apanhado do facebook: agosto

Chegou dia 1, que eu adoro em todos os meses , mas chegou também pra meu espanto (onde foi o resto do ano?) Agosto, que há 4 anos virou meu mês favorito.

Há 4 anos eu estava em casa, com uma barriga do tamanho do mundo, arrumando o quarto do menino, lavando roupas minúsculas e vendo a jabuticabeira florir.

Todos os anos, agora, passo esse mês de Agosto tentando lembrar da vida antes de ser mãe desse rapazinho, e parece outra vida. Era boa, às vezes era inclusive melhor, mas era outra.

No meio do inverno, me aqueço com as lembranças e esse amor tão novo, tão intenso.

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Fiquei tão feliz hoje — fomos a um encontro com pessoas do meu trabalho e suas famílias, e como sempre não tive grandes esperanças do Otto ser sociável, em especial com as crianças da idade dele (com adultos o processo é lento mas acontece).

Além do evento ser uma delícia, o Otto não só se interessou pelas crianças (OK, não as da idade dele, mas pelo menos eram crianças!), como chegou a ir sozinho falar com elas e chamar para brincar! \o/

Mas, sempre estilo Otto-o-diferente: vendo as crianças brincando juntas, um monte de meninos, ele chega perto e fala: “Meninos, cheguei!”

(Bonitinho é ver os meninos tão receptivos, chamando ele e tentando enturmar. Dá um quentinho no coração vendo crianças do bem ♥)

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Fernando está criando um monstro.

Eu gosto de trazer coisinhas pro Otto de vez em quando, quando chego da rua. Às vezes é um adesivo, um brinquedinho, um papel, um giz, algo de comer. E ele adora, claro, então vira e mexe, quando eu chego, ele além de me dar o melhor sorriso e abraço do mundo (nada se compara à carinha de feliz do filho quando a gente chega ♥), ele quer saber se “eu trouxe alguma coisinha”. Às vezes tem, às vezes não, e tudo bem.

Hoje tinha — comprei um monte de frutas lindas que tem perto do meu trabalho, e em especial um saquinho de cerejas pra ele.

Cheguei, abracei, beijei, ele pergunta: “tem alguma coisinha?” e lembrei que tinha.

Eu, mega empolgada: “Tem! Trouxe cereja!!”
Otto, desapontadíssimo: “oba.”
(Assim, com minúscula mesmo)
Eu, -fuén-: “O que você queria?”
Otto: “M&M, tem????”

Fer: “Tem, o papai trouxe!”

OLHA, TECONTAR! 😛

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Otto enlouquecido com a visita do vô Gê, batendo papo agorinha:

Otto: “tem planetas lá fora?”
Vô: “o que você acha? Você conhece os planetas?”
Otto: “conheço, e acho que eles estão chegando!”

(Está anoitecendo e as estrelas começam a aparecer)

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Hoje meu menininho completa 4 anos. Ontem eu disse que ele faria aniversário, e ele falou “mas eu quero que seja seu aniversário também!”

Expliquei pra ele que era meu aniversário também, já que no dia em que ele nasceu uma mamãe nasceu também. Que todo ano, no dia 27 de Agosto, eu também comemoro meu aniversário de mãe e fico muito feliz.

Eu, que amo o dia do meu aniversário, também tenho há 4 anos mais um dia no ano que é o dia mais feliz <3

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Presentes de aniversário: bonequinhos da Eva e Wall-e.

“Ela é linda!” (Sobre a Eva)

“Eu adorei!”

Não dá pra explicar a felicidade de ver o filho da gente feliz. É sobrenatural.

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Fiquei tão impressionada com o Wall-e que o Otto desenhou que fui perguntar pro Fer e Maria se eles não tinham desenhado!

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Texto muito didático sobre essa técnica que eu uso há alguns anos (e não sabia que tinha esse nome), e é maravilhosa. Aprendi em cursos sobre feedback e depois lendo o livro “a auto-estima do seu filho” tudo fez ainda mais sentido.

Não é fácil aplicar, já aviso. Tenho dificuldade por exemplo com a escuta empática. Mas é essencial praticar, mesmo que nem sempre dê certo. A intenção é tão ou mais importante que o resultado.

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Meu filho, esse que eu amo mais que tudo, me matando de vergonha: todo mundo chegando pra festa de aniversário com presente, e ao entregar pro Otto escuta algo como — “mas sabe o que eu queria MESMO de presente? O Chick Hicks”.

A gente escuta a mesma coisa há meses, e não achamos pra comprar. Encomendamos com a Raquel, e nem sei o que será quando o bendito chegar.

diário do otto: 4 anos

“as entradas no meu rosto

e os meus cabelos brancos

aparecem a cada ano

no final do mês de agosto”

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otto,

há 4 anos eu ainda não tinha 40 anos, e ainda era exclusivamente filha. as jabuticabeiras todas estavam em flor, o varal cheio de roupinhas minúsculas, o seu quarto já estava arrumado e nós esperávamos o desconhecido. lembro daqueles dias de fim de inverno, cheio de luz, flores, muitos tomates (adorava comer tomates durante sua gravidez) e uma espera que parecia interminável. é engraçado lembrar como eu não sabia, não tinha ideia, nem de leve, do que seria a vida algumas poucas horas depois.

agosto nunca foi um mês especial pra mim, mas depois de você tornou-se o mês mais intenso do ano aqui por dentro. o mês de março, que é meu aniversário, é cheio de alegria e euforia (amo completar mais um ano!), mas seu mês é puro sentimento. seja pela espera, chegada ou entrada em nossas vidas junto com a primavera.

tornei-me mãe de supetão (a gravidez não me preparou para o que viria. será que prepara alguém?), mesmo achando que estava preparada. ao chegar de forma completamente diferente do que eu tinha planejado, você já me ensinou que nem sempre temos controle de tudo; o período na UTI me lembrou que toda minha força e fé estão em mim, nos outros humanos que nos cercam, e não em algum deus ou entidade superior (sempre tive esperança que tudo aconteceria da forma mais perfeita e possível, que tudo ficaria bem); sua chegada em casa criou uma nova família, um mundo novo, pessoas novas.

não foram 4 anos fáceis, em especial os primeiros meses. percebo agora que (exatamente como temia) não estava preparada para ceder, doar, deixar ir a vida anterior. resisti, e por isso machucou tanto. não é que seja fácil (não é. lembre, caso eu não esteja mais aqui quando e se você decidir ser pai), mas tudo se torna muito mais difícil quando não deixamos a correnteza nos levar, e eu nadei à toa por muito tempo, até entender que jamais as coisas seriam iguais, e isso não é necessariamente ruim.

pois agora, 4 anos depois, quero repetir pra você uma frase que meu professor de ioga sempre dizia e demorei a internalizar: a dor é inevitável (física ou não), mas o sofrimento é opcional. em muitos momentos esqueci a dor (existência ou ausência) e me dediquei a sofrer. sofri com as noites insones, o cansaço, o medo, a preocupação. melhor seria ter simplesmente sentido tudo que cada um desses fatos trazia, e deixar passar, feito água.

muito mais fácil falar que fazer, meu amor. mas vale a tentativa, porque depois de passado o tempo, que dá perspectiva e lucidez, vejo que podia ter sofrido muito menos se fosse simplesmente menos controladora.

neste seu aniversário, mais que sua festa, presentes, abraços e amor, deixo aqui um conselho para a vida: não tente controlar nada. planeje, sonhe, realize, brigue pelo que você acredita e quer, mas não se machuque resistindo ao que é inevitável, ou muito difícil. tente ser flexível, sinta quando o pensamento não ajudar mais. olhe pra dentro, e liberte-se dos limites ou metas que você se auto-impôs.

seja feliz, seja livre.

amo você mais que o mundo, mais que tudo.

um beijo, mamãe.

 

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preciso também contar como foram esses meses, não? foram lindos. teve escola, família, construção da casa nova (tá quase pronta! mais 3 meses e acho que mudamos), mudanças pequenas e grandes no dia a dia, sua personalidade cada vez se mostrando mais — assertivo, direto, introvertido, carinhoso, sério. um menino especial, muito diferente das demais crianças que conhecemos, e em especial muito diferente de mim. o que é fonte de inúmeras preocupações (não sei lidar com o que não conheço, e sofro) e espanto (encantamento, medo, surpresa. você traz um mundo de aprendizado pra mim diariamente).

você tem brincado muito com bonecos e carrinhos, inventando roteiros e histórias, sozinho na maior parte do tempo. ainda não vemos você muito interessado em outras crianças da sua idade, mas num período de 3 meses passamos de “muito preocupados” com sua falta de interesse por amigos para “ok, é assim que ele é” depois de uma mudança significativa no seu comportamento bem no meio das férias. você se tornou subitamente mais falante, interativo, chama as pessoas (adultos ou crianças maiores) para brincar, faz perguntas até para desconhecidos e parece mais confortável em locais desconhecidos. ainda achamos que você deve ter mais interações sociais da sua idade, mas nossa preocupação com isso diminuiu muito. esperamos que você cada vez mais se solte, e consiga transitar sem problema em ambientes sociais, não porque é o “certo” mas porque vai ajudá-lo muito na vida 🙂

sobre as férias: fomos para ubatuba visitar o vovô Ivan e tio Kito , paramos em angra e no rio, e na volta conhecemos petrópolis, terminando com um divertido acampamento em itatiaia. foi sua primeira vez acampando, e você amou cada momento. foram 20 dias de férias com você, e pela primeira vez em muito tempo eu não cansei das férias, e confesso que queria ficar junto mais um pouquinho, aproveitando nosso tempo juntos como família.

nossos dias têm sido bons, meu filho querido, não me canso de fotografar e contar como somos felizes na maior parte do tempo. é lindo ver um ser humano crescer, e é mais lindo ainda quando podemos contribuir e participar <3

aqui você encontra fotos de todo o período: 3a9m, 3a10m, 3a11m.

e a partir de agora me comprometo a continuar contando as histórias frequentemente, mas o diário deve ficar anual (ou semestral). espero que você goste de um dia acompanhar como foi sua infância em tantos detalhes 🙂

diário do otto: 3 anos! \o/

otto,

você fez 3 anos neste lindo mês de agosto, e parece que foi ontem; e também parece toda uma vida!

aliás, como era a vida antes da sua chegada? preciso me esforçar pra lembrar, é como se tivesse sido com outra pessoa. o passado é cheio de coisas diferentes, que eu adorava fazer, mas não trocaria minha vida atual pela anterior. você vai aprender que sua mamãe não se apega ao que passou, gosta muito mais de viver o dia de hoje. cada dia é um dia, aproveitando cada pequena felicidade e deixando também que as pequenas tristezas e cansaços tenham seu lugar. espero conseguir lhe ensinar um pouco sobre viver o presente — não remoer o passado, não criar ansiedade pelo futuro — e ser flexível.

fui ler o diário do seu 1 ano — você tinha começado a andar e não falava nada além de vogais, ainda um bebezão. aos 2 anos, já falava muito bem mas ainda podíamos ver um pouco de bebê. com 3 anos já temos um menino em casa, sem carinha e nem comportamento de bebê. sua fala agora é praticamente perfeita, como de um adulto. é raro ver você cometendo erros de conjugação ou mesmo concordância (no máximo com os verbos irregulares que não conhece bem), não há quem não comente sobre como sua fala é certinha. seu interesse pelos números e letras diminuiu (e continuamos não forçando nada, deixando que você explore o que mais lhe interessa), mas você conta bem até 40 ou 50. o mais curioso é que perceber seu entendimento da lógica da contagem (sequência e quantidade), brincando às vezes de aumentar e diminuir.

esses dias você comia torradinhas no prato (tinha 9 ou 10), e ia fazendo uma contagem regressiva a cada uma que comia. chegando à última, perguntei “e aí? quanto sobrou?” e você, filosoficamente respondeu “o vazio” 🙂 e então ensinamos sobre o zero, claro!

sua interação com outras crianças ainda é bem limitada, você não vemos demonstra interesse especial por nenhum amigo da escola. percebo mais interesse seu com os filhos dos nossos amigos, e cada vez mais se interessando por crianças mais próximas da sua idade (diferente de antes, que só gostava das crianças mais velhas). me parece que você é uma pessoa reservada, diferente da sua mamãe, que sempre foi muito extrovertida. o que faz da experiência de ensinar e conviver com você algo ainda mais interessante pra mim.

suas professoras sempre se referem a você com muito espanto — “ele é um menino muito diferente! é sério, analítico, concentrado e observador. um menino muito inteligente, que pensa antes de falar, que faz perguntas interessantes e relevantes”. é um orgulho muito grande pra nós, seus pais, saber não só que você demonstra inteligência, mas principalmente que está confortável sendo quem é, do jeito que é, em meio a tantas crianças tão diferentes. sua tranquilidade e confiança em si mesmo são os sinais mais claros pra nós que estamos fazendo um bom trabalho como pais. ser inteligente é muito legal, claro, mas ser um menino bom e feliz é muito mais importante.

a mudança mais significativa no seu desenvolvimento, nesta fase, é seu interesse e habilidade em contar histórias. você quer ver e ouvir histórias o tempo todo, repetidamente, e eu me divirto muito (além disso, sem modéstia, sou muito boa contando histórias!). você vê, ouve e conta e reconta as mesmas histórias, mas nem sempre da mesma forma. também inventa situações, caminhos, nomes (e idiomas, aparentemente), e conta histórias com perfeição, nos mínimos detalhes. e canta as músicas também, sempre muito perfeitamente (inclusive corrigindo a si mesmo e começando de novo quando erra…).

há alguns dias sua professora nos contou que toda sua turma parou para ouvir você contar a história do curupira. e que você contou a história toda direitinho, e eles ouviram até o fim! quão fofo é uma turma de crianças menores de 4 anos contando e ouvindo história juntas?

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Gromit & Wallace \o/

sua festa de 3 anos foi a mais legal de todas, só com as pessoas realmente próximas de você, que convivem bastante. o papai e eu preparamos uma surpresa — fizemos esculturas do gromit & wallace, que você adora, para colocar na mesa. e a tia paula e a vovó malu fizeram a ovelhinha shawn e os saquinhos de lembrança. não consigo descrever sua carinha de feliz ao ver os personagens que adora na mesa de aniversário, foi a coisa mais linda. mentira — a coisa mais linda foi seu rosto e sua felicidade na hora do parabéns, olhando pra cada pessoa ao redor da mesa cantando pra você. este ano, pela primeira vez, acho que entendeu que a festa era sua. foi lindo e emocionante <3

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bom, quanto à sua rotina, você continua dormindo com a mamãe ou o papai, e não sabemos quando isso vai mudar. estamos esperando um sinal divino 😀 mas temos incentivado você a tentar dormir na sua cama, sozinho, e durante o dia isso já acontece com frequência. sua alimentação continua a mesma — você come de tudo, embora esteja mais seletivo (como oferecemos muita variedade, isso não é um problema), e não tem problemas em experimentar coisas novas. uma coisa que agora você adora é chocolate, que damos de vez em quando (está se transformando num chocólatra, como seu pai :))

a fralda, por enquanto, desistimos de tirar. você já sabe expressar sua vontade, e não quer fazer xixi ou cocô na privada (mas não quer fralda também. tem sido uma briga de vez em quando). decidimos então manter conversas sobre isso, tentando ver quando você vai se interessar pelo assunto, e aí vamos fazer a transição.

no mais, fora os seus chiliques de 3 anos (tudo do contra, tudo é não, tudo é do seu jeito), os dias têm sido bons, as histórias têm sido lindas e divertidas, e mesmo seus pitis chegam a ser engraçados. uns dias são melhores que outros, mas no geral a experiência é incrível e muito bonita. você sempre foi e continua sendo um menino inteligente, tranquilo, de humor excelente, cheio de empatia e muito articulado. como não amar e não ter orgulho?

feliz 3 anos, meu amor. que venham mais 300 anos! um beijo enorme da sua mamãe.

PS: veja aqui as fotos dos seus 3 anos.

a festa de aniversário

terceiro ano de festa de aniversário pro menino, e as questões continuam as mesmas — quem convidar? o que preparar para crianças e adultos comerem?

talvez estas questões fossem menos relevantes se tivéssemos família pequena, ou recursos ilimitados. nossa família é grande, e não estou disposta a fazer comida para 80 pessoas. o que me leva à questão da comida: é importante pra mim que o que vamos comer seja preparado em casa. não gosto da ideia de fazer uma festa (seja pro otto ou pra qualquer de nós) comprando a comida.

este ano, fazendo a lista de convidados potenciais, me dei conta de que era gente demais. tem o impacto de volume de comida e gente na casa, claro, mas o mais importante é que quanto mais gente, menos interação. nunca consigo conversar com as pessoas nas festas, mesmo quando são pequenas, e gosto de receber gente em casa justamente pra interagir. então quanto menos melhor. e o otto não é (pelo menos ainda) o tipo de criança que gosta de multidão, barulho e bagunça. ele gosta de brincar com as pessoas um-a-um, detesta barulhos altos (ainda bem, eu também), é muito mais introvertido que extrovertido. então, ao contrário do que eu sempre faço, estou reduzindo cada vez mais os convidados das festas, e sempre pessoas muito próximas.

preparar a comida é um grande prazer pra mim. não é uma questão de orgulho de dona de casa perfeita, não, é muito mais o prazer que me dá conceber o que servir, preparar e ver as pessoas comendo. o processo de elaboração e preparo me faz feliz; alimentar pessoas me faz feliz. então aproveito as oportunidades como essas para ser feliz antes e durante (depois vem a louça e a bagunça, que não me deixam tão feliz) 😉

na lista de convidados estarão esse ano nossa família (pai, mãe, irmãos, tios, primos) e os amigos que convivem com o otto com frequência (afinal, a festa é pra ele!). não convidamos nenhum amiguinho da escola porque ele não gosta de nenhum em especial por enquanto, não tem “amigos”, são só as crianças que vão pra escola com ele.

no cardápio, sempre procuro colocar opções saudáveis, mas sem odarice, que acho um saco. do mesmo jeito que fico chocada com as festas de criança que só servem comida podre (quilos de açúcar, chocolate, refrigerante, fritura) também não gosto de imitação de comida de festa com tudo natureba. festa é festa, é exceção. é dia de assar o javali, de servir cerejas turcas, experimentar chocolate, de tirar o cristal do armário. sou adepta da comida honesta, mas sempre feita pra celebrar.

o otto não consumiu açúcar nenhum (e nem sal; e nem tempero) até depois de 1 ano de idade. na festa de aniversário dele teve brigadeiro e bolo, tudo com açúcar, normal. eu estava disposta a deixá-lo provar o que quisesse na sua própria festa, mesmo não oferecendo nada disso em casa, nunca. só pedi que as pessoas não insistissem pra que ele comesse, que deixassem que a escolha fosse dele. todos respeitaram (avós inclusos), e ele não comeu NADA de açúcar, porque não quis, não se interessou. comeu pão, se não me engano, carne desfiada, enfim.

na festa de 2 anos fiz da mesma forma — bolo, brigadeiro, etc. ele comeu pipoca loucamente, pão, experimentou o bolo (1 garfada, e largou), cuspiu o brigadeiro e pronto.

nas festas de outras crianças ele tem pedido pra experimentar o bolo e doces, mas sempre larga depois da 1a mordida. definitivamente não é uma criança de doces (chocolate ele tem comido com mais gosto, mas sempre os pedaços mais “puros”, sem muitas melecas). os salgados ele come o que tiver, mas também não é grande fã, ele gosta mesmo é de pão/torrada e comida.

este ano decidi fazer 1 bolinho pequeno de maçã pra cantar parabéns e cortar (é o preferido dele), e alguns cupcakes de fubá (que ele adora) e outros de chocolate, além do brigadeiro (de colher, que ele adora, e de enrolar que eu adoro). farei também pão recheado de linguiça, torta de cogumelos, pão de queijo e pipoca. farei também pão e legumes crus (cenoura, salsão, pepino, brócoli) pra comer com molhinhos (queijo, alho e curry), e frutas que possam ser comidas com as mãos (cereja, uva, morango). suco natural, refri pra quem tomar, cerveja, sitara que sempre fazemos, e é isso.

comida honesta, feita em casa por mim e pela família (todos me ajudam! adoro), mas sem ser a-chata-da-comida-saudável. até porque a hora de ser saudável não é na festa, né, é no dia a dia. e isso temos feito muito bem 🙂

diário do otto: 2 anos, 24 meses \o/

otto, meu menino grande:

esse foi um lindo mês, e como algumas pessoas tinham me contado, melhora a cada dia. você está enorme, esperto, e muito muito engraçado. essa fase de começar a ter (e verbalizar) ideias da sua cabecinha é incrível, as frases e palavras mais fofas aparecem quando menos esperamos e é impossível não morrer de fofura a cada nova situação.

enquanto escrevo você está no seu quarto, conversando com a maria (sua babá), morrendo de rir das coisas que ela fala, e tagarelando. estamos muito orgulhosos de você, que tem um temperamento tão doce e observador, é bem-humorado e esperto.

este mês, além da sua festa de aniversário (conto já como foi), tem uma novidade: decidimos colocar você na escola, finalmente! pretendo escrever um post só sobre isso, mas já conto que depois de visitar 3 escolas, escolhemos uma waldorf para sua primeira infância. o principal fator para a decisão foi realmente a estrutura da escola — muito verde, atividades artísticas e alimentação alinhada com com o que oferecemos em casa pra você. estamos ansiosos pra que você comece, e que dê certo!

neste mês você se desenvolveu bastante na linguagem, especialmente formando frases e criando estruturas por sua própria conta. a conjugação verbal continua espantosa (muito certinha), e você adora os gerúndios — sempre fala coisas como “quer andar… andando!”, “pingando” quando abrimos o chuveiro por exemplo, e sabe direitinho o passado/presente (andou, andei). mas ainda insiste em falar “venhanta!” e “trazeu” ao invés de trouxe 🙂

ontem mesmo morremos de rir de você, que levou uma bronca por ficar de pé na banheira e falou “nem pensar!” quando disse que não podia ficar de pé. de onde você tira essas expressões? 🙂

atualmente você conta até 20, reconhece todos os números e já conhece todas as letras do alfabeto, é incrível. não só quando a gente pede pra mostrar a letra, mas reconhece também nos textos (as maiúsculas somente, por enquanto). é uma graça você falando “I de vovô ivan” e “k de kito”. mas a letra mais engraçada de todas é o Y = “íbulon”! não é que a gente queira que você leia/conte tão cedo, mas é TÃO bonitinho você sabendo essas coisinhas que a gente acaba incentivando mesmo sem querer.

as coisas que você mais gosta de fazer ainda são passear pela grama e pela areia, desenhar com giz, carrinhos e todos os brinquedos com barulho. ah, e o ipad, claro! notamos que agora você se interessa mais pelas outras crianças, e quer interagir (ou seja — hora de ir para a escola mesmo). ficamos um pouco preocupados, pois você é bastante contido, e mesmo quando outras crianças tiram brinquedos de você, nunca reage ou tenta reaver. você coloca as mãozinhas pra trás e fica bravo, pede de volta mas não “se defende”. por outro lado, achei muito fofo quando a sophia (sua amiguinha de 9 meses, filha do alexei e da fer) pegou seus brinquedos bem na sua frente e você não arrancou da mão dela, simplesmente falou (bem bravo): SHOLTA! é muito bonitinho ver como você não é agressivo, mesmo quando está bravo.

sua festa foi para poucas pessoas, somente os mais chegados mesmo da família (20 pessoas), e preparamos tudo em casa: brigadeiros de chocolate belga, bolo gelado de coco, carne louca, bolo salgado de frango com requeijão, pipoca, frutas, queijos, refri, suco, cerveja. bem simples, parecido com as festas de quando eu e seu pai éramos crianças, tudo feito com carinho e em casa. a caixa do bolo foi sua avó vera quem deu, e nós decoramos com a ajuda do tio weno e mawá. a carne e o frango a patrícia que nos ajuda em casa fez. os brigadeiros o tio weno fez e a tia ziza, vovós e mawá enrolaram. o bolo eu mesma fiz, e embalamos pedaço a pedaço. a vovó vera montou e decorou o bolo salgado, e depois arrumamos a mesa de aniversário, com bexigas lindas que o weno fez.

a tia tina, flávio e jojô vieram no sábado ver você. no domingo estavam aqui: vovós, vovô ivan, tias ziza, paula e kelly, sheilinha e thiago, sandra, césar, weno e mawá, alexei e fer com a sophia, lea, julia, denize e teo, alê, laura (sua paixão!) e clara. todos muito felizes por estarem juntos e comemorando mais um ano seu. a festa foi linda, tranquila e muito feliz. sua carinha na hora do parabéns foi impagável — você sorria o tempo todo, olhando um por um, e no final pediu “de novo!”. tivemos óculos para brincar, e sua foto mais linda foi com o coração nos olhos, veja:

 
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foi um dia muito feliz. fiz pra você um caderninho com fotos impressas dos seus 24 meses, para que as pessoas deixassem recado, se quisessem. os recados são lindos, espero que você goste e guarde com carinho quando crescer e aprender a ler!

sua alimentação continua ótima, você come de tudo e com muito gosto, não dá trabalho algum. seu sono tem variado, mas no geral melhorou (principalmente porque quando você dá trabalho a gente dorme junto, e pelo menos consigo dormir :D). você agora tira uma soneca de 1-2h depois do almoço, e dorme entre 19:30h e 20:00h e vai até 6:30h, quando vai pra nossa cama e fica vendo vídeos no ipad até as 7:30h. com o início da escola, isso provavelmente vai mudar! vamos ver como ficará.

meu amor, parabéns pelos seus 2 anos. amo muito você, que tem me ensinado todo dia como é bonito acompanhar o crescimento de outro ser humano, e que também me faz lembrar do quanto é importante sorrir, brincar e ser feliz.

com todo amor do mundo, mamãe.

(fotos da sua festa de 2 anos, e fotos suas com 24 meses.)