maternidade não tão real

Bem interessante esse artigo — ainda me lembro de comentários no meu blog quando eu contava que me sentia aliviada de poder voltar a trabalhar; que me sentia cansada de estar com meu filho por muito tempo; que não curtia bebês (essa é praticamente heresia).

 

Porque, repare: a mulherada faz gracinha sobre como é puxado ser mãe, urru, “a vida como ela é”, mas é raro alguma admitir que não curte a função e que tem vontade de sumir, sair correndo. Mesmo que não seja (como é meu caso) uma coisa que eu odeie em sim, eu só acho chato quando fico muito tempo na função. Amo essa criatura mais que tudo na vida, mas tem muitas horas que tou cansada e de saco cheio e só queria era deitar no sofá e comer Doritos (ao invés de dar banho e ler história).

 

E olha que amo dar banho e ler histórias.

 

Não tem nada de errado em gostar de dividir a função, de querer tempo pra não fazer nada e achar chato pra caramba brincar de pega-pega. As pessoas são diferentes e MULHER NÃO NASCE PRA SER MÃE NEM CUIDADORA.

 

A gente aprende e se adapta à necessidade, do nosso jeito. Se eu soubesse disso quando pensei em ter filho teria sofrido muito menos antes e durante.

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