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história #22: cris lisbôa

Zel, oi moça,

Lembro que mal sabia mexer em blogs e tinha um que se chamava “cadum,cadum”. Conheci a Ale Picolli do “vida de redatora” e decidimos nos conhecer em uma festa na tua casa onde ela seria a convidada, eu iria de bicona. Levei bolachinhas argentinas, não sei porque jamais vou esquecer isto. Conheci a Alessandra e mais tanta gente. Lembro que te achei tão bonita e um pouco só. Vi um furão pela primeira vez em toda a minha vida, fiz carinho na cabecinha dele e, quando amanheceu, tomei café no franz que ficava nas costas da tua casa. Alessandra virou “Lele”, a melhor amiga que eu poderia ter na vida. O mundo deu uma volta e meia, larguei milhares de blogs no meio do caminho, publiquei livro, fui, voltei, fui de novo. Poucas vezes comentei (morro de vergonha), mas já falei muito com São Francisquinho de Assis para olhar amoroso para teus bichinhos. Já ri. Já chorei. Sempre por perto, torcendo para que esteja tudo bem.

Com carinho,

Cris

www.cristianelisboa.wordpress.com

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cris, tou AMANDO essas histórias de gente que conhece outras gentes graças a esse blog 🙂 qual lindo é ter sido intermediária de uma amizade que dura esses anos todos? e eu também amo a alê picoli, ela é uma criatura incrível e linda. tenho saudade do tempo que nos falávamos mais.

você visitou a primeira casa que morei na aclimação, atrás do frans. tenho tantas lembranças daquela casa… fiz as festas mais malucas ali, enlouqueci meus vizinhos. na minha festa de 30 anos vieram mais de 100 pessoas, e várias delas souberam da festa via blogs. foi uma manifestação bem típica daquela época de “boom” dos blogs aqui no brasil, e nunca vou esquecer minha surpresa com a quantidade de gente que eu nunca tinha visto/lido me abraçando, beijando e cumprimentando.

é incrível saber que você esteve lá, naquela época que às vezes me parece a vida de outra pessoa. essas histórias que tenho recebido aqui me fazem voltar no tempo, e é inevitável a sensação de estranheza. sei que sou eu mesma, e é claro que tem uma parte de mim que ainda é aquela, mas não me reconheço. e tenho fé que me tornei uma pessoa muito, muito melhor.

por isso agradeço seu carinho e paciência com todas as transformações pelas quais passei. fico feliz em saber que apesar dos pesares ainda há quem me reconheça em meio a mudanças tantas e permanece firme e forte, me acompanhando.

beijo enorme, querida!

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