apanhado do facebook: agosto

Chegou dia 1, que eu adoro em todos os meses , mas chegou também pra meu espanto (onde foi o resto do ano?) Agosto, que há 4 anos virou meu mês favorito.

Há 4 anos eu estava em casa, com uma barriga do tamanho do mundo, arrumando o quarto do menino, lavando roupas minúsculas e vendo a jabuticabeira florir.

Todos os anos, agora, passo esse mês de Agosto tentando lembrar da vida antes de ser mãe desse rapazinho, e parece outra vida. Era boa, às vezes era inclusive melhor, mas era outra.

No meio do inverno, me aqueço com as lembranças e esse amor tão novo, tão intenso.

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Fiquei tão feliz hoje — fomos a um encontro com pessoas do meu trabalho e suas famílias, e como sempre não tive grandes esperanças do Otto ser sociável, em especial com as crianças da idade dele (com adultos o processo é lento mas acontece).

Além do evento ser uma delícia, o Otto não só se interessou pelas crianças (OK, não as da idade dele, mas pelo menos eram crianças!), como chegou a ir sozinho falar com elas e chamar para brincar! \o/

Mas, sempre estilo Otto-o-diferente: vendo as crianças brincando juntas, um monte de meninos, ele chega perto e fala: “Meninos, cheguei!”

(Bonitinho é ver os meninos tão receptivos, chamando ele e tentando enturmar. Dá um quentinho no coração vendo crianças do bem ♥)

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Fernando está criando um monstro.

Eu gosto de trazer coisinhas pro Otto de vez em quando, quando chego da rua. Às vezes é um adesivo, um brinquedinho, um papel, um giz, algo de comer. E ele adora, claro, então vira e mexe, quando eu chego, ele além de me dar o melhor sorriso e abraço do mundo (nada se compara à carinha de feliz do filho quando a gente chega ♥), ele quer saber se “eu trouxe alguma coisinha”. Às vezes tem, às vezes não, e tudo bem.

Hoje tinha — comprei um monte de frutas lindas que tem perto do meu trabalho, e em especial um saquinho de cerejas pra ele.

Cheguei, abracei, beijei, ele pergunta: “tem alguma coisinha?” e lembrei que tinha.

Eu, mega empolgada: “Tem! Trouxe cereja!!”
Otto, desapontadíssimo: “oba.”
(Assim, com minúscula mesmo)
Eu, -fuén-: “O que você queria?”
Otto: “M&M, tem????”

Fer: “Tem, o papai trouxe!”

OLHA, TECONTAR! 😛

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Otto enlouquecido com a visita do vô Gê, batendo papo agorinha:

Otto: “tem planetas lá fora?”
Vô: “o que você acha? Você conhece os planetas?”
Otto: “conheço, e acho que eles estão chegando!”

(Está anoitecendo e as estrelas começam a aparecer)

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Hoje meu menininho completa 4 anos. Ontem eu disse que ele faria aniversário, e ele falou “mas eu quero que seja seu aniversário também!”

Expliquei pra ele que era meu aniversário também, já que no dia em que ele nasceu uma mamãe nasceu também. Que todo ano, no dia 27 de Agosto, eu também comemoro meu aniversário de mãe e fico muito feliz.

Eu, que amo o dia do meu aniversário, também tenho há 4 anos mais um dia no ano que é o dia mais feliz <3

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Presentes de aniversário: bonequinhos da Eva e Wall-e.

“Ela é linda!” (Sobre a Eva)

“Eu adorei!”

Não dá pra explicar a felicidade de ver o filho da gente feliz. É sobrenatural.

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Fiquei tão impressionada com o Wall-e que o Otto desenhou que fui perguntar pro Fer e Maria se eles não tinham desenhado!

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Texto muito didático sobre essa técnica que eu uso há alguns anos (e não sabia que tinha esse nome), e é maravilhosa. Aprendi em cursos sobre feedback e depois lendo o livro “a auto-estima do seu filho” tudo fez ainda mais sentido.

Não é fácil aplicar, já aviso. Tenho dificuldade por exemplo com a escuta empática. Mas é essencial praticar, mesmo que nem sempre dê certo. A intenção é tão ou mais importante que o resultado.

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Meu filho, esse que eu amo mais que tudo, me matando de vergonha: todo mundo chegando pra festa de aniversário com presente, e ao entregar pro Otto escuta algo como — “mas sabe o que eu queria MESMO de presente? O Chick Hicks”.

A gente escuta a mesma coisa há meses, e não achamos pra comprar. Encomendamos com a Raquel, e nem sei o que será quando o bendito chegar.

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