os pais

quero dizer o plural da metade masculina dos pais de uma criança, ou seja, o homem. eles podem ser nossos maridos ou não e morar na mesma casa ou não, tanto faz. quero falar um pouco sobre como vejo o papel dos pais na criação dos filhos, especialmente em colaboração com as famigeradas mães.

e só pra ficar claro: tudo o que vou dizer aqui, essa minha visão de como as coisas devem ser, se aplica somente aos pais voluntários. ou seja, aqueles que decidiram ser pais e concordaram com a empreitada. sou a favor do aborto e completamente contra mulheres que seguem adiante com uma gravidez à revelia do futuro pai. na pior das hipóteses, se ela for contra o aborto ou coisa equivalente, ela não deve cobrá-lo de nenhuma responsabilidade. afinal, engravidar é uma escolha sim, a menos que você tenha sido estuprada.

outra coisa importante de dizer já é que sei muito bem que alguns vão se identificar com os problemas que eu estou comentando, e até como forma de defesa ou auto-justificativa vão dizer que “é fácil falar” ou “quando for seu filho, depois que ele nascer, você vai mudar de idéia”. não, gente, não é fácil falar e a possibilidade de mudar de idéia quanto a algumas coisas não invalida os pontos que vou comentar. porque no fundo, vocês vão ver, estou falando de se comportar como adultos de verdade e ser (ou se tornar) um casal verdadeiramente companheiro e comprometido.

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vamos lá: fico constantemente mal impressionada com o comportamento de certos pais que vejo por aí em relação à educação e cuidado dos seus filhos. e fico ainda mais envergonhada e constrangida pelo comportamento das respectivas mães, que no fundo reforçam o problema (e podem até ser a causa deles).

nem vou me estender no mérito da escolha do parceiro pra ter filhos, porque aí a coisa fica complexa. mas me pergunto quantas mulheres refletem sobre isso antes de engravidar, como eu fiz. eu poderia ter tido filhos muito antes na vida, de muitos outros pais, e preferi esperar porque queria ter filhos somente com alguém que eu realmente identificasse como um bom pai, além de ser um bom companheiro pra mim. mas enfim.

quando vejo as mães reclamando dos seus maridos como pais, não sei de quem tenho mais raiva. as coisas que mais me chamam a atenção (e espantam) são:

cansaço excessivo: não tenho dúvidas que criar crianças cansa e dá trabalho. mas por que só a mãe vive cansada e esgotada? a menos que você não tenha nenhuma ajuda pra fazer as atividades da casa, não consigo entender o stress. mesmo que você decida ficar amamentando 6 meses exclusivamente, dar o peito é a única coisa que só você pode fazer. todas as outras (to-das!) podem ser feitas por outras pessoas (arrotar, fraldas, banho, ninar, cuidar da casa). só consigo entender esse problema se não há nenhuma possibilidade de ajuda por parte de mais ninguém ou o pai trabalha o dia todo e não mora junto. porque ainda que ele trabalhe o dia todo, nada impede que no período da noite ele ajude nas tarefas. por que só 1 dos pais deve se esgotar? ficar em casa cuidado de bebê e da casa é um trabalho como outro qualquer.

acho que muitas mulheres simplesmente assumem o papel de super-mulher e não querem pedir ajuda por questão de orgulho ou vaidade. outras muitas entram na viagem errada de que cuidar da casa e dos filhos é responsabilidade exclusiva delas, porque o marido trabalha fora.

e se seu marido é do tipo de se recusa a ajudar, desculpe mas você escolheu muito mal seu companheiro pra começo de conversa. e nunca é tarde pra resolver esse problema, seja negociando uma mudança no comportamento dele, seja mudando as coisas dele pra outro lugar 😀 (ou você acha mesmo que ficar com alguém que se recusa a ajudar com seu filho é uma boa escolha no longo prazo?)

eles não sabem fazer nada direito: como mulher, confesso que essa é uma armadilha que eu caio, independente de ter filhos. “eles” nunca fazem as coisas direito 🙂 ou melhor – eles nunca fazem as coisas do jeito que a gente quer ou do jeito que a gente faria. são coisas bem diferentes. e se você faria diferente, por que não negociar e conversar, ao invés de simplesmente reclamar ou ir lá e fazer você mesma? é verdade que às vezes é preciso ceder (e é difícil…), mas faz parte. é isso que demonstra que um casal é realmente companheiro e, bem, adulto.

creio que mulheres são controladoras por natureza, e assumir o papel de mãe do seu companheiro é uma tentação constante. é muito mais fácil ficar puta, ir lá e fazer (ou refazer) alguma coisa do que conversar e explicar o que você preferia que tivesse sido feito. até porque às vezes o outro tem seus motivos também pra fazer as coisas de outro jeito. o outro pode até estar errado, mas tem direito (e dever, aliás) de assumir responsabilidades.

seu marido não coloca a roupa na criança do jeito que você acha correto? ao invés de reclamar dele ou assumir essa tarefa sempre pra você (e depois reclamar que está sobrecarregada), converse com ele e negocie. quando os filhos entram no relacionamento, aquela fase de auto-reconhecimento do casal começa toda do zero, afinal tem mais aguém na equação. é preciso reaprender a viver junto. paciência. pular essa fase, na minha opinião, é certeza de melecar o casamento.

só eu dou bronca: essa pra mim é uma das piores armadilhas, de novo por falta de negociação e excesso de controle. é muito comum ver as mães (que assumem a maior parte da responsabilidade e atividades com os filhos) serem as chatas e os pais serem os legais. fora os casos em que o pai é a autoridade maior (vou contar pro seu pai! ou só se seu pai deixar, que eu acho execráveis). é essencial, de novo, negociar com seu companheiro, e os dois devem dividir a responsabilidade e a chatice que é dizer não, cobrar, fazer comer, dormir, enfim: educar. a criança não pode ver os pais como personagens de uma história infantil maniqueísta. é verdade que se a mãe passa mais tempo com a criança, é mais provável que tenha mais oportunidades de ser chata, e exatamente por isso é importante que o pai use o tempo que tiver para atuar nesse papel também e equilibrar as coisas.

neste item tem um fator que pra mim complica ainda mais a coisa: a culpa, especialmente quando um dos pais ou ambos trabalham. me parece que o fato de trabalhar e somente algumas horas com os filhos (se isso é pouco ou muito eu acho discutível) transforma os pais em reféns. já que passam só algumas horas do dia com seus filhos, eles querem ser “legais” e “divertidos”. nada contra ser legal, mas escuta: o papel dos pais não é ser amigo dos filhos e nem entretê-los. seu papel é educá-los e garantir que eles sejam criaturas auto-confiantes e independentes. brincar faz parte do processo, mas é só uma parte e muitas outras pessoas podem e quer brincar com seu filho. pouca gente quer de fato educá-los.

minha maior preocupação na criação do meu filho é evitar a maldita culpa, fazer minha parte e ser feliz. além, é claro, de balancear com meu companheiro a responsabilidade de educar nosso filho de tal forma que ele perceba que seus pais estão afinados no relacionamento com ele. não quero ser a mãe chata, assim como tenho certeza que o fer não quer ser o pai autoritário ou permissivo.

mensagens/atitudes contraditórias: a mãe fala A e o pai fala B, na frente da criança. algum dos dois prevalece, e o mal está feito. em primeiro lugar, fica explícito o problema da falta de conversa e cumplicidade entre os pais; em segundo lugar, a criança percebe que pode fazer aliança com uma das partes pra conseguir o que quer.

não acho que os pais têm que concordar em tudo e nem conversar sobre tudo com antecedência, até porque é impossível. mas é preciso demonstrar cumplicidade e alinhamento, sim, pelo menos na frente da criança. nem que seja pra pedir uma pausa pra decidir, algo como “fulaninho, nós precisamos conversar uns minutos antes de decidir sobre isso, por enquanto nada fica resolvido”. e se a decisão for urgente ou não der pra esperar, acho que vale a que foi comunicada primeiro pra criança, mesmo que seja errada.

sei que na prática as coisas são mais complicadas que isso, mas meu ponto é simples: os pais precisam concordar que mensagens conflitantes não são boas pra criança, e nem pro relacionamento. discordar é normal e saudável, mas precisa ser tratado com honestidade e maturidade. uma criança não tem como acompanhar certas discussões e negociações, acho saudável poupá-la de argumentações entre os pais.

ciúme do bebê: essa eu acho o horror absoluto. já ouvi histórias medonhas sobre pais que têm ciúmes dos filhos com as mães, do tipo “você agora só pensa na criança” ou até ciúme da mãe poder dar o peito e ele não (soube de uma que pai queria porque queria que a mãe tirasse leite do peito pra ele dar na mamadeira, porque era “injusto” só ela poder amamentar).

aí é o seguinte: ou você já era mãe de um adulto mal-resolvido antes do seu filho nascer (escolheu mal de novo, amiga…) ou você pode estar mesmo exagerando no papel de mãe. convenhamos, tem mulheres que piram na batatinha depois de parir e só pensam e falam nos filhos 24h/dia.

acho mais fácil consertar e estar atenta ao segundo problema, é uma questão de auto-conhecimento e adaptação. imagino que ser mãe pira a cabeça da pessoa, mas com o devido interesse as coisas se ajeitam. basta querer, conversar (pedir pro seu companheiro ser honesto e conversar quando a coisa estiver ruim) e se empenhar pra melhorar.

consertar a situação de ter um filho mais velho e não um marido é mais complicada. não quero minimizar a capacidade masculina de se corrigir, por favor, mas ELE precisa se tocar que precisa virar adulto e assumir responsabilidades, ser companheiro e não dependente. há homens que simplesmente não querem, e ponto final. querem sua mulher ali sempre disponível pra ele: linda, loura, cheirosa e cheia de apetite sexual. além, é claro, de cuidar da casa e do bebê e não trazer problemas pra ele. além de trabalhar e ajudar com a grana, quando é o caso.

é inaceitável um marido criar problemas ou conflitos com a mãe por ciúme da criança. é compreensível sentir ciúme, sim, porque sentimentos não são controláveis, mas as atitudes podem e devem ser controladas. e se a coisa estiver pegando forte, caro pai, faça um favor a você e à família toda: vá pra terapia.

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dito isso tudo, não posso deixar de comentar que vi exemplos ótimos de pais que são o oposto de pelo menos alguns pontos que destaquei. tive por exemplo a oportunidade de acompanhar por vários anos a dani e o felipeb criando suas meninas, e preciso destacar o quanto acho o felipeb um pai e companheiro nota 10 em vários aspectos (a dani com certeza deve ter suas reclamações, por que perfeição não existe :)). além de ter acompanhado a gravidez dela de pertíssimo como parte integrante e não coadjuvante, apoiá-la e estar presente no parto, ele sempre foi 100% participante nas atividades das meninas, fazendo mais do que qualquer outro pai que eu conheço faz. lembro perfeitamente dele trocando fraldas sempre, dando banho, ficando com as meninas pra dani descansar, dando comida (e inúmeras broncas :D), brincando. os dois juntos como pais me passam a sensação de responsabilidade compartilhada de fato, não é só discurso. já vi também os dois discordarem, mas isso nunca os impediu de agir como adultos responsáveis. além disso tudo, eles mantiveram sua vida como casal ativa, fazendo atividades só deles e nunca esquecendo o que os uniu antes das meninas existirem.

esse post, de certa forma, é dedicado a eles. não porque sejam perfeitos ou modelos pra nós aqui (até porque somos tão diferentes que seria impossível), mas porque eles nos mostraram e mostram que é possível ser pais e mães adultos, além de companheiros de vida, mesmo com todas as dificuldades que esse cenário apresenta. beijo pra vocês, queridos 🙂

sobre auto-estima e vaidade

a cam começou bem lá no blog novo, e trouxe um assunto que venho tangenciando há tempos, não como mãe mas como filha (e me tornar mãe vai complicar mais ainda esse caldo!): a construção da auto-estima e a influência dos pais nesse processo.

não li o artigo indicado da rosely sayão (não assino a folha), então não posso opinar, mas tenho algumas contribuições que fazem parte da minha auto-análise. e é claro que tentarei aplicar o que acho mais razoável com meu próprio filho, quando a hora chegar. mencionei um artigo da superinteressante, que a dani achou online, e mencionei também um dos livros mais importantes que li nos últimos anos: a auto-estima do seu filho (linkei um trecho ao invés do livro, que é fácil achar. pedaço interessante pra citar :)).

vou fazer uma mistura das duas referências, porque elas podem parecer contraditórias à primeira vista, mas acho que são na verdade complementares.

algumas coisas do livro são datadas (o capítulo sobre sexualidade eu dispenso), mas a base dele, que trata da construção da auto-estima, é preciosa. os meus 3 anos de terapia foram baseados nas “técnicas” deste livro, e não vai dar pra explicar num post o quanto conceitos tão simples mudaram minha vida. digo que sou outra pessoa depois de entender como minha auto-estima foi prejudicada e também como eu repetia (e repito ainda, é difícil abandonar esse modus operandi herdado dos nossos pais) o mesmo comportamento com os que me cercam. a boa notícia é que tem conserto, e nunca é tarde pra começar a mudar (seja o estrago feito em você, seja seu comportamento com os outros).

a idéia do livro é simples: as pessoas precisam se sentir compreendidas, aceitas e amadas para serem felizes. e isso não significa que devemos aceitar qualquer tipo de comportamento, muito pelo contrário: podemos e devemos mostrar ao outro que às vezes seu comportamento nos magoa, incomoda e machuca e que não queremos ser ofendidos; e da mesma forma, devemos mostrar que outros comportamentos nos deixam felizes. mas é essencial evitar o julgamento, o rótulo. o indivíduo precisa sentir (ou saber) que é valorizado por aqueles que ama e admira principalmente pelo que é, e não só pelo que faz ou demonstra.

cada vez que rotulamos alguém (e esse processo de rotulagem começa quando nascemos, pelos nossos pais e parentes), estamos limitando sua capacidade e percepção de si mesmo. e acho que aí está o link entre o livro e o artigo: sempre pensamos em prejuízo à auto-estima relacionado a críticas e repreensões, mas o elogio também é uma forma de prisão. a expectativa criada quando somos elogiados pode nos restringir também.

vou tentar exemplificar os 2 casos.

caso 1 ou “como fazer alguém se sentir inadequado”:

quantas vezes vocês já viram mães (avós, pais, tios…) dizerem a uma criança algo como “mas a vovó veio até aqui pra te ver e você nem vai dar um beijo? que feio, como você é mal-educado. a vovó também não gosta mais de você, então!”? ou o clássico “você não vai comer essa comida que a mamãe fez com tanto amor? a mamãe vai ficar triste!”. eu aliás escuto coisas neste mesmo tom com 38 anos de idade, e não só de família, mas de amigos também.

o problema aqui é o seguinte: por causa de uma ação ou comportamento (não cumprimentar, não querer comer), o sentimento de amor e aceitação é colocado em jogo. o que diz não é questionado (dizer não = não amar) e o que recebe a recusa usa seu amor como ameaça ou moeda de troca (se você quer ser amado, faça o que eu quero). as frases parecem bobas e inocentes, e afinal, estamos brincando, não é? não, não é. esse tipo de queda de braço que coloca o afeto em jogo destrói a auto-estima do outro, e impede que ele se sinta à vontade para expressar o que verdadeiramente quer. de novo: não significa que as pessoas que se sentiram ofendidas não possam se manifestar, elas podem e devem. mas de outra forma. que tal assim, por exemplo: “que pena que não vou ganhar um beijo! eu estava com saudade e adoraria receber um beijo seu”. no outro caso, que tal “fiz essa comida especialmente pra você, porque fico feliz quando você come as coisas que eu faço”.

vejam que a idéia não é ganhar a briga, mas expressar sentimentos (bons ou ruins) sem julgar o outro ou ameaçá-lo. afinal, tudo o a gente devia querer nos nossos relacionamentos é ser feliz e se possível fazer os outros felizes!

o outro problema do rótulo é que uma vez colocado, há o risco do outro aceitá-lo de vez. você diz que alguém é preguiçoso, mal-educado ou tagarela e pronto: a pessoa se acredita assim e vai fazer de tudo pra se encaixar no rótulo. já cansei de ver crianças repetindo rotulações dos seus pais: “é que eu sou tímido” ou “é que eu não gosto de TV”. é um crime rotular qualquer pessoa, mas é especialmente cruel fazer isso com crianças.

caso 2 ou “como fazer alguém não se aventurar”:

comentários críticos também cabem aqui, claro, mas gosto do ponto do artigo superinteressante sobre o prejuízo que os elogios podem causar. acho que as pessoas äs vezes confundem auto-estima com vaidade. você pode perfeitamente construir (ou não atrapalhar!) a auto-estima do outro sem apelar para a vaidade. e no caso de pais e filhos, esse limite é mesmo tênue, porque elogiar qualidades dos filhos normalmente significa exaltar qualidades dos próprios pais (senão as mesmas, herdadas, a grande qualidade de ter colocado este prodígio no mundo).

é fácil cair na armadilha de elogiar resultados/ações, rotulando as crianças (ou adultos, vale o mesmo) como inteligentes, engraçadas, sociáveis, talentosas ou seja lá o que for. e basta rotular pra que a gente se acomode no papel X, como se inteligência ou graça (pra dar exemplos) fossem dádivas que não demandam esforço ou investimento ou ainda pior: como se não pudéssemos mais fazer menos que o melhor, sob risco de sermos menos amados.

o problema todo (e a solução, na minha opinião!) está em entender que temos medo das pessoas que amamos nos admirarem ou amarem menos em função do que fazemos. porque a verdade é que as pessoas pisam na bola, errar faz parte de ser humano. é claro que tudo o que fazemos afeta os que nos cercam, e é importante que cada indivíduo entenda isso desde pequeno (ação/reação). o que realmente faz com que nossa auto-estima seja firme e forte não é receber montes de elogios e tampouco não receber críticas ou nãos, mas a certeza de que aquelas pessoas que são essenciais pra nós nos amam mesmo quando erramos e apesar dos nossos erros e fracassos. eles nos amam mesmo quando não somos assim tão inteligentes ou espertos ou legais.

quando sentimos que somos amados no matter what, nos damos o direito de errar e nos perdoamos quando pisamos na bola. e nem preciso dizer que só quem se permite errar é que acerta, não é?

como filha, aprendi a filtrar as inúmeras chantagens emocionais dos meus pais (e aprendi também a me manifestar verbalmente quando essas chantagens me machucam) e repito pra mim mesma em non-stop “eles me amam, não importa como eu me saia. eu não preciso provar nada pra eles!”.

como amiga, chefe ou coisa parecida, aprendi a não julgar ou rotular. e apesar de vira e mexe cair na armadilha, aprendi que a melhor forma de me relacionar com as pessoas é me concentrar em como EU me sinto a respeito do que elas fazem, e deixá-las saber disso. se me chateiam, eu digo que me chateei e explico como me sinto quando elas agem assim ou assado. é responsabilidade delas mudar o comportamento ou não. usando um clichê, é um jogo de frescobol mesmo: cada um precisa fazer sua parte pra bola não parar de quicar. e não se iludam: é difícil agir assim. principalmente porque nossos problemas de auto-estima se colocam como barreiras pra aceitar o outro e ser honesto.

e como mãe, vamos ver… pretendo seguir os princípios que aprendi e acredito serem corretos: ser honesta; não rotular ou julgar; dizer como me sinto (quando fico feliz ou triste); reforçar que meu amor é incondicional, sim. mesmo quando disser não, colocar de castigo ou perder a paciência 😀