pensamentos soltos

Tive um clique aqui agora: sempre pensei em maternidade como uma FUNÇÃO, e não uma meta de vida, um “dom”. Não sei se é porque minha mãe, e a família, sempre foram muito pragmáticas a esse respeito, mas nunca achei a maternidade glamurosa nem realizadora. É mais uma função, uma experiência da vida, como tantas outras.

 

Aí olho ao redor e vejo esse mundo de mulheres tratando a maternidade como uma ascensão ao patamar de divindade E/OU competição (parto X, filho com habilidades Y, alimentação W e pedagogia Z, etc.) e fico bem besta.

 

Ser mãe e pai é um negócio que consome a gente, verdade, e ficamos monoassunto por ANOS basicamente porque não fazemos mais quase nada (hahahahhaha <= risos histéricos), mas daqui a pouco as quianças vão pra vida e a gente continua aqui. Pessoas cheias de outras coisas pra pensar e fazer e realizar, ou bundar, que é um prazer perdido quando há quianças na equação.

 

Mas viajei, voltando: maternidade não precisa de tanta elucubração e nem comparação. Como bem me ensinou a Claudia, nosso filho só tem a gente de referência, não tem como comparar. O que a gente fizer, sempre por amor (não tem como ser diferente), tá bem feito. O que for mal feito se corrige, sempre é tempo.

 

Não compliquemos.

a mamãe viaja, o bebê adoece

[15-jul-2013]

otto com pneumonia 🙁 leve, porém pneumonia. e infecção nos 2 ouvidos, pobrezinho. já tá medicado, mas tamos com tanta peninha. eu e Fernando também estamos só o pó. virose do mal, pessoal, fiquem atentos aí que pelo que ouvimos da médica e no hospital a coisa tá feia, muita gente doente.

mãe

[16-jul-2016]

36h que o Otto tá sozinho de férias na casa da avó pela 1a vez na vida (nunca ficou sem um dos pais antes) e não quis NEM SABER do pai nem da mãe.

 

É bom, né? (Mas é ruim :D)

amigos!

[16-jul-2015]

2015

 

Vocês sabem (ou já perceberam) o quanto temos uma dificuldade aqui de socialização do Otto. É uma questão que nos preocupa, e temos feito de tudo pra ajudar. Não é fácil, ele é uma criança introvertida.

 

Ele convive com alguns amigos, mas não é assim uma coisa FELIZ, sabe? É tipo “ah, ok”.

 

Até hoje.

 

A Silvia e a Clarice vieram aqui nos visitar, tão lindas, e trouxeram o Matias. Além dele ter sido um amor de criança, o Otto imediatamente simpatizou com ele, levou pra conhecer o quintal, conversou com ele (GENTE. GENTE!), brincou de pega-pega (GENTE AO CUBO), jogou videogame, riu riu riu e brincou.

 

Tou quase chorando escrevendo isso.

 

Vocês não têm ideia.

 

Modosque muito obrigada, meninas. Nem sei o quanto eu tou feliz com a visita de vocês, que teve bolo e pizza e sorvete e as crianças brincando. Só faltou um unicórnio e um arco-íris pra ficar surrealmente perfeito.

 

<3 <3

doentinho

[16-jul-2013]

otto doentinho tá sendo mais mimado que de costume. e como tá mesmo doente e provavelmente incomodado, a gente acaba cedendo a qualquer manha ou choro. só que ele está MUITO melhor, mas continua tentando conseguir tudo o que quer no modo “sofrimento”, um misto de falando-chorando que pelo menos pra mim é super irritante (em especial porque a gente tenta fazer tudo que ele quer do jeito que ele quer, mesmo as coisas incompreensíveis e sem motivo algum, tipo “quero comer morango no potinho AZUL e não no VERDE”).

 

mesmo convalescente, há poucos minutos decidi que chega de nhé-nhé-nhé. quando ele começou a falar comigo choramingando DE NOVO, peguei ele no colo, olhei bem no olho e falei calmamente “otto, chega. você pode chorar quando quiser, e enquanto isso você fica aqui no meu colo até passar. mas se quiser *conversar* comigo, respira, se acalma e fala normalmente, senão eu não consigo entender”.

 

ele ouviu atentamente, e como mágica, parou de choramingar, respirou e falou normalmente o que queria.

 

por essas e outras estou certa que dá pra conversar com crianças, sim, mesmo quando estão manhosas. dá pra mudar comportamento sem precisar deixar a criança com medo, em especial quando a gente olha no olho e transmite claramente (verbal e não-verbalmente) que aquele comportamento não vai ser tolerado e é consistente.

 

(mas haja paciência pra conseguir ter calma e compostura quando eles tiram a gente do sério)

 

NOTA: neste momento ele está dando um chilique com a babá porque ela está chamando pra jantar. mas esse relacionamento eu não vou conseguir ajustar, eles que se virem 😀

diálogos noturnos

Gente, essa criança tá impossível. 😂

**

O: “mamãe, eu queria ser uma bomba simbionte. Igual o Carnificina”

Eu: “oi?! O que é isso?”

O: (cara de AI, MÃE) “quem criou ele foi o Dr Oc. Ele pegou a meleca do espaço que formou o Venon — isso é o simbionte — e misturou com outro simbionte que ele criou, só que vermelho, e fez o Carnificina.”

Eu: “hm, e você quer ser esse simbionte que é do mal?”

O: “não, queria ser que nem o Venon — ele era do mal mas ficou do bem.”

Sei.

**

Eu: “Otto, você desenhou no travesseiro, de caneta?!”

O: “era só um desenhinho, pequeno… é o mar!”

(E enorme)

Eu: “Não pode, amor. Esse desenho aí não sai mais. Por isso que a gente não desenha nas roupas, nos tecidos da casa.”

O: “mas lava, ué!”

Eu: “não, gato, não sai lavando, por isso a gente EVITA, tá?”

O: “poxa, eu não sabia.”

(Já me arrependi, a mãe)

Eu: “não tem problema, só lembra disso. Boa noite meninos!”

 

(Tou saindo do quarto pra apagar a luz, Fernando deitou com ele)

 

O: “mas mamãe… por que não sai? É IMPOSSÍVEL?” (com muita ênfase)

Eu: “vou deixar seu pai explicar. BOA NOITE, PESSOAL!”

 

Apago a luz e saio, boa sorte aí, Fer!

wall-e

[13-jul-2014]

Otto está obcecado com extintores de incêndio desde que descobriu que tem um embaixo do banco do passageiro. (Ele acha o máximo o Wall-e brincando no espaço com o extintor).

Ele quer pegar de toda forma, e explicamos que o extintor serve para extinguir incêndios, certo? Certo. Ele pensa bem e pede:

“Podemos então fazer um incêndio pra usar o extintor?”

Ah, a lógica imbativel das crianças 😀 (podemos, mas não devemos…)

Confesso que estou considerando fazer uma fogueira e usar um extintor. Nunca usei. Deve ser divertido!

negociação

[13-jul-2015]

Da série “quem mandou perguntar?”

**

— “Otto, o que você quer de lanche”?”

— “Kiwi!”

**

— “Otto, quantos você quer?”

— “Hmmm. 10!”

— “não. 10 é muito, né? Quantos?”

— “Hmmm. 9?!”

— “OK, 2 então.”

goiabinha da vovó

[13-jul-2014]

Eu, pimpona com meus dotes culinários, pergunto pro Otto: “e aí, gostou da goiabinha da mamãe?” e ele nem titubeia — “não é goiabinha da mamãe, é da VOVÓ DO JULIO”.

(Ele conheceu a tal goiabinha num episódio de cocoricó)

O menino bem podia ser português, de tão literal, afe.

kilogramas

[11-jul-2015]

Sair pra rua com o Otto é divertido, em especial pra ver a reação das pessoas às coisas que ele fala.

Hoje ele tentou pegar uma coisa muito pesada numa loja, e falou pra vendedora: “Eu não sou forte o suficiente pra levantar isso. É muito pesado!”

Ontem, pra avó que pegou ele no colo com dificuldade: “Eu sou mais pesado do que pareço!”

(Ele escuta frases em desenhos, livros, filmes, diálogos e usa tempos depois, a gente nem lembra mais de onde veio. Mas é bem curioso :))