introvertidos, esses seres de outro planeta

Achei que entendia introvertidos até o Otto crescer e se manifestar com a sinceridade mais pura, e percebi que os introvertidos mentem pra sobreviver.

 

Eu: “Otto, qual a coisa que você mais gosta de fazer no mundo?”

 

Otto: “ficar sozinho.”

 

Eu: “como assim?! Mas e brincar com os amigos, não é legal?”

 

Otto: “é sim, mas eu acho brincar sozinho mais legal.”

 

Um ser de um planeta diferente do meu. Me ensina todo dia que é fundamental admitir e respeitar que existem formas de viver e ser feliz diferentes das minhas.

dia das mães

Numa das minhas séries de livros favoritas da vida, Duna, estão as Bene Gesserits — um coletivo exclusivo de mulheres, pautado por questões sociais, religiosas e políticas. Elas são uma força poderosa desse universo (literalmente, já que existe viagem espacial, e elas vão a todos os lugares), temidas e reverenciadas.

 

Além de terem desenvolvido técnicas de controle dos seus corpos e mentes, que as transforma em humanas sobrenaturais — têm poder de autocura, sintetizam antídotos, lêem expressões corporais sutis, controlam a própria ovulação e qualquer outra função corporal — essas mulheres têm domínio consciente das suas memórias genéticas. Através de um ritual de alto risco, elas restauram as memórias de todas as mulheres da sua linhagem genética, acumulando o conhecimento de todas as suas gerações.

 

A combinação dessas duas coisas — autocontrole e conhecimento ancestral — faz delas a maior força do universo.

 

Elas controlam quando procriam, só se submetem se assim o desejarem e escrevem sua própria história, influenciando e desenhando a história do universo.

 

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Hoje é dia das mães, e não há uma sequer entre nós que não traga consigo a mãe, e seu legado. Esteja sua mãe presente ou não, uma versão dela vive em você. É a ela que você recorre quando precisa fazer esse papel — tendo filhos ou não.

 

Minha mãe está viva e forte dentro e (sorte minha; vida longa a ela) fora de mim. Mais que cuidado e proteção, ela me entregou (e ainda entrega) uma história de tantas mulheres que vieram antes de nós, que erraram e acertaram para que estivéssemos aqui. Ela me ensina sobre não ser eu, mas uma multidão de outras que vieram e virão.

 

Amigas, irmãs: a mãe que existe em mim saúda a mãe que existe em vocês. Sobrevivemos. Vamos mudar o mundo, com amor e força.

 

❤👊🏻