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Archive for junho, 2018

Vinicius Schiezaro

junho 29, 2018 Leave a comment

Nunca fiz #retratofalado de nenhum homem, mas vou abrir uma honrosa exceção hoje.

Por que só mulheres? Porque mulheres passam a vida todinha, desde que nascem, sendo definidas, medidas, elogiadas e criticadas por sua aparência. Ninguém fala da nossa personalidade, das nossas características não físicas, a não ser para nos sexualizar ou enquadrar em modelos de feminilidade (somos sexy, sensuais, intensas, doces, maternais, carinhosas. Nunca fortes, determinadas, corajosas, destemidas ou diretas).

Acredito que somos mais que nossa aparência, e que se exercitarmos o olhar para mulheres menos focado na aparência e mais na personalidade, podemos mudar o mundo. Falemos menos dos nossos lindos cabelos e mais da nossa coragem; falemos menos de celulite e mais da nossa resistência para caminhar, correr, praticar esportes. Mulheres não são enfeites, não precisam ser lindas, não estão no mundo para torná-lo mais bonito nem agradar os olhos dos homens. Nós somos seres humanos complexos, com várias especificidades além do nosso corpo.

Abro a exceção porque homens gays,  em certa medida, também são afetados pela pressão social de serem bonitos. Homens gays não precisam ser malhados, nem lindos.

Vamos parar de colocar pessoas em caixinhas, o observá-las, não só com os olhos, mas com todos os demais sentidos?

**

Vinicius hoje comemora mais uma volta em torno da Terra, e às vezes a impressão que dá é que não é a Terra que gira, mas ele que faz girar.

 

A energia dele parece infinita; uma nascente de ideias, movimento, construções (imaginárias e reais. Ele é gente que faz, bota a mão na massa mesmo), e muito glitter e cor 😉

 

É uma delícia estar perto do Vini. Ele é divertidíssimo, animado, pensa rápido. Cara, ele é tão inteligente! Talvez ele não saiba, mas tou aqui pra isso, né: muito inteligente, mesmo. Um espanto. Aquela inteligência alienígena, que tem gente que não entende, mas ele tá lá com aqueles olhos brilhantes já uns 10 passos na nossa frente, já viu as alternativas todas, foi, voltou, analisou e trouxe tudo pronto e lindo e louco enquanto você nem disse ainda BEY-ON-CÉ.

 

Tem uma tormenta lá dentro dele, que dá trabalho de administrar, que eu sei. Se você olhar bem de perto, vai ver que tem um reator nuclear, um poder de criação/destruição monstruoso e que ele tem que cuidar todo o tempo.

 

Grandes poderes, grandes responsabilidades, meu querido 🙂

 

Você é um sol, meu amigo querido. Seu brilho aquece quem precisa (e queima quem não sabe se cuidar). Que sua luz nunca falte! Te adoro 😘❤🍾

Categories: Retrato Falado Tags:

mulheres têm cérebro, uau!

junho 29, 2018 Leave a comment

Acabamos de sair de um evento num hotel, 3 mulheres juntas conversando. Um rapaz da área de entretenimento do hotel nos aborda com um chapéu Mexicano e começa a falar espanhol…

 

… respondemos as 3 em espanhol e já seguimos a conversa com ele em espanhol mesmo. Ele, sem graça, começa: “opa, acabou meu espanhol, haha! Vamos fazer um jogo?”

 

Num quadro, bandeiras de vários países, e um logo da Copa.

 

Nós: “vambora!”

 

Ele começa a perguntar como se tivéssemos 7 anos os nomes dos países, e nós — a Mariana arrebentando, nem precisava das outras 2, sabe tudo! — respondemos tipo TUDO. Sei lá, a gente não sabia a bandeira do Egito, talvez.

 

O cara não tava sabendo lidar. Dava pra ver a cara de espanto dele.

 

“Gente, vocês sabem tudo! Tinha um bando de homem agorinha aqui, uns 10, não sabiam nada!”

 

Nenhuma novidade aí, né, meu amor? Sigamos.

 

Mariana, pra provocar: “vamos então pro próximo nível? Capitais!”

 

O cara desacreditou. Ela falou de cara metade, Cris e eu mais alguns, outros demoramos e uns 3 tivemos que olhar no Google, mas no geral foi arraso.

 

Tiozão sentado atrás de onde estávamos — “uau, essa mulherada é inteligente hein?!”

 

Mariana, não satisfeita 😂😂😂: “esses aqui do Grupo X, já foram eliminados, esses aqui passaram… pô, você podia colocar aí os outros países pra gente falar qual saiu, qual ficou, placar…”

 

O cara tava rindo já de nervoso e bateu palma tipo “nossa, legal, verdade, mas CABÔ MINAS, XÔ!”, e fomos embora rindo bastante.

 

2018 e tem homem surpreso que mulher tem cérebro, não é uma coisa assim espantosa? 😉

Categories: feminismo

Fabiola Pereira

junho 26, 2018 Leave a comment

#retratofalado de uma vida.

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ontem foi dia dela, e não há um ano sequer que a data passe em branco pra mim. a Fabiola se tornou mais que amiga, uma irmã, parte de mim e da minha vida independente de estar perto ou longe. sinto falta dela frequentemente e ao mesmo tempo cada vez que nos vemos é como se tivesse sido ontem. acho que o amor acontece independente do andamento das nossas vidas, como um ser autônomo.

a fabiola, aliás, me ensinou a amar em silêncio.

mas foi mais que isso — ela me ensinou sobre *silêncios*, esse artigo de luxo. até conhecê-la, achava que a vida era feita só de som e fúria, e ela me convidou a observar, sentir, respirar. me ensinou obviamente sem falar, através do exemplo — muito me espantava seu silêncio, a agudeza das suas observações, a sensibilidade dos comentários sempre mínimos, precisos, e sua delicadeza.

seu olhar é sempre generoso, inclusivo, mesmo quando critica. ela é de uma inteligência espantosa, e consegue captar sutilezas e profundidades que a gente nem sonha. mas isso faz com que ela sinta muito, sinta tudo por todos nós, e sei que isso não é fácil. ela é boa na essência; sabe aquelas pessoas boas mesmo, que não sabem fazer mal? ela é assim.

mas eu posso estar induzindo vocês a achar que ela é frágil, e essa mulher é uma leoa. cheia de paixão, curiosidade, ela é uma das mulheres mais corajosas que eu conheço. foi morar sozinha nos Estados Unidos, largando tudo pra trás, encarando uma vida nova com uma alegria contagiante. ela vai rir dessa lembrança, mas esse caso expressa tudo que eu não consigo: ela escolheu dirigir um carro conversível vermelho! 🙂 (e nesess tempos me senti um pouco lá vivendo essa liberdade cheia de sol, junto com ela, feito Telma & Louise com final feliz)

foi nessa época que ela se apaixonou pela dança, primeiro o tango e depois sua paixão maior, o flamenco. é dançando que você vai conhecer essa mulher cheia de força, inteligência, amor e alegria. toda a fúria que ficava escondida quando ainda éramos adolescentes veio à tona agora que estamos maduras, mulheres.

(repara que eu falo de você como se eu estivesse sempre junto, querida? é assim que eu sinto. onde você vai, eu vou).

e ela ama poesia, como eu. e já que estamos aqui, te deixo essa de presente, combinando com nossa história de estar juntas-separadas, sempre com muito amor.

**

[i carry your heart with me(i carry it in]

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear;and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
                                                      i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)

Daniela Belmiro

junho 26, 2018 Leave a comment

conheci a Dani numa época em que as coisas eram bem diferentes de hoje, seja no mundo ou na nossa vida; foi em outra encarnação. e “encarnação” é uma palavra que ela certamente vai gostar muito, fã que é das deliciosidades do idioma e das subversões dos sentidos ordinários das palavras.

ela também vai gostar de “ordinários”, aliás 🙂

a Dani é uma mulher imensa, que me lembra de origamis — cada ângulo que você olha é diferente. ela é cheia de desenhos intrincados, pequenas surpresas. quando você pensa que sabe bastante sobre ela, mesmo depois de tantos anos, aparece uma surpresa, um vislumbre de novidade. é gostoso estar com ela, como um respiro, uma pausa; fermata.

(mas é tudo relativo; embora ela possa sim ser âncora e respiro, ali dentro está todo o universo em expansão, porque quando ela deixa você entrar, caramba, é um labirinto!)

são muitos anos de presenças e ausências físicas, mas ela está sempre lá, e eu ia dizer sólida mas não é bem isso. como um rio, como o mar, que está lá mas todo dia é novo, é único.

por mais maluco que isso possa parecer, amiga querida, você é um porto; como um píer, plantada e dançando nas marés. é bom ter sempre pra onde voltar, e ver pores de sol iguais mas em águas diferentes.

te amo!

#retratofalado

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Renata Marinho

junho 25, 2018 Leave a comment

Hoje é dia da Renata, e aproveito pra retomar o #retratofalado (que é minha maneira de lembrar a nós todas que existem mil formas de olhar umas às outras, que vai muito além da aparência).

 

**

 

Lembro vagamente de como se parece a Renata — a gente se encontrou, salvo engano, apenas uma vez, lá no centro do Rio.

 

Mas me lembro muito dela como um átomo 🙂 — pequena, densa de pensamentos e sentimentos, enorme do lado de dentro. De fora, você vislumbra isso tudo pelos seus olhos grandes, expressivos.

 

Ela é séria, como geralmente são as pessoas que pensam demais, e aquelas que se importam muito. Você sempre reconhece os que carregam pra si as dores de outros, não? É como uma aura. Ela foi a primeira vegetariana ativista que conheci, num tempo em que mal se falava disso, há (gasp!) 20 anos.

 

Houve um tempo em que eu não entendia a Renata, e achava ela “metida”, como eu dizia quando menina. Fui ensinada que mulheres devem ser sempre agradáveis, e que as pessoas legais são extrovertidas. Demorei a perceber, nela e em outras, a beleza de ser quem se é, mesmo com tanta resistência. Ela sempre teve coragem de ser ela mesma, apesar das inúmeras resistências.

 

Ela foi uma das mulheres que me ensinou — apenas sendo — que podemos ser o que quisermos, inclusive filósofas, introvertidas, com uma inteligência brilhante.

 

Obrigada por ser quem você é, querida! Parabéns pelo seu dia <3

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dizer não é dizer sim

junho 22, 2018 Leave a comment

Já fiz terapia em 2 ocasiões (voltei ano passado), em momentos muito diferentes da vida mas com uma coisa em comum: preciso de ajuda para estabelecer limites. Eu não só deixo como convido as pessoas a ultrapassarem meus limites. Eu rio dos limites 😀 e me estropio toda me desdobrando e querendo dar conta de tudo, pra todo mundo.

 

(E nem sempre os problemas chegam pra mim; eu corro atrás deles. Me segura que tem um problema ali pra resolver…)

 

Não pode, né? Não tou aqui pra resolver coisas nem dar conta de nada, e muito menos pra ser muro de arrimo pra ninguém. Preciso, devo e quero dizer *não*, colocar limites, deixar claro pras pessoas o que EU quero. Pensar mais em mim, e menos nos outros.

 

(Se você tem a impressão que eu sei colocar limites, tá super enganado. Me esforço muito pra agradar as pessoas, e me coloco em 2o plano frequentemente, tentando dar conta de tudo. Meus *nãos* vêm com esforço)

 

Mas tou aí, na batalha — cuidar mais de mim, da minha felicidade, é meu desafio.

 

E a coisa que mais me chamou a atenção nesse processo que dura tantos anos é que nas duas ocasiões em que empenhei nisso o resultado foi similar: várias pessoas se incomodam com minha mudança. De repente já não gostam mais tanto assim de mim, me procuram menos, ou se afastam de verdade.

 

Claro que eu fico triste. Afinal, não é à toa que eu quero fazer tudo pra todo mundo e só dizer sim, né? 🙂

 

Só que agora bem mais que há 15 anos percebo e aceito as limitações dos outros, e as minhas. Não posso agradar todo mundo. Nem todo mundo vai gostar de mim. Eu não preciso gostar nem acolher todo mundo. Eu mereço gastar minha energia comigo mesma. Como os outros reagem à minha imposição de limite é problema deles.

 

Há 15 anos aprendi a dizer não com mais facilidade; agora estou aprendendo a lidar com as consequências com mais serenidade.

 

Sempre que colocamos limites, há resistência, e eventualmente vamos ter que abrir mão de alguma coisa.

 

Não tá tudo bem, não é fácil; dói. Mas tá OK, passa e a vida segue. Tudo é passageiro (menos o cobrador e o motorista hahhahaha) e os incômodos passarão… eu passarinho 🙂

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a comparação é a mãe da infelicidade

junho 18, 2018 Leave a comment

“As mídias sociais estão nos treinando para comparar nossas vidas ao invés de apreciar o que somos. Não é à toa que estamos deprimidos.”

 

Concordo que comparar nossa vida com outros é PÉSSIMO negócio. Mas não consigo concordar que isso tem a ver com mídias sociais. Talvez as mídias ampliem nossa capacidade de fazer isso, mas basta ouvir conversas, gente: isso é uma prática comum desde que me conheço por gente.

 

Aliás, odeio comparações.

 

Odeio e ativamente evito, já há tanto tempo que quase não faço mais isso. Exceção feita à observação dos filhos dos outros — sempre educados, geniais, cordatos — enquanto meu filho é a reencarnação de belzebu e me faz chorar de frustração com alguma frequência.

 

Fora essa questão de mãe culpada, que hei de superar, não me comparo com ninguém e acho uma estupidez essas comparações. Não serve pra nada além de sofrer.

 

Inclusive não consumam revistas, nem mídia de celebridade e moda. Faz mal à auto estima, o que leva a gastar dinheiro com coisas que você não precisa e te impede de gastar com coisas maravilhosas tipo viajar, música, arte e chocolate.

 

A melhor forma de hackear a vida é não cedendo a certas inclinações.

 

Resista. 👊🏻❤

Categories: elucubrações

as que colhem cogumelos

junho 18, 2018 Leave a comment

Esse poema foi escrito por Neil Gaiman e apresentado pela Amanda Palmer (link lá embaixo), e Daniela e eu ficamos tão encantadas que fizemos uma tradução a 4 mãos para espalhar essa lindeza pelo mundo dos que falam Português.

 

Mulhes podem ser tudo que quiserem, especialmente cientistas 🙂

 

❤️🍄

 

As Que Colhem Cogumelos  

 

A Ciência, criança, como se sabe é o estudo

da Natureza e dos mecanismos do Universo.

Baseia-se na observação, no experimento, na medição,

e formulação de leis que descrevam os fatos

assim revelados

 

Há muito tempo, dizem,

já existia um cérebro na cabeça dos homens

preparado para perseguir feras desembestadas

lançando-os cegamente rumo ao desconhecido,

para depois, perdidos, encontrar seu caminho de volta

carregando juntos o antílope abatido.

 

Ou, nos dias ruins, antílope nenhum.

 

As mulheres, que não precisavam perseguir feras,

tinham cérebros atentos aos marcos do caminho

e ao trajeto possível entre um e outro.

À esquerda no espinheiro, passando os seixos

olhe bem os ocos das árvores caídas

porque neles pode haver cogumelos.

 

Antes da clava e da pedra lascada

a primeira ferramenta que existiu

foram as tipoias de carregar os filhos

amarradas para deixar as mãos livres

e ter onde guardar as frutas e os cogumelos

e as raízes e as folhas boas,

as sementes e os bichinhos.

 

Só então veio o pilão de amassar,

de macerar, de moer e quebrar.

 

E havia os dias em que os homens

perseguiam as feras nas matas escuras,

e não voltavam mais de lá.

 

Há os cogumelos que matam

e os que revelam deuses,

e há os que saciam a nossa fome.

Há que se saber identificar.

 

Uns são mortíferos se comidos crus

E novamente nos matam se aferventados

Mas se fervidos na água fresca que se descarte

e depois mais cozidos, servem então para comer.

Há que se saber observar.

 

Observar crianças que nascem,

medir as barrigas, as formas dos seios

E com a experiência descobrir

maneiras seguras de partejar.

Observar tudo.

 

E assim as que colhem cogumelos

palmilham caminhos

de olhos atentos ao mundo

vendo o que há para observar.

 

E algumas vicejaram

lambendo os lábios

E outras caíram mortas

varadas de dor.

 

E assim foram estabelecidas

e passadas as leis

sobre o que era ou não seguro.

Há que se saber formular.

 

As ferramentas que criamos

para construir nossas vidas:

as roupas, a comida, o caminho para casa…

Todas nasceram da observação,

do experimento, da medição – e da verdade.

 

E a Ciência, lembre,

é o estudo da Natureza e dos mecanismos do Universo.

Que se baseia na observação, no experimento, na medição

e na formulação de leis que descrevam o que se dá.

 

A corrida não para.

Uma cientista dessas primeiras

desenhou feras na caverna

para os filhos da irmã,

já bem saciados de frutas e cogumelos,

mostrando bichos que eram bons de caçar.

 

Os homens correm perseguindo feras desembestadas.

 

As cientistas caminham com calma

pelo pé da colina

e descem para a beira d’água,

até depois de onde o barro vermelho brota.

Elas levam os filhos nas tipoias que teceram

e têm as mãos livres para colher cogumelos.

(Neil Gaiman)

**

 

O original:https://www.brainpickings.org/2017/04/26/the-mushroom-hunters-neil-gaiman/

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legado

junho 15, 2018 Leave a comment

“Aqui deixo um sonho vivido”.

 

Não é assim, a cada encruzilhada? Ao escolher uma direção, nos damos conta do que andamos, e do que deixamos pra trás.

 

(Porque afinal não é possível carregar tudo, e é preciso sim deixar coisas pra trás)

Categories: poesia

uma idade avançada

junho 11, 2018 Leave a comment

Quando eu fiz 30 anos, a Kelly me ligou pra dar parabéns e dizer que (caso eu não soubesse) a bunda da gente caía *exatamente* no dia que a gente fazia 30.

 

Rimos muito, e a bunda não caiu (aconteceu bem depois, já nos 40, mas só um pouquinho e porque sou sedentária; a dela tá lá firme).

 

Nunca liguei de ficar mais velha, tenho achado até legal… até esse ano, os 46.

 

Percebi que minha visão não é mais igual. Ainda enxergo super bem, mas mudar do celular pro notebook, pro papel ou principalmente pra TV (legendas) tá ruim, tá difícil. E ler quadrinhos, livros infantis com papel colorido tá sofrido.

 

Aliás, tou sofrendo. Tou detestando observar meu corpo envelhecer, e aguardo uma solução para viver para sempre, favor acelerar isso aí, pessoal das ciências.

 

💔

 

(Por outro lado, como a nossa cabeça melhora, como é bom ter mais idade!)

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