uma coisa que é mas não é

esse período é muito bizarro. eu sei que estou grávida mas parece uma coisa irreal – não tem evidências positivas, só negativas. corpo estranho, hormônios pululando e me deixando toda estranha.

estou me achando mais pavio curto do que o normal (mesmo no trabalho, onde normalmente sou mais controlada); não estou suportando cheiro de um monte de coisas (inclusive comida, a menos que esteja com bastante fome); estou incomodada com textura da comida (coisas melequentas me dão nojinho).

essa última aí deve ser graças ao bebê, que é mesmo filho do fer 🙂 (ele também detesta comidas melequentas).

me sinto ridícula pensando no bebê, porque eu ainda não “vi” nada além de risquinhos no teste de gravidez e parece que estou numa TPM daquelas poderosas. ainda bem que está chegando a consulta com a médica, porque preciso de uma reafirmação, evidência, sei lá.

seguindo recomendação da amiga denize, estou mentalizando o bebê-piolho no útero, na barriga, sei lá (e eu que tenho dúvidas sobre como se parece um útero? tipo uma pera de ponta-cabeça?). aquelas mentalizações bestas da ioga, mas que eu sei que fazem bem.

tou falando pro bebê: ficaí tranquilo, meu, que temos longos meses pela frente juntos…

nunca as semanas passaram tão devagar. não vejo a hora de poder contar pros amigos todos!

desconfortos e coisas boas

fisicamente está chatíssima essa fase. meus peitos pesam toneladas, estou inchada e tive umas cólicas chatas no fim de semana e a comida não me cai bem. eu não tenho enjôos, mas tudo que eu como parece que faz mal. nunca tive azia e agora é o tempo todo. tive também dores de cabeça constantes, que acho que estão relacionadas ao inchaço. estou me forçando a beber montes de litros de água pra amenizar.

pra completar, tive um sangramento leve no dia de ontem, como a denize tinha previsto :), e fiquei apreensiva. parece que é normal, mas… é chato!

agora coisa boa mesmo de engravidar e ter filhos (fer e eu concordamos) é que agora seremos “autorizados” a reclamar e falar mal das barbaridades que vemos por aí: pais e mães sem noção, grávidas loucas e chatas, crianças sem educação e etc. se você não tem filhos, não tem direito de reclamar de nada, é uma patrulha absurda.

pois agora vou CONTINUAR falando mal de pais, mães, filhos, grávidas e etc. e agora EU POSSO! Mwahahahaha! 🙂

descobertas interessantes

na falta da médica pra me orientar no início, vou contando com a denize e o google. mil vezes a dê que o google, honestamente – a maior parte das informações que encontrei sobre gravidez na internet são um show de horror completo.

a única que me pareceu minimamente razoável foi essa aqui, explicando o que acontece semana a semana. minha primeira surpresa foi descobrir que as semanas se contam a partir da data da última menstruação (no meu caso, 9/novembro). ou seja, estou entrando na sexta semana. na minha cabeça, devia contar a partir da data mais provável da concepção (pelo menos 2 semanas depois da menstruação), mas… aliás, contar gravidez por semana é coisa moderna, né? que eu me lembre, gravidez era contada por mês!

outra “descoberta” que me irrita é tudo que é texto falando de gravidez chama a mulher grávida de “mamãe”. odeio. pra mim, “mamãe” só deve ser usado pelo filho ou num contexto com o bebê presente quando se refere à mulher que no caso é mãe dele. exemplifico:

bebê – “mamãe!” <== OK pai da criança - "a mamãe tá chamando" <== OK amigo, conhecido, whatever - "olha, a mamãe trouxe sua chupeta" <== OK qualquer outro uso acho péssimo. "a mamãe no segundo mês está..."? eca. "bom dia, mamãe, veio fazer o pré-natal?" chute na boca. ninguém além do meu filho pode me chamar de mamãe. só se aplica se for pra me identificar para o meu filho.