quianças

[31-ago-2014]

Crianças e seus cerebrinhos incríveis:

Vó Malu conta pra ele que quebrou o pé e ele não tem dúvida — “peraí que vou pegar minha caixa de ferramentas pra consertar!” E trouxe a furadeira! Já usou seu presente, vó Vera 😀

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Meu filho, esse que eu amo mais que tudo, me matando de vergonha: todo mundo chegando pra festa de aniversário com presente, e ao entregar pro Otto escuta algo como — “mas sabe o que eu queria MESMO de presente? O Chick Hicks”.

A gente escuta a mesma coisa há meses, e não achamos pra comprar. Encomendamos com a Raquel, e nem sei o que será quando o bendito chegar.

história (quase) sem fim

Essa semana na hora de dormir resolvi contar pro Otto a história dele. “O Otto nasceu em 2010, na cidade de Campinas, e mora em Vinhedo, e blá blá blá e agora ele vai fazer 7 anos! Viva!”

 

O: (…) “mas mamãe: como acaba essa história?”

 

Eu: 😬 “ela não acaba, ué, ela continua dia após dia.”

 

O: “mas ela acaba um dia, não acaba?”

 

Eu: 😬😬😬 “ah, meu amor, acaba sim, mas demora. E enquanto isso a gente vai fazer muitas coisas legais!”

 

O: 😭😭😭 “MAS EU NÃO QUERO QUE ACABEEEE!!!!”

 

Mãe pisciana, filho virginiano. É puxado.

A.G. / D.G.

“Mamãe, quem foi o primeiro homem que apareceu na Terra?”

 

“Mamãe, quem veio primeiro: a luz ou a escuridão?”

 

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Como era ser pai e mãe antes do Google, pessoal? Vocês inventavam as respostas?! 😀

oitávama volta em torno do sol

Este ano:

“Mamãe, estou completando hoje minha sétima volta em torno do sol! Agora começa a oitávama volta!”

❤️❤️❤️❤️❤️

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Em 2015:

Tão bonitinho ele feliz que tá fazendo 5 anos <3

“Eu estou ficando grande! Eu vou crescer um adulto!”

<3

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Em 2014:

Hoje meu menininho completa 4 anos. Ontem eu disse que ele faria aniversário, e ele falou “mas eu quero que seja seu aniversário também!”

Expliquei pra ele que era meu aniversário também, já que no dia em que ele nasceu uma mamãe nasceu também. Que todo ano, no dia 27 de Agosto, eu também comemoro meu aniversário de mãe e fico muito feliz.

Eu, que amo o dia do meu aniversário, também tenho há 4 anos mais um dia no ano que é o dia mais feliz <3

 

(Presentes de aniversário = Wall-e e EVA)

“Ela é linda!” (Sobre a Eva)

“Eu adorei!”

Não dá pra explicar a felicidade de ver o filho da gente feliz. É sobrenatural.

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Em 2013:

3 anos do meu menininho hoje \o/

Não tem preço a carinha dele hoje cedo, sorrindo e me falando “hoje é meu aniversário, né?” <3 <3

Cantamos parabéns, felizes, com 1 cupcake no café da manhã, e hoje na escola dele tem música, coroa e parabéns.

E é meu aniversário como mãe também, papel que ainda não me serve direito, como uma roupa que não estamos acostumados a vestir.

Esse misto de amor, cansaço, felicidade e saco cheio é uma maluquice. Pra quem queria a experiência antropológica da maternidade, acho que o objetivo está 100% cumprido, e de quebra ganhei um amor maior que o mundo e que cresce a cada dia, inexplicavelmente.

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Em 2011:

Comemorei hoje junto com 1 ano do meu menino meu primeiro aniversário de mãe. Com bolo arco-íris, almoço pra família e muitas risadas. Sempre fui otimista e feliz com a vida de forma geral, mas ser mãe trouxe uma nova dimensão à minha fé na vida e no futuro. Ainda mais quando há tantos desejos de amor, mãos pra ajudar e até borboletas e beija-flores pra enfeitar o bolo! Obrigada a todos pelo carinho. <3

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Em 2010:

Não tenho fotos do dia do nascimento do Otto — essas fotos são as primeiras que tenho, do dia 4/set, quando ele finalmente foi pra casa depois de 8 longos dias de UTI.

Vocês podem ver que ele desaprovava tudo, obviamente. Mas foi um dia de milagre e alegria pra mim, pra nós. Não passou um ano ainda que, neste dia, eu não olhe pra ele e me emocione muito lembrando como esse nascimento foi difícil pra todos nós.

Mas a gente se recupera <3

proeminente!

Aquele momento em que você já não acompanha mais os desenhos que seu filho assiste:

O: “Proeminente é uma fantasma gigante que tem vários tentáculos que você corta um e nascem mais 2 no lugar. E solta fantasmas da boca dela, que é redonda com pontas gigantes.”

Eu: “e qual é o lugar mesmo onde você disse que fica essa criatura?!”

O: “Ela É o Reino Maldito!”

hulk

Geralmente o Fernando leva o Otto pra escola, e eu busco. Na saída ele tá que é só alegria, parece o Morgan Freeman saindo de Shawshank, uma euforia só.

Aí hoje eu fui levar, e o menino é a imagem do desgosto. Não brigou nem nada, mas quase dá pra ver ele arrastando corrente pra entrar.

 

Eu: “quer que eu ajude a levar a mochila? Tá difícil né?”

O: “é que eu quero me atrasar, mamãe.”

Eu: “ô amor, faz isso não, atrasar deixa a gente ansioso.”

O: (…) “tchau, mamãe, daqui eu vou sozinho.”

Eu: “ah, é? Tá bom, beijo, se cuida meu amor”

 

E ele vai num passinho desolado, sem olhar pra trás, cabisbaixo, e entra.

Na minha cabeça tocou essa trilha sonora.

😪

 

early teens

[24-ago-2015]

Ontem Otto deu demonstrações de adolescência precoce:

Eu: “ô Otto, se eu não tou enganada, falamos que você não vai ver desenho porque não foi legal hoje mais cedo!”

O: “mamãe, eu acho que você ESTÁ enganada.”

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F: “Otto, pra descer a escada precisa colocar a mão no corrimão!”

O: “ô papai, FICA FRIO!”

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OLHA.

os outros (tipo o filme de terror)

[24-ago-2015]

F: “você tá feliz na escola, Otto?”

O: “tou. Eu gosto muito do parque de areia!”

(…)

O: “mas eu não gosto quando o Fulano fala palavras feias pra mim”

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Não conseguimos descobrir o que o fulano fala. Mas já quero aniquilar o Fulano e todas as gerações da sua família, e ensinar o Otto a lutar karatê pra socar a boca do fulano.

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ARGH, como lidar?! <o>

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Mas na prática vou pedir à professora pra ensinar o Otto a se defender e se manifestar quando acontecer. Ele afinal vai ter que lidar com muita gente sem noção no mundo.

PESSOA-AL!

[24-ago-2014]

Otto acaba de acordar, depois de falar dormindo, bem agitado, chama na maior calma, mas firme:

 

— “PAPAAAAAI! PESSOA-ALLL”

 

Não agüento, hahahahahaha <3

 

momzilla

[24-ago-2014]

Há 2 anos: o Otto começava na escola pela primeira vez. Momento bonito e também muito tenso, a gente não sabia como ele ia se adaptar e tals. Tudo ia bem, até aparecer Jizanthapus (nome fictício, em homenagem a Louis CK). O menino era o horror de qualquer pai de criança pequena — mordia (Otto levou pelo menos 1 mordida grave), chutava, puxava cabelo, batia. Em todo mundo, todo dia. Estressamos a ponto de chamarem reunião geral de pais e psicóloga e o cacete. Segundo a direção da escola, o menino “passava por um momento difícil, a mãe estava grávida de novo, os pais não sabiam o que fazer” e blá blá blá. Foda-se. Se o moleque não parasse, a casa ia cair. Não conheci os pais (sorte deles), mas eles sensatamente retiraram o malévolo da escola.

 

Há 3 semanas: estou almoçando num restaurante aqui na cidade com o Otto, sozinha. Chega um casal de desconhecidos, senta e começa um tipo de tortura moderna — sou obrigada a suportar a mulher do casal brigar com o marido, tratando o moço como se ele fosse um pano de chão. Agressiva, surtada nível histeria, falando sem pausa. OK, quem nunca brigou em público, né, gente? Mas aí ela começou a falar com o garçom e eu pedi a conta antes de dar uma voadora. Grossa, paternalista (existe isso?), arrogante, daquelas que tratam garçons como imbecis.

 

Catei o Otto e saí antes de acabar minha dose de sangue de barata.

 

Hoje: mesmo restaurante da última vez, estamos quase saindo. Chega o mesmo casal, já não desconhecidos pra mim, com 2 gêmeos no carrinho e… Jizanthapus. O próprio. Tudo se encaixou na minha cabeça — o casal, o menino problemático. Quem sabe ele melhorou né?

 

Estamos saindo, tem um menino de uns 2 anos de outra mesa brincando numa rampa, com as mãozinhas segurando na parte mais alta da passagem. Jizanthapus, em cima, olha bem o menino embaixo e faz o quê? Pisa nas mãos do menino. Quando o Fernando tava prestes a tomar uma atitude os pais do menor chamaram (e malévolo disfarçou).

 

**

 

Não sei se o menino é do mal, se ficou do mal graças aos pais imbecis ou uma combinação das duas coisas. Mas sei que depois de ver esse desenrolar de coisas em 2 anos jamais vou aceitar respostas como “é coisa de criança” e “a criança não tem maldade”.

 

Se zuar meu filho, se prepara pro ataque da mãe Godzila, galera.