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Archive for the ‘Retrato Falado’ Category

Priscilla Garrido

agosto 28, 2018 Leave a comment

#retratofalado

 

A Priscilla tem uma simplicidade e retidão que sempre me espantaram. Nem consigo saber direito como ela chegou na minha vida, mas chegou tranquila, firme, forte como aquelas amizades que a gente demora anos para construir, e ela fez acontecer em minutos.

 

A Pri é confiável, forte, positiva. Quando ela chega, a gente sente que tem um adulto no local, sabe? Dá um alívio. “Ufa, tem alguém responsável aqui!” 🙂

 

E pode parecer paradoxal, e não é, mas ela é também doce, amorosa, atenta. Ela enxerga as pessoas e abre seu coração enorme sempre pra mais um (cabe gente pra caramba ali, afe), e não dá pra não se sentir amado por ela.

 

Seu amor é a coisa mais linda e poderosa em você, Pri. Ele é sua força, seu brilho maior. Que você continue amando assim sempre, muito, plenamente e pra sempre, pra que todos nós possamos nos aquecer um pouco graças ao seu calor ❤☀️

 

Te amo! Parabéns.

Stella Ramos

agosto 12, 2018 Leave a comment

#retratofalado

Como assim não fiz ainda um retrato da Stella?! Ainda bem que hoje é dia dela, e tenho a oportunidade de celebrar essa mulher-espetáculo 🙂

Em alguma esfera, plano de existência, ela é trapezista. Não importa como ela se apresente, tem um quê de circo da década de 20, uma melancolia, um mistério de mil mundos mesclados (a aliteração veio sem querer, influência dela, certeza).

A conheci nos seus 20 e muito poucos anos, e me encantei com sua feminilidade. Ela me parecia tudo que encarna aquela mulher idealizada que não existe: bela, doce, cabelão, voz suave, artista.

Me equivoquei, claro, porque ela é muito mais que isso: a Teca é forte, firme, ela puxa, empurra e quebra as pedras todas.

(Daquele jeito que água tem de quebrar, furar e nunca desistir. Como aliás tantas mulheres sabem fazer tão bem)

A beleza dela, entendi bem depois, vem do seu olhar para a vida, sempre transformando e vendo além, fazendo coisas mundanas parecerem encantadas (ou apenas descobrindo o que nossos olhos já cansados não vêem direito).

Que seus olhos e ouvidos sempre possam ver e ouvir mais, e desdobrar com tanta delicadeza para nós outros. Parabéns ❤️😘🎈

Mariana Campos

julho 12, 2018 Leave a comment

#retratofalado

 

Hoje é dia da Mariana Campos que todo dia nos presenteia com seus lindos textos e colagens sobre o céu de cada dia.

 

Só encontrei com a Mariana pessoalmente uma vez, mas foi profundo e significativo — uma imersão de tarô em que falamos sobre tudo o que está entre o chão que pisamos e os sonhos compartilhados.

 

(E nos conectamos ali, naquele espaço das redes sociais em que posso acompanhar seu talento e generosidade. Sou tão grata!)

 

A Mariana é luminosa. Ela abre os braços e as portas da casa com a mesma facilidade, e ao conversar com ela parece que já é uma amiga de longa data. Atrás dos lindos textos e falas, cheios de imagens e figuras de linhagem cirurgicamente representativas dos mistérios que ela quer desvendar está uma clareza de doer.

 

Sabe a visão além do alcance, o olho de Thundera? Ela tem. Uma antena poderosa captando sentimentos, pessoas, ideias, passado e futuro, e conectando tudo num tecido lindo de ver.

 

Ela é a Moira tecedora, de gentes, estrelas e sonhos.

 

Que seu dia seja lindo, que sua luz sempre brilhe assim muito forte <3

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Vinicius Schiezaro

junho 29, 2018 Leave a comment

Nunca fiz #retratofalado de nenhum homem, mas vou abrir uma honrosa exceção hoje.

Por que só mulheres? Porque mulheres passam a vida todinha, desde que nascem, sendo definidas, medidas, elogiadas e criticadas por sua aparência. Ninguém fala da nossa personalidade, das nossas características não físicas, a não ser para nos sexualizar ou enquadrar em modelos de feminilidade (somos sexy, sensuais, intensas, doces, maternais, carinhosas. Nunca fortes, determinadas, corajosas, destemidas ou diretas).

Acredito que somos mais que nossa aparência, e que se exercitarmos o olhar para mulheres menos focado na aparência e mais na personalidade, podemos mudar o mundo. Falemos menos dos nossos lindos cabelos e mais da nossa coragem; falemos menos de celulite e mais da nossa resistência para caminhar, correr, praticar esportes. Mulheres não são enfeites, não precisam ser lindas, não estão no mundo para torná-lo mais bonito nem agradar os olhos dos homens. Nós somos seres humanos complexos, com várias especificidades além do nosso corpo.

Abro a exceção porque homens gays,  em certa medida, também são afetados pela pressão social de serem bonitos. Homens gays não precisam ser malhados, nem lindos.

Vamos parar de colocar pessoas em caixinhas, o observá-las, não só com os olhos, mas com todos os demais sentidos?

**

Vinicius hoje comemora mais uma volta em torno da Terra, e às vezes a impressão que dá é que não é a Terra que gira, mas ele que faz girar.

 

A energia dele parece infinita; uma nascente de ideias, movimento, construções (imaginárias e reais. Ele é gente que faz, bota a mão na massa mesmo), e muito glitter e cor 😉

 

É uma delícia estar perto do Vini. Ele é divertidíssimo, animado, pensa rápido. Cara, ele é tão inteligente! Talvez ele não saiba, mas tou aqui pra isso, né: muito inteligente, mesmo. Um espanto. Aquela inteligência alienígena, que tem gente que não entende, mas ele tá lá com aqueles olhos brilhantes já uns 10 passos na nossa frente, já viu as alternativas todas, foi, voltou, analisou e trouxe tudo pronto e lindo e louco enquanto você nem disse ainda BEY-ON-CÉ.

 

Tem uma tormenta lá dentro dele, que dá trabalho de administrar, que eu sei. Se você olhar bem de perto, vai ver que tem um reator nuclear, um poder de criação/destruição monstruoso e que ele tem que cuidar todo o tempo.

 

Grandes poderes, grandes responsabilidades, meu querido 🙂

 

Você é um sol, meu amigo querido. Seu brilho aquece quem precisa (e queima quem não sabe se cuidar). Que sua luz nunca falte! Te adoro 😘❤🍾

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Fabiola Pereira

junho 26, 2018 Leave a comment

#retratofalado de uma vida.

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ontem foi dia dela, e não há um ano sequer que a data passe em branco pra mim. a Fabiola se tornou mais que amiga, uma irmã, parte de mim e da minha vida independente de estar perto ou longe. sinto falta dela frequentemente e ao mesmo tempo cada vez que nos vemos é como se tivesse sido ontem. acho que o amor acontece independente do andamento das nossas vidas, como um ser autônomo.

a fabiola, aliás, me ensinou a amar em silêncio.

mas foi mais que isso — ela me ensinou sobre *silêncios*, esse artigo de luxo. até conhecê-la, achava que a vida era feita só de som e fúria, e ela me convidou a observar, sentir, respirar. me ensinou obviamente sem falar, através do exemplo — muito me espantava seu silêncio, a agudeza das suas observações, a sensibilidade dos comentários sempre mínimos, precisos, e sua delicadeza.

seu olhar é sempre generoso, inclusivo, mesmo quando critica. ela é de uma inteligência espantosa, e consegue captar sutilezas e profundidades que a gente nem sonha. mas isso faz com que ela sinta muito, sinta tudo por todos nós, e sei que isso não é fácil. ela é boa na essência; sabe aquelas pessoas boas mesmo, que não sabem fazer mal? ela é assim.

mas eu posso estar induzindo vocês a achar que ela é frágil, e essa mulher é uma leoa. cheia de paixão, curiosidade, ela é uma das mulheres mais corajosas que eu conheço. foi morar sozinha nos Estados Unidos, largando tudo pra trás, encarando uma vida nova com uma alegria contagiante. ela vai rir dessa lembrança, mas esse caso expressa tudo que eu não consigo: ela escolheu dirigir um carro conversível vermelho! 🙂 (e nesess tempos me senti um pouco lá vivendo essa liberdade cheia de sol, junto com ela, feito Telma & Louise com final feliz)

foi nessa época que ela se apaixonou pela dança, primeiro o tango e depois sua paixão maior, o flamenco. é dançando que você vai conhecer essa mulher cheia de força, inteligência, amor e alegria. toda a fúria que ficava escondida quando ainda éramos adolescentes veio à tona agora que estamos maduras, mulheres.

(repara que eu falo de você como se eu estivesse sempre junto, querida? é assim que eu sinto. onde você vai, eu vou).

e ela ama poesia, como eu. e já que estamos aqui, te deixo essa de presente, combinando com nossa história de estar juntas-separadas, sempre com muito amor.

**

[i carry your heart with me(i carry it in]

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear;and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
                                                      i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)

Daniela Belmiro

junho 26, 2018 Leave a comment

conheci a Dani numa época em que as coisas eram bem diferentes de hoje, seja no mundo ou na nossa vida; foi em outra encarnação. e “encarnação” é uma palavra que ela certamente vai gostar muito, fã que é das deliciosidades do idioma e das subversões dos sentidos ordinários das palavras.

ela também vai gostar de “ordinários”, aliás 🙂

a Dani é uma mulher imensa, que me lembra de origamis — cada ângulo que você olha é diferente. ela é cheia de desenhos intrincados, pequenas surpresas. quando você pensa que sabe bastante sobre ela, mesmo depois de tantos anos, aparece uma surpresa, um vislumbre de novidade. é gostoso estar com ela, como um respiro, uma pausa; fermata.

(mas é tudo relativo; embora ela possa sim ser âncora e respiro, ali dentro está todo o universo em expansão, porque quando ela deixa você entrar, caramba, é um labirinto!)

são muitos anos de presenças e ausências físicas, mas ela está sempre lá, e eu ia dizer sólida mas não é bem isso. como um rio, como o mar, que está lá mas todo dia é novo, é único.

por mais maluco que isso possa parecer, amiga querida, você é um porto; como um píer, plantada e dançando nas marés. é bom ter sempre pra onde voltar, e ver pores de sol iguais mas em águas diferentes.

te amo!

#retratofalado

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Retrato falado

janeiro 19, 2017 Leave a comment

Sei que o assunto do momento é desgraça, como quase sempre, mas mexeu muito comigo essa história de perceber que tantas amigas se achavam / acham gordas, feias, inadequadas, e que receber elogios é às vezes tão difícil (ainda mais quando confundem elogio com cantada e assédio).

Tive um dia puxado hoje, o que não é incomum. Mas me peguei no meio do dia pensando como seria legal poder dizer pras minhas amigas todas como eu as vejo. Como elas são bonitas, interessantes, inteligentes, e tantas outras coisas legais, cada uma do seu jeito.

E decidi fazer uns posts de retratos falados, fotografias afetuosas por escrito, pra vocês se verem pelos meus olhos.

Na sequência, um pouco por dia, #retratofalado, aguardem <3

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