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração

é uma cobra, é um pau, é joão, é josé
é um espinho na mão, é um corte no pé

são as águas de março fechando o verão,
é a promessa de vida no teu coração

é pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
é um belo horizonte, é uma febre terçã

são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração.

porque o melhor jeito de mudar o mundo é mudando

Janeiro 13, 2012 4 comments

vocês viram esse vídeo?

lindo. chorei, emocionada, porque é tão simples ser bom, ajudar alguém, com pequenos gestos. não é preciso doar milhões de dólares e nem ser necessariamente voluntário na áfrica (embora seja uma boa ajuda também!).

há muitos anos falo sobre isso aqui no blog, e fora dele (e o assunto me rendeu discussões acaloradas): considero mais importante os pequenos gestos, a influência local (micro influência) do que grandes ações corporativas e organizadas (macro influência).

é claro que não minimizo e nem desconsidero as grandes ações, elas são necessárias e importantes. mas de nada adianta fazer grandes ações, ser voluntário dos doutores da alegria e ali no seu dia a dia ser uma pessoa horrível ou ser indiferente.

praticar a gentileza, com conhecidos ou desconhecidos, é necessário, e muda não só a vida daquela pessoa naquele instante, mas você mesmo e o mundo todo. a cada pequena ação microscópica do bem estamos promovendo o bem maior, realizando nosso potencial de amor e ampliando isso para outro universo inteiro, o outro.

não consigo fazer isso todo dia, o tempo todo, é claro. sou humana, e me desanimo, erro. mas eu tento ser feliz, sorrir, abraçar o máximo de pessoas por dia, fazer alguém rir, evitar reclamar do que não tem solução, não descontar nos outros problemas que são meus.

pratique a gentileza, sorria mais, concentre-se no que é bom. seja feliz, faça os outros felizes, nem que seja por poucos segundos. o mundo inteiro vai mudar por causa das suas pequenas intervenções.

Categories: memê, opiniões

memê maldito

novembro 17, 2008 Leave a comment

peguei na gracinha do coração:

Onde está seu celular? Um na mesa, o outro na bolsa

E o amado? Em casa!

Cor do cabelo? Vermelhíssimo

Sua mãe? Na casa da Denize

Seu pai? No trabalho, suponho!

Minhas irmãs? Irmã e irmão – no trabalho, acho!

Seu filho? Não tenho (ainda :))

O que mais gosta de fazer? Nada 😀

O que você sonhou na noite passada? Não lembro…

Onde você está? Na minha mesa, no trabalho

Onde você gostaria de estar agora? Aqui mesmo 🙂

Onde você gostaria de estar daqui a seis anos? Neste plano de existência? 🙂

Onde você estava há seis anos? Levando cacetada de quem não me merecia

Onde você estava na noite passada? Dormindo na minha cama

O que você não é? Deprimida

O que você é? Ansiosa

Objeto do desejo? Em ordem alfabética? 😀 Máquina de nespresso e x-box 360

O que vai comprar hoje? Talvez um corte de cabelo

Qual sua última compra? Um jantar

A última coisa que você fez? Respondi uns trocentos emails

O que você está usando? Sandália preta, calça cinza, blusa lilás

Na TV? House!

Seu cachorro? Não tenho. Serve furão? Em casa, aprontando alguma

Seu computador? Só o notebook da fiRma

Seu humor? Quase sempre excelente

Com saudades de Alguém? Não

Seu carro? Um Ka 1.6 completo e poderoso, Zé Pequeno, amo! 🙂

Perfume que está usando? Não uso

Última coisa que comeu? Cookies Nativa de chocolate

Fome de quê? Uma salada bem fresquinha e temperada com limão

Preguiça de? Egos, egos

Próxima coisa que pretende comprar? Os presentes de Natal

Seu verão? Na piscina e na varanda

Ama alguém? Amo, amo!

Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Hoje, e aliás morro de rir quase todo dia 😀

Quando chorou pela última vez? Foi semana passada, eu acho, eu choro bastante!

Categories: memê

memê dos 30

julho 31, 2008 Leave a comment

vocês sabem que eu amo memê né? dessa vez a responsável é ela. muito embora eu esteja mais pra 30-e-muitos, vou responder 😀

1. três coisas relacionadas a época antes de chegar aos 30&alguns: o que esperava da sua vida aos 30&alguns?

eu nunca esperei nada, na verdade. minha vida sempre foi e continua sendo 100% improviso 🙂 (e dá muito certo!)

2. três realizações aos 30&alguns

– fiz análise e me tornei uma pessoa melhor comigo mesma e com os outros;

– dei o pé na bunda, bem dado, de um homem que eu amava mas que não me merecia e me orgulho da minha coragem;

– aprendi a amar e demonstrar amor pra quem merece e ao mesmo tempo aprendi a negar atenção a quem não merece.

quite a few accomplishments, huh? 🙂

3. o que você mais gosta ou gostou aos 30&alguns

foi nessa década que vivi os maiores altos e baixos de toda minha vida, extremos mesmo. e consegui, ainda nesta década, alcançar um pouco de equilíbrio e muita felicidade. espero que a próxima década traga mais e melhores desafios e surpresas 🙂

Categories: memê

ah, esses questionários…

junho 11, 2008 Leave a comment

ele pede eu obedeço 🙂

eu já…:

… passei dos trinta faz um tempinho 😀

… fui tratada que nem cachorro por quem eu amava

… fui traída

… fiz coisas das quais me arrependo

… expus demais minha vida pessoal

… viajei pra quase todos os lugares que eu sonhava ir quando criança

… realizei muitos dos meus sonhos

… fiz análise

… tive todos os homens que desejei (mas não todas as mulheres)

… já fui pior 😉

**

eu não passo pra frente não, como vocês sabem. mas convido todo mundo a brincar – se você publicar o seu, me avisa nos comentários, ok?

Categories: memê

ele manda e eu obedeço! :D

Abril 16, 2008 Leave a comment

oito coisas que eu quero fazer antes de morrer:

1. conhecer a rússia

2. fazer o caminho de santiago a pé

3. ter um filho (no mínimo!)

4. falar espanhol e francês direito

5. construir / reformar minha própria casa (não apartamento – casa mesmo)

6. ter minha própria horta (esse já já eu faço)

7. ver baleias de pertinho

8. praticar exercícios com regularidade

vocês me conhecem, eu não consigo escolher ninguém pra passar a bola. passo pra todo mundo 😀 me avisem aqui no comentário se vocês responderem, eu quero ler!

Categories: memê