oriental

[8-set-2016]

Tamos lascados — toda vez que pergunto pro Otto onde ele quer comer (pra comer fora) ele quer “um japonês”.

Até japonês ruim é caro, então tá puxado.

Ontem fomos, ele chega no restaurante e quando a moça vem nos atender ele toma a frente e informa (mostrando nos dedinhos, porque o sangue italiano é forte): “vou querer uma saladinha de pepino, um cogumelo é um macarrão depois!”

A moça riu, trouxe e tivemos que brigar pelo cogumelo (ele comeu muito, pedimos 3 porções). A salada de pepino ele comeu tudo e me avisou que “é muito refrescante essa salada, mamãe!”.

Estamos considerando um fundo de investimento pra sustentar o vício da criança.

amor bipolar

[8-set-2015]

Vó Vera e Otto discutindo:

O: “eu sou filho do meu pai e da minha mãe!”

V: “então — você é meu NETO!”

O: “não, vovó, eu sou uma PESSOA!”

 

**

 

Ele tem estado rebelde. Hoje inventou uma nova: não me deixou ajudar a vestir roupa, quis entrar no banheiro (fechado) pra se trocar. Tirou pijama, me deu, pegou a roupa (sapato inclusive) e vestiu tudo sozinho. Saiu do banheiro vestido, todo pimpão <3

 

**

 

15min depois foi pro quintal e pisoteou todas as poças de chuva, molhou o tênis e as meias. Surtei, reclamei.

“Mas eu gosto MUITO de chuva, mamãe!”

**

 

Ser mãe é querer estrangular é amar infinitamente no mesmo instante <3

diferenças

[2-set-2016]

Antes do Otto, que graças ao maior amor do mundo me obrigou a olhar atentamente pra essa questão, eu não entendia os introvertidos.

Mesmo conhecendo e amando duas pessoas 100% nessa categoria (oi, Fernando e Fabiola!), o mundo girava em torno do meu umbigo. Os introvertidos é que precisam se adaptar nesse mundo feito pra mim, pra não serem “esquisitos”.

A maternidade vem me tornando muito melhor. O amor imenso me obriga a rever conceitos e olhar com mais generosidade para as diferenças. Me fez inclusive aceitar e abraçar algumas diferenças em mim mesma, coisas que eu procurava esconder e disfarçar, e agora quero aceitar.

 

<3

 

um churrasquinho!

[1-set-2016]

Sabe o melhor presente que você pode me dar? Me deixa dormir (se for de dia então… <3)

Fernando decidiu dar uma volta com o menino com opção pra eu ficar em casa. Agarrei tipo tábua do Titanic, dormi ~a tarde toda~

Tudo certo, tudo bom, no carro voltando pra casa com o pai, Otto strikes again:

O: “Quanto falta para chegar?”

F: “Está perto já, um minutinho”

O: “Um minutinho só? Fascinante…”

Hahhahahhahaha <3

**

O: “podemos comer um churrasquinho?”

E lá está o Fer preparando 😀

coisas feias

[1-set-2015]

Esqueci de contar pra vocês sobre o desdobramento do menino que “falou coisas feias” pro Otto: ele não falou nada! Ufa.

Conversando com o Otto depois descobrimos que o problema é que o menino CHORA quando precisa seguir a rotina. “Ele chora e não quer fazer as coisas”. O menino atrapalha a rotina, em outras palavras, e ele fica incomodado.

Virgem com virgem mandou lembranças. E coitado do menino que chora </3

mudança

[1-set-2016]

Otto foi (a contragosto, claro) no piquenique da “equipe” anterior na escola, e Fernando ficou até comovido com a alegria dele <3

Todos fizeram cartões, com a foto de cada um, nome, e um desenho. Os cartões são LINDOS. Eu também fiquei comovida, vá.

Ele até deixou abraçar e beijar! “Tudo que eles fizeram eu fiz também… Abraço, beijo!”.

Muito amor por essa professora do Otto, que teve tanto cuidado com essa despedida e a transição. <3

grossa

Eu: “OTTO É A TERCEIRA VEZ QUE EU PEÇO PRA VOCÊ COLOCAR O PIJAMA!”

 

O: “Nossa, por que você precisa ser tão grossa?!”

 

HAHHAHAHHAHAHAHAHHA!

 

Rimos muito, ele foi dormir de couro quente.

 

(Mentira, só rimos muito, mas não podia perder a piada)

quianças

[31-ago-2014]

Crianças e seus cerebrinhos incríveis:

Vó Malu conta pra ele que quebrou o pé e ele não tem dúvida — “peraí que vou pegar minha caixa de ferramentas pra consertar!” E trouxe a furadeira! Já usou seu presente, vó Vera 😀

**

Meu filho, esse que eu amo mais que tudo, me matando de vergonha: todo mundo chegando pra festa de aniversário com presente, e ao entregar pro Otto escuta algo como — “mas sabe o que eu queria MESMO de presente? O Chick Hicks”.

A gente escuta a mesma coisa há meses, e não achamos pra comprar. Encomendamos com a Raquel, e nem sei o que será quando o bendito chegar.

história (quase) sem fim

Essa semana na hora de dormir resolvi contar pro Otto a história dele. “O Otto nasceu em 2010, na cidade de Campinas, e mora em Vinhedo, e blá blá blá e agora ele vai fazer 7 anos! Viva!”

 

O: (…) “mas mamãe: como acaba essa história?”

 

Eu: 😬 “ela não acaba, ué, ela continua dia após dia.”

 

O: “mas ela acaba um dia, não acaba?”

 

Eu: 😬😬😬 “ah, meu amor, acaba sim, mas demora. E enquanto isso a gente vai fazer muitas coisas legais!”

 

O: 😭😭😭 “MAS EU NÃO QUERO QUE ACABEEEE!!!!”

 

Mãe pisciana, filho virginiano. É puxado.