diário do otto: 2 anos e 10 meses

otto,

eu ouvi seu coração. esse, ao qual você se refere quando quer (ou não) que brinque de estetoscópio (que você aliás fala tão lindo, tão per-fei-ta-men-te), o órgão, sem metáfora. e foi uma emoção tão intensa encostar minha orelha no seu peito e ouvir um coração de passarinho, pequeno, batendo tum-tum-tum. um coração que já ouvi enquanto você era nada mais que um piolho dentro da minha barriga, e depois nunca mais.

foi a primeira vez que ouvi seu coração fora do meu corpo. um coração, agora, só seu.

e doeu, doeu tanto, porque ouvir um coração batendo me remete de forma crua à realidade de que todos os corações um dia não mais baterão. como um choque, pensei na finitude da nossa existência, e percebi que eu mesma deixar de existir só é importante na medida em que isso afetar você. mas que sua existência e permanência nesse mundo enquanto eu estiver aqui significa absolutamente tudo, é a coisa mais importante que já houve.

o mundo deixa de existir sem você. é claro que isso não é verdade, isso sim é uma metáfora, mas pra mim o mundo só faz sentido com seu coração nele, batendo feito passarinho, e seu corpinho tão macio, sua voz que mais parece música, sua risada e seus pensamentozinhos.

o mundo é você, pra mim, desde que você veio a ele.

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você agora é um mocinho, apesar da recusa em usar as instalações sanitárias como os demais seres crescidos. suponho que seja pra compensar o quanto você é articulado, e um tanto adulto pra sua tenra idade. decidimos desencanar e limpar a bagunça eventual, sem insistir demais. afinal, não conhecemos nenhum ser adulto e normal que não usa o banheiro conforme esperado. (ok, alguns ainda não aprenderam a usar a descarga e nem acertam o vaso, mas são detalhes)

sua adolescência infantil tem nos irritado um pouco, de vez em quando. você ainda é das crianças mais calmas e educadas da horda, onde quer que estejamos, mas ainda assim seus rompantes eventuais de “não quero”, jogar coisas, chutar/empurrar e dar gritinhos nos assustam. suponho que nossa expectativa era criar uma criança que fosse adulta (e a verdade é que estamos aliviados que você é um pouco moleque, sabemos que é saudável que você seja assim… criança). às vezes acho que nós, seus pais, é que somos excessivamente chatos e nunca tivemos paciência para crianças pequenas. ainda assim, gostamos muito de brincar com você e encontramos coisas legais pra fazermos juntos. isso, combinado à escola e à maria, garantem que você possa ser 100% criança e brincar muito e sempre.

continuamos felizes com nossa escolha da sua escola — você anda um pouco resistente pra ficar, ainda não sabemos porque, mas sua professora diz que você está ótimo e se comporta muito adequadamente pra sua idade 🙂 come bem, brinca, faz traquinagens. só falta o xixi e o cocô pra ficar tudo bem mais fácil agora.

você tem gostado cada vez mais de histórias (livros ou filmes), e agora já gosta de alguns filmes novos: detona ralph, como treinar seu dragão, ratattuille e gromit & wallace (em especial a close shave, que você chama de “aquele da VACA”. não consegui convencer você que é uma ovelha…). seus livros preferidos são ainda do morris lessmore, os caminhões, a coruja e agora também o do cocô, genial!

este mês viajamos para o rio, e visitamos vários amigos queridos. você se divertiu muito, e voltou falando da dora e da claudia sem parar 🙂

você é, cada dia mais, nosso companheiro de aventuras e motivo de muita diversão. e quero aproveitar pra contar uma coisa — se um dia você estiver lendo isso aqui e achar que ter filhos é trabalho demais e que não compensa, vou te contar um segredo: compensa. por mais que o trabalho seja enorme (e é) e a vida mude para sempre (às vezes pra pior, não vou mentir) a experiência é incrível. recomendo demais que você também passe por essa aventura louca e maravilhosa que é criar um ser humano.

tenho certeza que somos, eu e seu pai, pessoas melhores depois que você nasceu e se juntou a nós. e ainda virá tanto! mal podemos esperar.

um beijo com amor da sua mamãe.

PS: as fotos e vídeos dos seus 2 anos e 10 meses estão aqui.

diário do otto: 2 anos e 7 meses + 8 meses

menino-otto,

agora você é um menino. ainda não sabe usar o banheiro, é verdade, mas não fosse isso já poderia considerar você um ser humaninho, e não mais a criatura pertencente à espécie toda especial que são os bebês. pra nós — eu e seu pai — essa sua nova fase é infinitamente mais interessante e deliciosa. estamos apaixonados pela sua versão criança, por mais que você-bebê fosse lindo, louro e fofo.

agora é possível conversar com você! negociar, explicar, ouvir suas ideias, suas questões. nas últimas semanas você começou com questionamentos mais claros, e perguntou pra mim pela primeira vez “por que aquela luz tá piscando, mamãe?”. era um carro, na minha frente, e fiquei tão emocionada que expliquei pra você quase o código de trânsito 🙂

você agora pergunta “o-quês”, “porquês” e “comos”. e nós respondemos, cheios de encantamento e espanto. repito — pra quem não passou pela experiência de acompanhar um ser crescer daquela minhoquinha que é um recém-nascido para uma criança aprendendo sobre o mundo, é difícil explicar o quanto é incrível. tão incrível quanto ver um cavalinho sair de dentro da sua mãe e andar/correr (ok, os cavalos são mais incríveis). nosso cérebro é uma máquina espantosa, assustadora. observar você crescendo nos torna ainda mais amantes da natureza e da vida.

agora você canta músicas, da sua cabecinha, inventa palavras pra gente rir, conta histórias de forma eloquente e sempre bem-pau-sa-do, explicando tu-do. e fala com as mãozinhas <3 enfatizando seu ponto de vista com dedos, braços, caras e bocas. você é muito expressivo, sério e engraçado no seu método. nos últimos meses você tem sido mais “moleque”, sobe nas coisas, alcança coisas no alto, se arrisca mais. bem diferente do seu comportamento de sempre, o que nos deixa muito felizes. achamos que é a escola que está ajudando você a se soltar mais, e ser menos sério e contido.

ultimamente você tem se interessado ainda mais por livros, histórias, e pede que contemos a mesma coisa várias vezes. começou a achar filmes (TV ou ipad) mais interessante, até senta pra ver um pouco. a TV você não gosta muito porque quando tem intervalos (comerciais) você reclama e se desinteressa; quando precisamos que você dê sossego por um tempo mais longo, o ipad é tiro e queda — são horas (mesmo, se a gente deixar!) de desenhos, vídeos, músicas e jogos. mas você continua se interessando pelos carrinhos, dominó, pião e outros brinquedos.

e hoje, do nada durante o café da manhã, você anunciou “vou ler!”, e foi para o seu quarto. sentou, sozinho, com 2 livrinhos, 1 deles no colo e outro do lado, e ficou lá, “lendo”. sozinho. tranquilo. e nos convidou pra ler junto, pra rever as mesmas histórias, uma depois da outra. não sei descrever a emoção de ver você “lendo”, no seu quarto, como uma pequena pessoinha, não mais um bebê. com vontade própria, calmo, independente.

conviver com você tem sido fácil, na maior parte do tempo (tirando o desfralde, por enquanto sem progressos além do xixi). alimentar você é moleza (come de tudo, e muito), divertir você é fácil, seja na rua ou em casa. dormir ainda é aquela novela de 1 a 2 horas, na nossa cama. mas você dorme a noite toda, o que acaba nos deixando tão felizes depois de 2 anos de drama que a gente até esquece que você devia dormir na sua caminha 😀

a paixão pelas letrinhas e números continua, e você agora conta bonitinho em inglês (até 10, que tem num livrinho que você ganhou), e até corrige o meu THREE (“é FREE, mamãe!”). fala o SEVEN com o “n” bem marcadinho, chega a ser engraçado.

e recita as músicas e a “oração” de agradecimento pelo almoço, que fazem na escola. junta as mãozinhas e fecha o olho, agradecendo “a cleonice pelo almoço gostoso que ela preparou!”. é de apertar muito, de tanta fofura!

já não sei mais se vou conseguir escrever a cada mês. a impressão que tenho é que algo mudou, alguma chave, e aqueles marcos de desenvolvimento tão claros dos primeiros meses agora se misturam, e seu tornar-se menino é fluido, cada vez mais próximo dos seres humanos que somos nós, seu pai e eu. o sorriso de um, o cenho franzido do outro. mais que só mistura, você é uma ponte, um caminho que traz e leva mensagens de um para o outro, cria mundos e questões que não existiam antes de você existir.

acho que finalmente estamos aprendendo a ser pais, e não só filhos. incorporamos estes novos (e difíceis) papéis na nossa existência. e quanto mais você se destaca como ser independente de nós, mais nossa condição se aprofunda e evidencia. temos um compromisso, uma meta, um desejo — que você seja feliz, autônomo, confiante. um menino louro e sorridente no meio desse mundo enorme.

observo você sozinho pela casa, comendo, brincando, se escondendo. atravessando a escuridão de um corredor enorme e escuro, e sem medo algum, ficando na ponta dos pés para acender a luz. sozinho, tão confiante e tranquilo. ia dizer que tenho muito orgulho, mas a verdade é que não é isso, não; é admiração pela sua independência, seja nos passos do escuro, seja no dizer claramente que “não” quando necessário. porque, diferente da sua mãe, você diz não e sim com a mesma facilidade e tranquilidade. anda na escuridão, e enfrenta com alegria (e óculos escuros) a luz do sol do meio-dia.

menino solar, molequinho cheio de opinião, gatinho doce e carinhoso da mamãe — cada dia amamos mais você e suas descobertas. viver com você tem sido um grande presente!

beijo da mamãe.

PS: e as fotos e vídeos continuam! divirta-se com seus 2 anos e 7 meses e 2 anos e 8 meses.

diário do otto: 2 anos e 1+2 meses

otto,

bebê, esses 2 meses foram tão intensos e cheios de novidades que a mamãe não conseguiu escrever 2 posts, um para cada mês. tá tudo misturado e acumulado, como acho que será daqui pra diante.

você começou na escola, e contei aqui um pouco sobre seu primeiro dia. foi lindo e muito fofo, mas não durou. 10 dias depois, seu pai viajou a trabalho e você começou a dar trabalho para ficar na escola. ficou dengoso e muito grudento comigo, e reclamando de ir pra escola — “não góta da ecólinha!” virou seu mote. nos disseram que é normal, pois quando a novidade vira rotina, a maior parte das crianças já não quer mais mesmo ir. mas insistimos, e seu pai recomeçou sua adaptação… até que você pegou uma gripe e ficou bem caidinho. preferimos manter você em casa até melhorar, e foram mais 10 dias de molho (culminando com uma amigdalite bacteriana bem chata). e logo depois que você ficou doente a mamãe também adoeceu e precisou fazer uma cirurgia (retirada da vesícula), o que acabou causando mudanças e incômodos. mas 5 dias depois a mamãe estava ótima e tudo voltou ao normal — você voltou pra escola e a mamãe pro trabalho.

mas houve uma mudança enorme logo após sua gripe — você começou a dormir a noite toda, sem interrupção para mamar ou trocar fralda! graças ao seu nariz entupido, decidimos parar com o leite (que piora a secreção de muco) e ver o que acontecia, até porque você estava recusando leite quando percebia o que era. e funcionou! agora estamos tentando compensar o leite com queijo e iogurte, estamos progredindo.

você continua comendo bem, porém está numa fase muito chata de ser do contra pra tudo (inclusive pra comer), como contei nesse post. agora temos que deixar você fazer as coisas do seu jeito, ou não oferecer muitas opções, prs que você se sinta no controle da situação e decida sempre que possível. chega a ser muito engraçado, mas tem horas que realmente irrita, pois tudo demora mais e dá trabalho. mas vamos seguindo tentando rir e nos divertir com sua independência e ideiazinhas próprias.

seu vocabulário e articulação melhoraram muito! você continua falando pausadamente, e pensando bem antes de falar, mas cada vez melhor e mais certinho. você usa os tempos verbais corretamente na maior parte das vezes, os plurais, e entende bem alguns opostos (em cima/embaixo, quente/frio, fora/dentro, pesado/leve, etc.). já sabe os nomes de todos seus amiguinhos na escola, das professoras e volta falando sobre eles. “o que você fez hoje na escola, otto?” “brinquei com os amigos e as amigas!” 🙂

você agora é fã de gelatina e de pudim de pão, além das coisas que já gostava. ah, e sorvete de SOCOLÁTI também agrada sempre 🙂

agora vemos você mais comprido que gordinho, com os braços e pernas mais proporcionais, já se parece mesmo um menino e não um bebê. cada dia mais lindo, mais engraçado, interagindo com a gente, inventando brincadeiras (sua preferida atualmente é esconde-esconde, embora você só queira ser achado, e não se esconder :)) e falando coisas malucas da sua cabecinha. estamos amando essa fase, mais que todas as outras, e tenho certeza que teremos saudade dessa sua idade.

apesar de você estar se tornando um menino, e se comportar como um mini-adulto, ainda é meu bebê e dorme abraçadinho, pede colo e procura a mamãe quando está com medo, triste ou quer um beijo. é impossível não ficar besta de paixão e amar você mais e mais a cada dia.

por mais que seja difícil e chata essa sua fase de dizer não pra tudo e querer fazer tudo sozinho, é motivo também de muito orgulho e alegria perceber você entendendo que é um indivíduo e procurando seu espaço. tudo o que mais quero é que você seja um menino (e um adulto) feliz, independente, dono do seu nariz. que saiba que pode contar conosco sempre, mas que também saiba que queremos que você encontre seu caminho, sua forma de viver.

aqui tem fotos dos seus 25 meses, e aqui dos 26 meses. divirta-se, meu amor!

te amo muito, um beijo da mamãe.

dialética aos 2 anos

pra quem não sabe, entre 18 e 30 meses a maior parte dos bebês passa por um período de mudança significativo de comportamento, apelidado pelos americanos de terrible twos (referência aos 2 anos de idade). achei um artigo interessante sobre essa fase aqui.

a principal característica dessa fase é a demonstração de independência, exercício da vontade através do “não” e reforço do “eu”. e isso deve ser considerado positivo pelos pais — significa que o bebê está de fato se desenvolvendo neurologicamente conforme o esperado, pois é justamente nesta fase que o bebê entende que é um ser separado dos pais (mais especialmente da mãe), que tem suas próprias vontades, pensamentos, desejos e que pode exercitá-los. já vi quem chamasse essa fase de “adolescência do bebê” e faz todo o sentido, já que a adolescência é mesmo marcada pelo desejo do jovem de destacar-se da sua família, e criar seu próprio mundo e espaço independentes.

o otto já apresenta sinais de independência há muitos meses, mas nada muito marcante, são pequenas coisas que percebemos no dia a dia: dizer não para coisas que ele normalmente gosta ou resistir a trocar a fralda na hora que precisa trocar. com um pouco de jeito e alguma técnica é possível contornar sem stress.

mas ontem ele chegou a um novo nível: além de dizer “não” pra absolutamente tudo que era pedido ou oferecido, na hora do jantar ele olha o prato de salada (que adora) e diz “não qué querê!” 🙂 e comeu tudo, como sempre, mas no seu tempo, do seu jeito.

temos dormido juntos na minha cama, antes de colocá-lo no seu berço (ele demora pra dormir, acho mais prático fazer assim que ficar plantada do lado do berço dele). deitado na cama, no escuro, ele vira pra mim e diz: “tá do contra!” (repetindo algo que falaram pra ele durante o dia, com certeza). eu ri, e falei que não tem problema, que pode ser “do contra” também.

normalmente ele dorme abraçado comigo, ou segurando no meu braço. mas ontem quando o abracei, como faço toda noite, ele disse “não abaça, dumí shójinho!”. me segurei pra não rir, falei “claro, pode dormir sozinho, a mamãe tá aqui se você precisar”. dei um beijo de boa noite e deixei ele quieto. em alguns minutos ele pediu a hilda (coruja de pano) e o hugo (monstro de pano), que fazem companhia pra ele no berço. peguei os dois, e ele realmente não veio me abraçar — ficou tentando conversar comigo (depois de dar boa noite eu não converso mais com ele, só fico ali junto) e depois de insistir na conversa e ver que não ia funcionar, ele virou e dormiu sozinho com seus bichinhos!

achei uma graça (e muito significativo) que logo depois de começar na escola ele também tenha começado a manifestar seu poder de decisão, sua individualidade, a ponto de querer dormir (a parte mais complicada de toda sua rotina, desde que nasceu) so-zi-nho. e que tenha iniciado o ritual de separação da mãe, através da transferência do apego para os  bichinhos (achamos que ele ia pular essa fase, mas pelo jeito ainda está por vir).

minha forma de lidar com essa necessidade de independência é oferecendo opções quando possível (leia o último link que coloquei nesse texto), pra que ele possa de fato exercer sua vontade. deixo que ele diga não, e não forço quando não é preciso. adio um pouco a troca da fralda, deixo que ele escolha no prato o que quer comer, misturo fruta com salada com sopa, pra que ele decida o que quer primeiro, deixo que ele tenha pelo menos a sensação de que está no controle de algumas coisas. na grande maioria das vezes funciona — ele fica muito feliz de poder fazer as coisas do seu jeito, fica confiante e normalmente não confronta de novo.

ele tem testado um pouco mais os limites físicos também, e tenta fazer coisas “perigosas” (o que têm potencial de causar acidentes). quando o risco do acidente é baixo, tenho procurado deixar acontecer, sob supervisão (cair, por exemplo), pra que ele entenda causa-consequência.

mas não sou do tipo que negocia tudo o tempo inteiro: tem hora que não dá pra ceder, nem conversar, nem negociar. certas coisas são NÃO mesmo, com letras maiúsculas, e aí simplesmente exerço autoridade e pronto. às vezes é preciso trocar fraldas à força (porque não posso discutir naquele momento, e temos que sair, por exemplo), tirar coisas perigosas da mão dele ou desgrudá-lo do armário que ele resolveu se pendurar (e pode cair em cima dele). sempre converso e explico os motivos, mas quando precisa ser rápido, é inconveniente ou arriscado, não dou opção.

aliás, se tem coisa que detesto é observar essas mães bovinas, que falam com voz mole e com a bunda imóvel na cadeira, enquanto vêem os filhos fazendo merda. “fulaninhooô, coloca o sapaaaaato que a gente precisa ir pra casa. vou contar até 2 milhões, hein?!”. quero morrer. tem que colocar o sapato e sair e a criança tá enrolando? levanta essa bunda e coloca à força, pronto. depois, em casa, conversa e explica.

por enquanto estamos conseguindo lidar bem com a fase “do contra”. cedendo às vezes, confrontando outras. até pra que ele saiba que sim, pode e deve exercitar suas vontades, mas não sempre. que às vezes ele precisa sim se adequar às pessoas ao redor, mesmo que fique chateado.

como não tenho medo de cara feia e nem ligo pra chororô, quando ele fica bravo ou chora eu consolo, pego no colo e explico: eu sei que é difícil ser contrariado, não fazer o que a gente quer. pode chorar, a mamãe te entende.

mas não é e continua sendo não.